Este plano de aula foi elaborado com o intuito de explorar a Habilidade EF35EF07, que se refere à experimentação e fruição de elementos da ginástica geral por meio de combinações coletivas. O foco será desenvolvido em uma dinâmica que envolve equilíbrios, saltos, giros e acrobacias, promovendo a criatividade dos alunos em coreografias que dialoguem com temas do cotidiano. A atividade proposta busca respeitar as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), proporcionando um aprendizado significativo e valorizando a socioculturalidade presente nas práticas corporais.
O ensino de ginástica geral não apenas contribui para o desenvolvimento físico, como também abrange aspectos sociais, promovendo a integração e o trabalho em grupo. A proposta de coreografias e movimentos coletivo estimula os alunos a serem protagonistas do seu aprendizado, valorizando a expressão corporal e a diversidade de movimentos em um ambiente seguro e acolhedor.
Tema: Ginástica Geral e Coreografias
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 3º ano
Faixa Etária: 8 a 9 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver a habilidade de criar e apresentar coreografias coletivas com elementos da ginástica geral, como saltos, giros e acrobacias, respeitando a individualidade e a cooperação entre os alunos.
Objetivos Específicos:
– Promover a experimentação de saltos e giros em grupo, respeitando a segurança dos colegas.
– Estimular a criatividade na elaboração de coreografias temáticas.
– Fomentar a expressão corporal por meio da prática de ginásticas e acrobacias.
– Valorizar a convivência em grupo, incentivando o respeito e a escuta entre os participantes.
Habilidades BNCC:
–
(EF35EF07) Experimentar e fruir de forma coletiva combinações de diferentes elementos da ginástica geral equilíbrios saltos giros rotações acrobacias com e sem materiais propondo coreografias com diferentes temas do cotidiano.
–
(EF35EF01) Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo incluindo aqueles de matriz indígena e africana e recriálos valorizando a importância desse patrimônio histórico cultural.
Materiais Necessários:
– Colchonetes
– Materiais para marcação do espaço (fita adesiva ou cordas)
– Música para a prática das coreografias
– Aparelho celular ou rádio para reprodução da música
– Material de apoio para anotações (papel e caneta)
Situações Problema:
Como podemos criar um conjunto de movimentos que conte uma história? Quais tipos de acrobacias garantem a segurança de todos os participantes? De que maneira o trabalho em equipe pode influenciar na finalização da coreografia?
Contextualização:
Neste plano de aula, buscamos aplicar conceitos da ginástica com um enfoque colaborativo, onde cada aluno terá a oportunidade de Expressar suas ideias e vivências através de movimentos corporais em grupo. É importante que os alunos entendam que a ginástica vai além de habilidades técnicas, envolvendo também a comunicação e a vida cotidiana.
Desenvolvimento:
1. Abertura (10 minutos): Iniciar a aula com uma conversa breve, perguntando aos alunos sobre experiências anteriores com ginástica e quais movimentos eles conhecem. Promover um bate-papo que incentive a participação de todos.
2. Aquecimento (10 minutos): Realizar uma atividade física leve que envolva movimentos de aquecimento, como alongamentos e alguns saltos simples, preparando o corpo para a atividade principal.
3. Exploração de Movimentos (15 minutos): Dividir a turma em grupos pequenos. Cada grupo irá experimentar diferentes tipos de movimentos, como giros e saltos, no colchonete, focando na segurança e no apoio mútuo. O professor deverá circular entre os grupos, orientando e incentivando.
4. Desenvolvimento da Coreografia (15 minutos): Cada grupo deverá criar uma coreografia utilizando os movimentos experimentados. Os alunos devem pensar em um tema e como os movimentos podem narrar essa história. Os grupos irão ensaiar e refletir sobre a melhor forma de apresentar suas coreografias.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Realizar atividades de aquecimento seguidas de saltos em dupla, despertando a criatividade para os próximos encontros.
– Dia 2: Ensaiar giros em grupo, ajudando na construção da coreografia.
– Dia 3: Apresentar algumas danças populares que envolvam movimentos de ginástica.
– Dia 4: Criar e ensaiar a coreografia coletiva com os saltos e giros preparados anteriormente.
– Dia 5: Realizar a apresentação final para os demais grupos, dando feedback entre os colegas.
Discussão em Grupo:
Ao final das apresentações, reunir os alunos para uma discussão sobre o que aprenderam, quais movimentos foram mais desafiadores e como se sentiram ao apresentar suas coreografias. Incentivar a fala sobre a importância do trabalho em conjunto e da criatividade no esporte.
Perguntas:
– Quais foram os maiores desafios ao trabalhar em grupo?
– Como podemos melhorar nossa apresentação juntos?
– De que forma a coreografia pode contar uma história?
Avaliação:
A avaliação será contínua, levando em conta a participação de cada aluno, o respeito às ideias dos colegas e a capacidade de colaboração em grupo. Além disso, será observada a criatividade na elaboração das coreografias.
Encerramento:
Finalizar a aula com uma roda de conversa onde os alunos podem compartilhar suas experiências e aprendizados. Destacar a importância da colaboração e da expressão artística por meio da ginástica.
Dicas:
Incentivar o uso de músicas que sejam conhecidas pelos alunos para que possam se identificar mais com os movimentos e a coreografia. Estimular a criatividade ao sugerir temáticas para as coreografias que dialoguem com o cotidiano e interesses dos estudantes.
Texto sobre o tema:
A ginástica geral é uma forma de expressão que vai muito além dos movimentos técnicos. Ela é uma arte que une a criatividade ao movimento corporal harmonioso. Os alunos, ao experimentar combinações de saltos, giros e acrobacias, desenvolvem habilidades motoras fundamentais e aprendem sobre a importância da sincronização em grupo. Quando as crianças trabalham juntas para criar uma coreografia, elas não estão apenas se movendo; estão também construindo laços, comunicando-se e expressando suas identidades coletivas.
A prática da ginástica se insere em um contexto cultural vasto e diversificado. Ao conectar-se com temas do cotidiano, os alunos conseguem ver a relevância dos movimentos na sua própria vida. Eles se tornam protagonistas de suas histórias, garantindo que suas vozes e experiências sejam incorporadas na expressão corporal. Além disso, é importante que os estudantes compreendam as regras de segurança durante as práticas, sempre visando ao bem-estar de todos os participantes.
Por fim, a ginástica não é apenas uma atividade física, mas uma oportunidade de aprendizado sobre si mesmo e sobre o outro. Ao dançar, cozinhar ou brincar em conjunto, as crianças desenvolvem uma consciência social e emocional que as prepara para a vida em comunidade. Ao final do processo educacional, espera-se que conheçam a importância de respeitar os colegas e o seu próprio corpo, e que tenham adquirido habilidades que irão para além da sala de aula.
Desdobramentos do plano:
O caminhão de aprendizado nesta proposta pode ser ampliado através de diversas festividades na escola, como apresentações durante datas comemorativas, onde as coreografias podem ser apresentadas. Além disso, a experiência pode ser utilizada para fortalecer laços entre as turmas, promovendo a integração de alunos de diferentes idades. Outro desdobramento poderia ser a criação de uma “mostra de ginástica”, onde os alunos se apresentariam não só para os colegas, mas para a comunidade escolar, ampliando a interatividade e valorizando o esforço coletivo.
Outra proposta de desdobramento é o envolvimento da família nas atividades, incentivando que os pais participem de uma aula aberta, onde possam observar o trabalho dos filhos e se integrar a atividades lúdicas em família. Isso traria uma nova visão de como a prática da ginástica pode aproximar as gerações, criando um ambiente de aprendizado colaborativo.
Por fim, a criação de um mural temático na escola pode ser uma excelente forma de dar continuidade à prática. Os alunos poderiam registrar seus movimentos e experiências em desenhos e escritos, contribuindo para uma consciência coletiva significativa. Essas ações fomentariam o protagonismo dos alunos no ambiente escolar e estariam alinhadas com os mais variados projetos educacionais do colégio.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o professor esteja atento às necessidades e limitações de cada aluno, especialmente no que se refere à execução dos movimentos de ginástica. Uma abordagem inclusiva deve ser sempre priorizada, onde cada aluno se sinta à vontade para participar, expressando suas habilidades e limitações. Para isso, o professor deve estar preparado para adaptar as atividades, garantindo segurança e promoção do bem-estar.
Ainda, vale ressaltar a importância do feedback constante durante a prática. Os alunos devem ser encorajados a expressar suas opiniões sobre o aprendizado e a praticidade dos movimentos, assim como sobre a dinâmica do trabalho em grupo. Isso não apenas proporcionará um ambiente mais aberto, mas também reforçará a autoavaliação e a criticidade dos estudantes.
Finalmente, vale a pena destacar que a prática da ginástica deve ser um contínuo desenvolvimento ao longo do ano letivo, sendo inserida em diferentes contextos de aprendizagem. A valorização dos movimentos corporais, a criatividade e a construção de vínculos sociais são aspectos que reforçam a importância dessa prática no currículo escolar, contribuindo de maneira significativa para o desenvolvimento integral dos alunos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Desafio de Ginástica: Criar uma competição amistosa nas quais os grupos demonstram seus movimentos de ginástica, avaliados por uma comissão de pais e professores, com premiações simbólicas para incentivar a participação.
2. Dia da Ginástica: Organizar um evento temático em que todos os alunos são convidados a apresentar coreografias desenvolvidas previamente. Participações especiais de pais ou ex-alunos podem ser inclusivas.
3. Criando Histórias com Movimento: Os alunos deverão criar uma apresentação onde a ginástica é utilizada para contar uma história — isso pode incluir figurinos e adereços que representem os personagens.
4. Circuito Lúdico: Montar um circuito que envolva diferentes estações com objetos que permitam a exploração de diferentes estilos de ginástica, como saltos com corda, giros e posições com colchonetes.
5. Workshop de Ginástica e Criatividade: Convidar um profissional da área de ginástica para uma oficina que envolva criatividade nas aulas, onde os alunos possam desenvolver novas sequências, aprendendo sobre a importância de cada movimento no contexto da expressão corporal.
Com este plano de aula, os alunos não apenas aprenderão sobre ginástica geral, mas também desenvolverão habilidades de trabalho em grupo, criatividade e autoexpressão, cumprindo assim os objetivos educativos estabelecidos na BNCC.