A proposta de plano de aula aqui apresentada busca proporcionar uma experiência lúdica e educativa em um tema central: Em Cima e Em Baixo. Este plano é especialmente voltado para os alunos da Educação Infantil, mais precisamente crianças pequenas de 4 a 5 anos, abordando conceitos importantes sobre espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. As atividades foram pensadas para explorar a percepção espacial das crianças e suas interações com o ambiente, estimulando a criatividade e a aprendizagem.
A sala de aula se torna um espaço de exploração e descobertas, onde as crianças poderão vivenciar na prática conceitos de altura, posição e movimentação. Através de jogos e brincadeiras, serão abordadas as habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que proporcionam um aprendizado significativo e integrado ao cotidiano dos pequenos.
Tema: Em Cima e Em Baixo
Duração: 40 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)
Faixa Etária: 4 A 5 ANOS
Objetivo Geral:
Estimular a compreensão conceitual de superioridade e inferioridade através de atividades lúdicas, incentivando o desenvolvimento da percepção espacial e a relação de altura e posição.
Objetivos Específicos:
– Observar e identificar diferentes níveis de altura em objetos do cotidiano.
– Comparar e classificar objetos segundo suas respectivas posições em relação ao chão.
– Incentivar a expressão criativa através da representação artística (desenhos e histórias) relacionada ao tema da aula.
– Fomentar a interação entre os alunos por meio de atividades em grupo que promovam a discussão e colaboração.
Habilidades BNCC:
–
(EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos observando suas propriedades.
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(EI03ET02) Observar e descrever mudanças em materiais por ações humanas ou fenômenos naturais.
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(EI03ET04) Registrar observações, manipulações e medidas usando múltiplas linguagens como desenho, números e escrita espontânea.
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(EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com semelhanças e diferenças.
–
(EI03ET07) Relacionar números às quantidades correspondentes e identificar antes, depois e entre em sequências.
Materiais Necessários:
– Blocos de construção de diferentes alturas.
– Fitas adesivas coloridas para demarcar espaços no chão.
– Papel e lápis de cor para desenhos.
– Bonecos ou brinquedos de diferentes tamanhos.
– Cartazes com figuras ilustrativas de objetos “em cima” e “em baixo”.
Situações Problema:
– O que acontece quando empilhamos blocos? O que fica “em cima” e o que fica “em baixo”?
– Como podemos identificar qual objeto é mais alto ou mais baixo entre dois brinquedos?
– O que pode estar em cima da mesa e o que deve estar em baixo dela?
Contextualização:
Iniciar a aula apresentando alguns objetos variados disponíveis na sala. Perguntamos: “Onde está esse objeto?” e incentivamos as crianças a descreverem se está “em cima” ou “em baixo”. Essas questões ajudam as crianças a começarem a pensar sobre a posição dos objetos em relação a outros.
Desenvolvimento:
1. Iniciar a aula com uma conversa sobre os conceitos de “em cima” e “em baixo”, utilizando objetos da sala para exemplificar.
2. Criar diferentes arranjos com blocos, posicionando-os de várias maneiras e pedindo que as crianças identifiquem qual bloco está “em cima” e qual está “em baixo”.
3. Realizar uma atividade de empilhamento, onde cada criança pode adicionar um bloco e descrever sua posição.
4. Dividir a turma em grupos, onde cada grupo deve utilizar os objetos disponíveis para criar uma cena que mostre algo “em cima” e “em baixo”, podendo ser feita uma representação artística em papel.
5. Encaminhar as crianças para um espaço aberto, onde poderão brincar de “pega-pega”, alternando entre “em cima” e “em baixo”, usando os objetos disponíveis para criar seus próprios desafios.
Atividades sugeridas:
– Dia 1 – Observação de objetos: As crianças devem descrever objetos ao seu redor e classificar como “em cima” ou “em baixo”.
– Dia 2 – Blocos de construção: Atividade gentilmente orientada onde crianças empilham blocos e discutem sua organização.
– Dia 3 – Desenho: As crianças desenham uma cena que inclui elementos “em cima” e “em baixo”.
– Dia 4 – Jogos de movimento: Realizar jogos de distância, onde as crianças devem ficar “em cima” e “em baixo” de determinados objetos.
– Dia 5 – Apresentação: Cada grupo apresenta sua criação, explicando as posições de seus objetos e o que aprenderam sobre “em cima” e “em baixo”.
Discussão em Grupo:
Propor uma conversa coletiva onde os alunos compartilham suas experiências e aprendizados sobre as atividades realizadas durante a semana. Perguntar o que acharam mais fácil ou difícil e qual a atividade que mais lhes agradou. Esse momento é fundamental para desenvolver a escuta ativa e a expressão oral.
Perguntas:
– O que é algo que podemos colocar “em cima” de uma mesa?
– Que objetos podemos encontrar “em baixo” numa sala?
– Qual foi o objeto que vocês acharam mais alto? E o mais baixo?
Avaliação:
A avaliação será feita de forma contínua através da observação da participação das crianças nas atividades, da interação entre elas e da capacidade de expressar suas ideias e conhecimentos. Um painel com as produções artísticas e as discussões em grupo também contribuirão para a construção do diagnóstico educativo.
Encerramento:
Para finalizar, reunir as crianças e rever os conceitos através de um pequeno jogo onde cada criança deve dizer um objeto que fica “em cima” e um que fica “em baixo”. Destacar a importância de observar o espaço ao nosso redor e como isso faz parte da nossa realidade diária.
Dicas:
– Incentivar a participação ativa de todos os alunos, garantindo que cada um tenha a oportunidade de se expressar.
– Criar um ambiente acolhedor que possibilite a exploração livre dos materiais.
– Estimular a curiosidade das crianças, permitindo que elas façam perguntas e busquem respostas sobre o tema abordado.
Texto sobre o tema:
Em Cima e Em Baixo é um conceito fundamental no desenvolvimento da percepção espacial das crianças. Entender a localização dos objetos em relação a outros ajuda na formação de uma base cognitiva que posteriormente auxiliará na compreensão de fenômenos mais complexos. Ao explorar o que está “em cima” e o que está “em baixo”, as crianças também aprendem a se movimentar no espaço, desenvolver habilidades motoras e agregar conhecimento sobre as alturas.
Através de brincadeiras e atividades lúdicas, podemos transformar a sala de aula em um ambiente rico de aprendizado. A interação entre as crianças, a manipulação de objetos e a prática de atividades que envolvem movimento são essenciais para consolidar o aprendizado. Além disso, criar momentos que incentivem a expressão artística e a troca de ideias entre os pequenos favorece um ambiente democrático e inclusivo.
Nesse sentido, a educação infantil vai além de simplesmente repassar informações. A construção do conhecimento na infância deve ser feita de forma participativa, onde as crianças possam explorar, experimentar e descobrirem por si mesmas. Dessa forma, ao abordarmos as noções de “em cima” e “em baixo”, proporcionamos não apenas o aprendizado de um conceito, mas também fomentamos a curiosidade e o desejo de aprender.
Desdobramentos do plano:
O plano pode ser ampliado para incluir atividades que relacionem os conceitos de “em cima” e “em baixo” com outras disciplinas, como a matemática e a linguagem. Além das atividades de empilhamento e comparação, é possível realizar uma coleta de dados, onde as crianças contam a quantidade de objetos que estão “em cima” e “em baixo” dentro da sala. Esse registro pode ser apresentado em forma de gráficos simples, ajudando-as a entender quantidades e relações.
Outra possibilidade é associar o tema a histórias que envolvam elementos “em cima” e “em baixo”, como contos sobre animais que vivem em árvores (em cima) e aqueles que vivem no chão (em baixo). Isso enriquece as discussões e também promove a conexão com a literatura infantil. As crianças podem ilustrar a história que mais gostaram, focando nas posições dos personagens, contribuindo assim para seu desenvolvimento na expressão gráfica e de narrativas.
Finalmente, o plano pode ser relacionado a questões de sustentabilidade e conservação do meio ambiente. Pode-se abordar como a posição de determinados elementos na natureza podem impactar a vida animal e vegetal. Através de dinâmicas de grupo, as crianças podem discutir sobre a importância da preservação dos habitats, levando em consideração a diversidade de alturas e como os seres vivos se adaptam a esses espaços.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental ajustar as atividades propostas de acordo com as necessidades e o ritmo das crianças. O plano deve ser flexível, permitindo que os educadores possam adaptar as atividades conforme a dinâmica da turma. Além disso, o monitoramento constante e a observação dos alunos são essenciais para direcionar o processo de ensino-aprendizagem.
Uma interação constante com os pais também é recomendada. Compartilhar as atividades e os conhecimentos adquiridos em um ambiente familiar propicia o reforço do aprendizado. Criar um pequeno informativo para os responsáveis pode ser uma forma de mantê-los envolvidos e atualizados sobre o que está sendo abordado na sala.
Por fim, o objetivo é que os alunos desfrutem de experiências significativas que vão além da sala de aula. O aprendizado deve ser divertido e engajador, e as atividades devem facilitar a exploração dos conceitos de forma lúdica. Assim, o tema “em cima” e “em baixo” não só se torna um simples conteúdo a ser explorado, mas uma porta aberta para um mundo de descobertas.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Caça ao Tesouro: Criar uma atividade onde as crianças devem encontrar objetos escondidos “em cima” e “em baixo” de diferentes locais na sala, com pistas que incentivem a observação das alturas.
2. Construindo Torres: Utilizar blocos de diferentes tamanhos para que cada criança construa sua torre. Após a construção, discutir qual torre é a mais alta, favorecendo a comparação e a classificação.
3. Teatro de Fantoches: Criar um pequeno teatro onde os fantoches podem representar histórias que envolvem os conceitos de “em cima” e “em baixo”, permitindo que as crianças participem ativamente.
4. Dança: Realizar uma dança onde as crianças devem imitar ações de “subir” (como árvores) e “descer” (como uma minhoca), promovendo o movimento e a compreensão do conceito de altura.
5. Desafio de Medição: Propor um jogo em que as crianças devem medir a altura de diferentes objetos usando uma régua, discutindo qual está “em cima” e “em baixo”, e como seus tamanhos se relacionam uns com os outros.
Este plano de aula é uma ferramenta poderosa que promove uma aprendizagem significativa e lúdica, alinhada com as diretrizes da BNCC. Ao final, espera-se que as crianças tenham ampliado suas percepções e compreensões sobre o que significa estar “em cima” e “em baixo”, não apenas em termos físicos, mas nas relações que desenvolvem com o ambiente ao seu redor.