A proposta deste plano de aula é explorar o fascinante mundo dos contos de assombração, utilizando a narrativa “O Outro Lado do Vidro”. Esta atividade proporcionará aos alunos uma compreensão mais profunda dos elementos narrativos e da concordância verbo-nominal em um contexto lúdico e instigante. Através da leitura e interpretação do texto, os estudantes poderão analisar e discutir as emoções que surgem em narrativas de suspense, enquanto trabalham habilidades essenciais da língua portuguesa em um ambiente colaborativo e interativo.
Utilizaremos atividades diversificadas que promovem não apenas a habilidade de leitor e escritor, mas também o desenvolvimento do pensamento crítico. A leitura do conto servirá como pano de fundo para praticar a concordância, um conceito crucial na gramática da língua portuguesa, permitindo que os estudantes aprimorem suas habilidades de escrita e interpretação textual ao longo da aula.
Tema: Contos de Assombração e Concordância Verbo-Nominal
Duração: 2h
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 4º ano
Faixa Etária: 9 anos
Disciplina/Campo: Língua Portuguesa
Objetivo Geral:
Promover a leitura crítica e a interpretação de narrativas, focando na análise de elementos de concordância em textos, utilizando o conto “O Outro Lado do Vidro” como base para atividades didáticas e práticas de gramática.
Objetivos Específicos:
1. Ler e compreender o conto “O Outro Lado do Vidro”, identificando os personagens e o conflito narrativo.
2. Analisar e aplicar as regras de concordância verbo-nominal em diferentes contextos.
3. Desenvolver habilidades de escrita através de atividades práticas que envolvam a criação de frases e a correção de erros.
4. Estimular a criatividade dos alunos por meio de atividades lúdicas e interativas relacionadas ao tema dos contos de assombração.
Habilidades BNCC:
–
(EF04LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema grafema regulares diretas e contextuais.
–
(EF04LP03) Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados reconhecendo o significado mais adequado ao contexto da leitura.
–
(EF04LP06) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre substantivo ou pronome pessoal e verbo.
–
(EF04LP07) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre artigo, substantivo e adjetivo dentro do grupo nominal.
–
(EF35LP29) Identificar em narrativas cenário, personagem principal, conflito, resolução e ponto de vista diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoa.
–
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
–
(EF15LP16) Ler e compreender com apoio e depois de forma autônoma textos narrativos de maior extensão como contos de diferentes tipos e crônicas.
Materiais Necessários:
– Cópias do conto “O Outro Lado do Vidro”.
– Quadro branco e marcadores.
– Papel em branco e canetas coloridas.
– Dicionários de língua portuguesa.
– Fichas com atividades (preparadas previamente).
– Recursos audiovisuais (se disponível) para a leitura do conto em formato de vídeo.
Situações Problema:
1. O que faz o personagem Elias sentir medo ao olhar para o reflexo no espelho?
2. Como a atmosfera do casarão influencia os sentimentos de Elias durante a narrativa?
3. De que forma podemos relacionar os sentimentos do personagem com as regras de concordância que estudamos?
Contextualização:
Os contos de assombração têm um papel significativo na literatura ao instigar a imaginação e provocar emoções diversas. O conto “O Outro Lado do Vidro” leva os alunos a uma reflexão sobre como os ambientes podem influenciar as experiências subjetivas. Ao trabalhar a narrativa, os alunos podem observar a linguagem utilizada, na qual é possível identificar a importância da concordância para a clareza na expressão dos sentimentos e situações narradas.
Desenvolvimento:
1. Introduzir o tema da aula, explicando a proposta de interpretar o conto “O Outro Lado do Vidro”.
2. Realizar a leitura do conto de forma expressiva, incentivando a participação dos alunos e a formulação de perguntas.
3. Analisar com os alunos o enredo, cenário e personagens, preenchendo um quadro de resumo colaborativo.
4. Introduzir a atividade de concordância verbo-nominal, explicando as regras essenciais e fornecendo exemplos práticos.
5. Realizar atividades práticas em grupos, onde os alunos deverão criar frases utilizando as regras de concordância aprendidas.
6. Avaliar as frases criadas por cada grupo, promovendo uma discussão sobre erros comuns e acertos.
Atividades Sugeridas:
1. Leitura do conto: “O Outro Lado do Vidro” – Parear alunos para leitura em duplas e discutir as partes do texto.
2. Atividade de Completar Frases – Criar frases incompletas que os alunos devem finalizar usando concordância correta.
3. Cruzadinha – Elaborar uma cruzadinha com palavras-chave do conto e conceitos de concordância como definições.
4. Verdadeiro ou Falso – Criar afirmações sobre a narrativa, onde os alunos devem identificar a veracidade.
5. Enumerar Colunas – Criar duas colunas: uma com frases corretas e outra com erros de concordância, onde os alunos devem classificar.
6. Encontrar Erros de Concordância – Fornecer um texto com erros propositais e solicitar que os alunos os identifiquem e corrijam.
7. Pequenas Respostas – Perguntas diretas sobre o conto para discussão em grupo.
8. Produção de um novo final – Em grupos, os alunos devem criar um final alternativo para o conto, fazendo uso correto da concordância.
Discussão em Grupo:
Após as atividades, promover uma discussão em grupo onde os alunos compartilham suas opiniões sobre o conto, focando no que mais os assustou e o que eles fariam em uma situação semelhante. A discussão ajudará a reforçar o aprendizado da narrativa e desenvolver habilidades orais.
Perguntas:
1. Como a história de Elias pode ser interpretada sob diferentes aspectos emocionais?
2. Quais elementos de narrativa são mais importantes para criar uma atmosfera de suspense?
3. Por que a concordância é vital para a compreensão da linguagem na escrita?
Avaliação:
A avaliação será feita através da observação dos alunos durante as atividades práticas e da qualidade das respostas nas discussões. Além disso, será realizada a correção das atividades escritas, enfatizando a aplicação correta das regras de concordância. A atividade de produção de um novo final também será avaliada quanto à criatividade e uso correto da linguagem.
Encerramento:
Para encerrar a aula, reunir todos os alunos e pedir que compartilhem o que aprenderam sobre a concordância e como o conto os deixou intrigados. Incentivar a leitura de mais contos de assombração nas próximas semanas servirá para alimentar a curiosidade e ampliar seu vocabulário.
Dicas:
1. Utilize vídeos de contos de terror com narração, se possível, para prender a atenção dos alunos.
2. Crie um ambiente mais sombrio ao realizar a leitura, utilizando luzes fracas e misturando sons que condizem com o conto, como sussurros ou ecos.
3. Ofereça pequenos prêmios para os alunos que se destacarem nas atividades de grupo, estimulando a participação.
Texto sobre o Tema:
Os contos de assombração têm fascinado os leitores ao longo da história, trazendo consigo o medo e o mistério. Eles proporcionam uma conexão única com as emoções humanas, utilizando a imaginação para criar cenários e situações que, embora fictícias, geram reflexões sobre a vida e a morte. Esta forma de contar histórias é popular em diversas culturas e épocas, com os autores explorando o sobrenatural para fazer críticas sociais ou simplesmente para entreter. A importância desses contos não está apenas no entretenimento, mas também na capacidade de gerar discussões sobre o desconhecido e as experiências humanas.
A narrativa “O Outro Lado do Vidro” é um exemplo perfeito dessa tradição, colocando o leitor em uma posição de vulnerabilidade e expectativa. O reflexo no espelho, que inicialmente parece inofensivo, se transforma em uma entidade aterrorizante, representando não apenas o medo do desconhecido, mas também questões de identidade e percepção. Ao abordar esses temas, os alunos têm a oportunidade de explorar não apenas a gramática, mas também suas emoções e reações.
No contexto educacional, o uso de contos de assombração permite que os alunos desenvolvam suas habilidades de leitura crítica, identificação de elementos narrativos e aplicação de regras gramaticais. Eles aprendem a articular suas ideias e sentimentos sobre os textos, enquanto praticam a escrita de maneiras variadas e prevenidas. Além disso, a conexão entre a narrativa e elementos de concordância faz com que o aprendizado se torne significativo e aplicável.
Desdobramentos do Plano:
Este plano de aula pode ser estendido para mais encontros, permitindo investigações mais profundas sobre outros contos clássicos do gênero. Os alunos podem ser solicitados a trazer contos que eles conheçam, discutindo suas diferenças de estilo e seleção de vocabulário. Além disso, os alunos podem ser motivados a escrever seus próprios contos de assombração, usando as regras de concordância que aprenderam, promovendo assim a aplicação prática do que foi discutido na aula.
Outro desdobramento interessante seria realizar um projeto colaborativo entre turmas, onde cada sala escreveria um capítulo de uma história em conjunto. Isso não só incentivaria a colaboração, mas também a revisão de textos e a crítica construtiva, habilidades essenciais na produção textual. Jogos e desafios de gramática poderiam ser introduzidos para tornar o aprendizado mais lúdico e competitivo.
Por fim, integrar as tecnologias contemporâneas é uma maneira eficaz de modernizar o ensino. Incentivar os alunos a criar podcasts ou vídeos onde eles recontam suas versões do conto pode agregar valor interessante ao aprendizado. Assim, a prática de oratória e o uso das ferramentas digitais tornam a sala de aula mais dinâmica e alinhada com o cotidiano dos alunos.
Orientações Finais sobre o Plano:
Ao final, é importante que o educador reflita sobre a eficácia do plano de aula e faça ajustes conforme necessário. Uma prática constante de avaliação das reações dos alunos, seus níveis de engajamento e a clareza na aplicação das regras gramáticas serão melhores indicativos de sucesso. Os feedbacks dos alunos sobre as dificuldades que enfrentaram também devem ser valiosos para aprimorar futuras aulas.
Incluir um momento para a autoavaliação dos alunos pode ser interessante. Permitir que eles relatem o que acharam das atividades, o que aprenderam e onde sentem que precisam de mais auxílio pode enriquecer ainda mais a dinâmica de ensino-aprendizagem. Essa abordagem ajuda a desenvolver a consciência crítica dos alunos sobre seu próprio aprendizado e os motiva a buscar melhorias.
Finalmente, sempre que possível, as aulas devem ser moldadas a partir das necessidades e interesses dos alunos. O uso de contos de assombração pode ser apenas o início de uma longa jornada literária, onde a língua portuguesa é o meio através do qual se explora o mundo, desenvolvendo sensibilidades e capacidades críticas. Dessa forma, a aula se transforma em um espaço seguro e propício para o florescimento da criatividade e da expressão.
5 Sugestões Lúdicas sobre este Tema:
1. Teatro de Sombras: Os alunos podem criar sua própria versão de “O Outro Lado do Vidro” utilizando fantoches de sombra, permitindo que ajudem a contar a história enquanto praticam a interpretação e a entonação.
2. Caça ao Tesouro Temática: Organizar um caça ao tesouro com pistas relacionadas à narrativa do conto, abordando conceitos de gramática e vocabulário ao longo do percurso.
3. Roda de Contação de Histórias: Criar um espaço onde alunos possam contar histórias parecidas que conhecem ou inventar novas, promovendo a expressão oral e a interação social.
4. Jogo de Concordância: Criar um jogo de cartas onde cada aluno deve formar frases corretas a partir de palavras e expressões dadas, competindo em grupos para ver quem monta a frase mais criativa e correta.
5. Desafio do Artista: Os alunos podem desenhar o que acreditam ser a “imagem do medo” a partir do conto, utilizando essas ilustrações para descrever como a concordância se aplica às suas obras.
Com este plano de aula, espera-se que os alunos não apenas aprendam sobre gramática, mas também sintam a emoção da narrativa e expressem suas próprias identidades literárias.