A dança é uma forma de expressão artística que pode ser explorada dentro da educação física, permitindo que os alunos desenvolvam habilidades motoras, além de promover a interação social e a criatividade. Neste plano de aula, focaremos nas danças urbanas, uma tendência contemporânea rica em ritmos e estilos, o que proporciona uma oportunidade valiosa para os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental 2 vivenciarem a arte do movimento de forma divertida e educativa. Ao longo das atividades, os estudantes terão a chance de não apenas aprender sobre os elementos constitutivos das danças urbanas, mas também de refletir sobre valores sociais e culturais associados a essas manifestações.
A proposta deste plano é baseada nas diretrizes da BNCC, buscando atender as necessidades tanto emocionais quanto motoras dos alunos, respeitando a singularidade de cada um e promovendo um ambiente de aprendizado inclusivo e colaborativo. Os direitos de aprendizado serão garantidos através da experimentação e da prática colaborativa, elementos essenciais para a formação integral dos estudantes.
Tema: Danças
Duração: 120 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 7º ano
Faixa Etária: 12 anos
Disciplina/Campo: Educação Física
Objetivo Geral:
Desenvolver a habilidade de expressão corporal dos alunos através da prática de danças urbanas, promovendo o trabalho em grupo e a reflexão sobre a cultura e a diversidade dos diferentes estilos de dança.
Objetivos Específicos:
– Identificar e experimentar os elementos constitutivos das danças urbanas, como ritmo, espaço e gestos.
– Recriar coreografias simples de diferentes estilos de dança urbana.
– Promover a reflexão sobre a importância cultural e social das danças urbanas.
– Incentivar o respeito e a valorização da diversidade cultural no ambiente escolar.
Habilidades BNCC:
–
(EF67EF11) Experimentar, fruir e recriar danças urbanas identificando seus elementos constitutivos (ritmo, espaço, gestos).
–
(EF67EF12) Planejar e utilizar estratégias para aprender elementos constitutivos das danças urbanas.
–
(EF67EF13) Diferenciar as danças urbanas das demais manifestações da dança, valorizando e respeitando os sentidos e significados atribuídos a eles por diferentes grupos sociais.
Materiais Necessários:
– Caixas de som ou alto-falantes portáteis.
– Amostras de vídeos de danças urbanas (hip hop, funk, break, etc.).
– Espelhos para observação de movimento (se possível).
– Materiais para anotações (papel, caneta).
Situações Problema:
– Como as danças urbanas podem ser vistas e apreciadas por diferentes grupos sociais?
– Quais são as emoções que a dança provoca nos praticantes e espectadores?
– De que forma a dança pode refletir as culturas das comunidades nas quais estamos inseridos?
Contextualização:
As danças urbanas surgem como uma forma de expressão popular em ambientes urbanos, incorporando influências de diversas culturas e estilos musicais. O estudo da dança não se limita apenas ao movimento corporal, mas abrange também um entendimento sobre a história, a cultura e os contextos sociais que a perpassam. Essa experiência de aprendizado permitirá que os alunos compreendam a dança como uma linguagem que transcende palavras, conectando indivíduos por meio do ritmo e da expressão.
Desenvolvimento:
1. Abertura: Iniciar a aula com um breve diálogo sobre o que as danças urbanas representam para os alunos e qual a experiência deles com diferentes estilos de dança. Perguntar se já dançaram ou têm interesse em algum estilo específico.
2. Exibição de vídeos: Mostrar alguns vídeos curtos de danças urbanas variadas para que os alunos possam visualizar os diferentes estilos e movimentos.
3. Discussão: Após a apresentação dos vídeos, promover uma discussão direcionada, abordando a história e a importância cultural das danças urbanas.
4. Divisão de grupos: Separar a turma em grupos e entregar a cada um um estilo de dança específico. Cada grupo ficará responsável por aprender e apresentar uma coreografia simples desse estilo.
5. Prática em grupo: Permitir que cada grupo tenha tempo para ensaiar a coreografia, ajustando os movimentos e criando pequenos toques que expressem a identidade do grupo.
6. Apresentações: Organizar uma apresentação final onde cada grupo demonstra a coreografia ensaiada, promovendo a troca de experiências entre os alunos.
Atividades sugeridas:
Dia 1:
– Introdução à dança urbana com vídeos e discussões sobre estilos e sua relevância cultural.
– Formação de grupos e escolha do estilo que cada um irá apresentar.
Dia 2:
– Estudo sobre os elementos constitutivos da dança, focando no estilo escolhido.
– Primeiros passos da coreografia, ensaio em grupos.
Dia 3:
– Criação da coreografia, incentivando a criatividade e a inclusão de elementos pessoais.
– Ensaio geral com feedback da professora.
Dia 4:
– Apresentação dos grupos com a dança criada.
– Avaliação coletiva e discussões sobre os sentimentos e as experiências durante o ensaio.
Dia 5:
– Reflexão final e debate sobre a importância da dança na cultura urbana.
– Proposta de possíveis melhorias para as apresentações e como a dança pode ser integrada na vida cotidiana.
Discussão em Grupo:
Promover uma roda de conversa onde os alunos compartilham suas experiências. Questões para discussão podem incluir: O que aprenderam sobre a cultura da dança urbana? Como a dança pode influenciar suas vidas pessoais? De que forma foram afetados pelas experiências em grupo?
Perguntas:
1. Quais sentimentos a dança despertou em você durante a prática?
2. Você percebeu diferenças entre os estilos de dança que experimentou?
3. Como seria integrar a dança na sua rotina cotidiana?
Avaliação:
A avaliação será contínua, considerando a participação e o engajamento dos alunos durante as atividades práticas e discussões. Os alunos também devem ser avaliados na apresentação final quanto à realização e criatividade.
Encerramento:
Finalizar a aula convidando os alunos a refletirem sobre como as danças urbanas podem ser incorporadas em eventos da escola e na vida diária, promovendo sempre o respeito e a aceitação de diferentes culturas e estilos.
Dicas:
– Esteja atento às habilidades e limitações dos alunos, proporcionando adaptações quando necessário.
– Utilize diferentes estilos musicais para enriquecer a experiência.
– Fomente um ambiente de respeito e inclusão entre todos os alunos, deixando claro que a dança é uma forma de expressão individual e coletiva.
Texto sobre o tema:
A dança sempre foi uma forma poderosa de expressão artística, refletindo as emoções, histórias e culturas de um povo. Na contemporaneidade, as danças urbanas emergem como uma das manifestações mais vibrantes dessa expressão, provocando uma conexão profunda entre os dançarinos e a música que os embala. Essas danças não apenas desafiam as normas tradicionais, como também incorporam elementos novos, criados em espaços urbanos, onde a diversidade cultural se encontra e se funde. Ao longo do tempo, estilos como hip hop, funk, pop e break dance surgiram, cada um com suas características e histórias, representando um microcosmos das vivências e expressões dos jovens nas cidades.
Por meio da prática e apreciação das danças urbanas, é possível perceber como este universo vai além do ato de dançar, incluindo aspectos como a resistência, a luta por espaços e a validação de culturas marginalizadas. Essa grande riqueza cultural é a essência da dança urbana, pois cada movimento e cada passo contém significados que falam sobre luta, comunidade e identidade. Ao promover essas dinâmicas em sala de aula, oferecemos aos alunos a abertura para explorarem não apenas o corpo, mas também a cultura, a história e a emoção que envolvem cada estilo.
Além disso, ao trazer as danças urbanas para o contexto educacional, criamos um espaço não só para o aprendizado técnico, mas também para reflexões sobre a autoimagem, a construção da identidade e o respeito às diferenças. Esta prática permite que as qualidades sociais e emocionais sejam aprimoradas, ao passo que os alunos trabalham juntos para criar suas próprias expressões artísticas. A dança, assim, torna-se uma ferramenta pedagógica poderosa, capaz de unir e transformar grupos, além de enfatizar a importância da diversidade no ambiente escolar.
Desdobramentos do plano:
A exploração das danças urbanas pode abrir portas para projetos interdisciplinares que abrangem áreas como história, sociologia e artes. Por exemplo, ao estudar a origem de cada estilo, os alunos poderão entender melhor como esses movimentos refletem as realidades sociais, culturais e políticas dos contextos em que foram desenvolvidos. Poderíamos, assim, incluir discussões sobre os desafios enfrentados por comunidades que originam esses estilos, como a discriminação e a luta por reconhecimento e direitos.
Outro desdobramento pertinente seria a criação de elementos de inclusão e acessibilidade, permitindo que alunos com deficiências também possam participar das atividades de dança. A prática da dança pode ser ajustada para atender a essas necessidades, e trabalhar esse tema em sala de aula permitirá aos estudantes desenvolverem uma consciência maior sobre a inclusão e a empatia. Extraindo desse processo a real importância de garantir que todos possam ter voz e espaço, independentemente de suas limitações.
Além disso, a criação de eventos e mostras de dança nas escolas incentivaria não só a prática, mas também a valorização artística e cultural dentro da comunidade escolar. Isso poderia envolver a participação de famílias e a integração de diferentes gerações, criando um ambiente de celebração e aprendizado. A partir de mostras e festivais, seria possível criar um ciclo contínuo de apreciação e prática das danças urbanas, fortalecendo os laços comunitários e promovendo um ambiente escolar ainda mais inclusivo e diversificado.
Orientações finais sobre o plano:
Ao final da execução deste plano, é fundamental realizar uma reflexão coletiva, onde alunos e educadores possam compartilhar suas impressões sobre o que foi vivido durante as atividades. Essa prática será importante para avaliar o impacto da atividade e para ajustar futuras intervenções pedagógicas. O envolvimento dos alunos deve ser encorajado não apenas durante o aprendizado da dança, mas também no incentivo à autoexpressão e ao respeito pelas diferenças.
A importância de documentar as experiências por meio de vídeos ou fotografias durante os ensaios pode servir como uma maneira de avaliar o desenvolvimento dos alunos e engajá-los em discussões sobre o processo de aprendizado e como a dança reflete suas emoções e identidade. Além disso, ao criar um portfólio que inclua anotações, reflexões e feedback coletivo, os alunos poderão compreender mais profundamente o significado da prática da dança em suas vidas.
Por fim, lembrar sempre que a dança é um meio de celebrar a vida e as relações interpessoais. Portanto, toda oportunidade de explorar as danças urbanas deve ser encorajada e sustentada, promovendo um espaço seguro e acolhedor, onde todos os alunos sintam que podem se expressar plenamente. Ao valorizar a diversidade e a criatividade, a prática da dança se torna um agente transformador não apenas na escola, mas na vida dos alunos e na sociedade como um todo.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Battles de Dança: Promova competições amistosas onde os alunos possam mostrar suas coreografias e técnicas em um formato de “batalha”. Isso incentivará a confiança e a espontaneidade na dança, permitindo que eles aprendam uns com os outros.
2. Flashmob Escolar: Organize um flashmob onde os alunos aprendem uma coreografia simples e performam em um momento surpresa para toda a escola. Isso integra a escola de maneira divertida e agita a participação da comunidade.
3. Roda de Dança Criativa: Crie uma roda onde cada aluno acrescenta um passo à dança, formando uma coreografia colaborativa. Esse exercício promove a improvisação e a criatividade.
4. Diário de Dança: Estimule os alunos a manter um diário onde escrevem sobre suas experiências nas aulas de dança, suas cenas preferidas e reflexões pessoais. Isso pode também incluir desenhos ou recortes que eles gostariam de associar à dança.
5. Aula de Dança em Dupla: Proponha atividades onde os alunos dançam em dupla, incentivando o respeito às diferenças e a comunicação não-verbal, explorando a importância da conexão enquanto dançam.
Estas sugestões lúdicas visam não só o aprendizado da dança, mas a construção de um ambiente colaborativo e mais conectado entre os alunos, promovendo a troca de experiências e a valorização da diversidade cultural.
Este plano de aula, assim, se propõe não apenas a ensinar a dança urbana de uma forma técnica, mas a possibilitar que os alunos descubram sua própria forma de expressão no meio de ritmos e movimentos vibrantes,