Como Escrever Resenhas Críticas: Guia para o 8º Ano

A produção de uma resenha é uma atividade fundamental que proporciona ao aluno a oportunidade de analisar e criticar obras literárias, cinematográficas e televisivas. Este plano de aula tem como objetivo guiar os estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental II na elaboração de resenhas, estimulando a criatividade, o espírito crítico e as habilidades de escrita. O tema é de grande relevância, uma vez que a resenha permite expressar opiniões pessoais fundamentadas e contribui para a formação de leitores críticos.

Durante o desenvolvimento desta aula, o educador deve oferecer diretrizes claras sobre a estrutura de uma resenha, incluindo a apresentação da obra, um breve resumo, a análise dos principais elementos e a opinião do autor da resenha. Ressaltamos a importância de relacionar a experiência estética do aluno com o material analisado, por meio de discussões e atividades práticas que envolvem a leitura, a escrita e a interpretação.

Tema: Resenha
Duração: 60 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 8º ano
Faixa Etária: 10 a 13 anos

Objetivo Geral:

Desenvolver a habilidade dos alunos em produzir resenhas críticas sobre livros, filmes ou seriados, por meio da leitura e análise de diferentes obras, possibilitando a expressão de opiniões fundamentadas.

Objetivos Específicos:

– Identificar os principais elementos constitutivos de uma resenha.
– Criar um esboço prévio da resenha que inclua a introdução, desenvolvimento e conclusão.
– Utilizar os conhecimentos linguísticos e gramaticais na produção do texto resenha.
– Discutir em grupo as impressões sobre as obras analisadas, promovendo a troca de ideias e a argumentação.

Habilidades BNCC:


(EF08LP01) Identificar e comparar as várias editorias de jornais impressos e digitais e de sites noticiosos de forma a refletir sobre os tipos de fato que são noticiados e comentados as escolhas sobre o que noticiar e o que não noticiar e o destaque/enfoque dado e a fidedignidade da informação.

(EF08LP03) Produzir artigos de opinião tendo em vista o contexto de produção dado a defesa de um ponto de vista utilizando argumentos e contra-argumentos e articuladores de coesão que marquem relações de oposição, contraste, exemplificação e ênfase.

(EF08LP26) Produzir resenhas a partir das notas e/ou esquemas feitos com o manejo adequado das vozes envolvidas (do resenhador, do autor da obra e se for o caso, também dos autores citados na obra resenhada) por meio do uso de paráfrases, marcas do discurso reportado e citações.

Materiais Necessários:

– Cópias de resenhas de livros, filmes ou seriados para análise.
– Papel, canetas ou lápis para anotações.
– Projetor ou quadro branco para apresentar exemplos e discutir em grupo.
– Excertos de livros, filmes ou obras audiovisuais para discussão.

Situações Problema:

1. O que torna uma resenha boa e cativante?
2. Quais elementos não podem faltar em uma resenha?
3. Como expressar opiniões de forma clara e embasada?

Contextualização:

Iniciar a aula com uma breve discussão sobre o que os alunos já conhecem sobre o gênero resenha, estimulando perguntas e reflexões. Em seguida, apresentar exemplos de resenhas e discutir seus elementos principais: introdução da obra, resumo, análise crítica e conclusão. Os alunos devem perceber que a resenha é uma forma de avaliação e expressão de opinião sobre uma obra.

Desenvolvimento:

1. Exposição inicial sobre o que é uma resenha e sua importância na crítica literária, cinematográfica e televisiva.
2. Análise de exemplos de resenhas em grupos, destacando suas estruturas e características.
3. Orientação sobre como os alunos podem elaborar suas próprias resenhas, destacando a importância da argumentação e da coesão textual.
4. Apresentação de técnicas para enriquecer o texto, como citações, paráfrases e uso de adjetivos.

Atividades sugeridas:

1. Dia 1: Pesquisa e leitura de uma obra (livro, filme ou seriado) que os alunos escolherão para resenhar.
2. Dia 2: Discussão em grupo sobre a obra escolhida, com foco nas impressões dos alunos e aspectos a serem abordados na resenha.
3. Dia 3: Elaboração do esboço da resenha, com introdução, argumentações e conclusão.
4. Dia 4: Produção da resenha, revisão e correção em duplas.
5. Dia 5: Apresentação das resenhas para a turma, com feedbacks críticos dos colegas sobre as produções.

Discussão em Grupo:

Os alunos devem discutir as diferentes obras que escolheram, abordando suas impressões, aprendizados e a importância da obra no contexto atual. Esta atividade visa fomentar a argumentação e a troca de ideias, ampliando a capacidade crítica dos alunos.

Perguntas:

1. O que você mais gostou ou não gostou na obra que leu?
2. Quais elementos da obra você acha que são mais impactantes e por quê?
3. Como você descreveria a mensagem da obra em uma frase?

Avaliação:

A avaliação será feita por meio da análise da produção da resenha, considerando a estrutura, a clareza, a argumentação e o uso adequado da língua portuguesa. Também será levada em conta a participação nas discussões em grupo e a disposição para realizar as correções sugeridas.

Encerramento:

Finalizar a aula recapitulando o que foi aprendido sobre a produção de resenhas e a importância de expressar opiniões de maneira crítica e fundamentada. Incentivar os alunos a continuarem escrevendo resenhas sobre novas obras que consumirem.

Dicas:

1. Sempre ler a obra com atenção, anotando pontos que chamam a atenção.
2. Ao escrever, busque ser honesto e claro em suas opiniões.
3. Revise a resenha várias vezes antes de finalizar.

Texto sobre o tema:

Um dos exercícios mais enriquecedores na formação crítica de jovens leitores é a produção de resenhas. Uma resenha bem estruturada não apenas transmite informações sobre uma obra, mas também revela as impressões pessoais e críticas do resenhista, criando um registro que pode influenciar outros leitores. É fundamental que os estudantes entendam que a capacidade de expressar opiniões fundamentadas é uma habilidade vital, tanto na escrita quanto no diálogo.

Ao escrever resenhas, os alunos têm a oportunidade de se engajar ativamente com o texto, analisando suas camadas, interpretações e significados. Além disso, a prática da resenha estimula a leitura crítica, pois ao resenhar, o aluno é obrigado a refletir sobre o que leu, questionando e avaliando a obra em questão. A discussão em grupo sobre as resenhas também desenvolve habilidades sociais e a capacidade de argumentar sobre opiniões pessoais.

A produção de resenhas pode ser considerada uma forma de escrita criativa. Ao combinar análise, interpretação, e expressão pessoal, os alunos são incentivados a serem mais do que simples consumidores de conteúdo, mas produtores ativos de conhecimento. Ao final do processo, eles não apenas crescerão como escritores, mas também como pensadores críticos e cidadãos mais conscientes.

Desdobramentos do plano:

A produção de resenhas pode se desdobrar em diversas outras atividades complementares. Uma possibilidade é a criação de um blog de resenha, onde os alunos podem publicar suas produções e interagir com outros leitores. Isso não somente amplia a audiência dos textos, como também proporciona feedback valioso, uma vez que alunos de outras turmas ou mesmo pais e responsáveis podem comentar e avaliar as resenhas.

Outra sugestão é realizar um “festival de resenhas”, onde os alunos podem apresentar suas resenhas de forma oral para o restante da escola. Durante este evento, além de resenhas, podem ser incluídas outras atividades como debates sobre as obras analisadas ou até mesmo a exibição de trailers de filmes, promovendo uma experiência multidimensional em torno da temática.

Por fim, esses encontros podem ser vinculados a ações de leitura e escrita que foquem em autores brasileiros e estrangeiros, incentivando os alunos a expandirem seus horizontes e conhecerem novas propostas literárias. Nacionalizar e diversificar ainda mais o repertório cultural trará riqueza para a formação de opiniões e resenhas mais fundamentadas.

Orientações finais sobre o plano:

Para que o plano de aula seja efetivo, é fundamental considerar as diferentes características e ritmos de aprendizado dos alunos. Ao planejar as atividades, o docente deve ser flexível e oferecer alternativas, garantindo que todos tenham oportunidades iguais de participação e aprendizado. Reforçar a importância da leitura crítica desde as primeiras aulas permitirá que os alunos desenvolvam um olhar mais atento e questionador a respeito das obras que lhes são apresentadas.

Além disso, é importante que o professor colha feedback sobre as atividades desenvolvidas, tanto para ajustar futuras aulas quanto para identificar questões que os alunos não conseguiram compreender ou sobre as quais desejam mais aprofundamento. O aprendizado deve ser um processo contínuo, onde tanto alunos quanto professores aprendem juntos.

Finalmente, sugerir uma variedade de obras para a leitura, considerando diferentes gêneros e temáticas, pode enriquecer as resenhas produzidas pelos alunos, ampliando seu campo de visão e promovendo um ambiente de aprendizado mais diversificado e interessante.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo da Resenha: Criar um jogo de cartas em que cada carta tenha um elemento da resenha (introdução, personagens, opiniões, etc.). Os alunos devem montar suas resenhas a partir das cartas que retiram, estimulando a criatividade.
2. Teatro de Improvisação: Organizar uma atividade em que os alunos atuem como críticos, fazendo uma “apresentação” sobre a obra escolhida, utilizando adjetivos e comparações criativas, como se estivessem fazendo uma resenha ao vivo.
3. Desafio da Timeresenha: Configurar um temporizador e desafiar os alunos a escreverem uma resenha em um tempo limitado, com foco na rapidez e na organização das ideias, o que estimulam a produção criativa sob pressão.
4. Resenha Musical: Pedir que os alunos escolham uma canção e escrevam uma resenha sobre a letra e a interpretação, levando em consideração como se relaciona com temas contemporâneos ou questões pessoais.
5. Cápsula do Tempo Literária: Para encerrar o projeto, permitir que os alunos escrevam uma resenha de seu livro ou filme favorito e a coloquem em uma “cápsula do tempo”, que será aberta no final do ano letivo para que possam reler e discutir o que aprenderam e como mudaram suas opiniões.

Essas atividades lúdicas incentivam não apenas a criatividade dos alunos, mas também fortalecem a habilidade de crítica e argumentação, promovendo um ambiente de aprendizagem mais engajador e prazeroso.