Plano de Intervenção Comportamental
Plano de Intervenção Comportamental para Guilherme
1. Análise do Comportamento
Guilherme, um aluno de 11 anos no 6º ano do EF, apresenta dificuldades significativas para entrar na sala de aula, demonstrando agitação quando não está em terapia. Ele é não verbal e apresenta características de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3. Há uma ausência de rotina e suporte de comunicação alternativa em sua trajetória escolar até o momento. Os principais gatilhos para seu comportamento incluem frustração e a dificuldade em compreender a rotina acadêmica.
2. Objetivos da Intervenção
- Reduzir a frequência do comportamento problemático: Diminuir a evitação da sala de aula em 50% em um período de 3 meses.
- Desenvolver autocontrole: Implementar técnicas de autorregulação que Guilherme possa utilizar em momentos de frustração.
- Melhorar relacionamentos: Promover interações positivas com colegas e professores.
- Aumentar engajamento acadêmico: Introduzir atividades que estimulem a participação em 75% das aulas.
- Desenvolver habilidades sociais: Participar de grupos de interação social uma vez por semana.
- Fortalecer autoestima: Reconhecer conquistas, mesmo que pequenas, diariamente.
3. Estratégias de Prevenção
- Criação de uma rotina diária clara, com horários estabelecidos para chegada, atividades e intervalos.
- Ambiente estruturado na sala de aula, com recursos visuais que ajudem na compreensão das atividades.
- Uso de tecnologia assistiva para facilitar a comunicação.
4. Estratégias de Intervenção Imediata
- Quando Guilherme estiver agitado, proporcionar um espaço tranquilo onde ele possa se acalmar.
- Utilizar imagens ou símbolos para comunicação rápida de necessidades e sentimentos.
- Empregar técnicas de respiração e relaxamento, como contagem de até 10.
5. Reforço Positivo
- Implementar um sistema de pontos onde Guilherme possa ganhar pontos por comportamentos desejados, como entrar na sala e participar das atividades.
- Conceder recompensas, como tempo livre em jogos ou atividades lúdicas, ao atingir metas diárias.
- Reforços verbais e expressões de aprovação e valorização das pequenas conquistas.
6. Consequências Educativas
- Aplicar consequências lógicas, como perder a oportunidade de participar de uma atividade divertida se não seguir as instruções.
- Envolver Guilherme em atividades de restauração, como ajudar a arrumar o espaço após uma situação de agitação.
7. Plano de Ação Detalhado
- Estabelecer uma rotina diária com Guilherme e a família (semana 1).
- Iniciar o uso de tecnologia assistiva para comunicação (semana 2).
- Implementar atividades lúdicas que promovam a interação social (semana 3).
- Revisar o progresso semanalmente com o psicólogo escolar e a coordenação pedagógica (semanalmente).
- Ajustar estratégias conforme necessário a cada duas semanas.
8. Envolvimento da Família
- Realizar reuniões semanais com a família para compartilhar progressos e desafios.
- Instruir a família sobre como reforçar comportamentos positivos em casa.
- Fornecer materiais de apoio, como guias sobre comunicação alternativa.
9. Monitoramento e Avaliação
O progresso será monitorado por meio de registros diários de comportamento (frequência e intensidade) e reuniões semanais de avaliação. Um gráfico de progresso pode ser utilizado para visualizar as melhorias.
10. Adaptações e Suporte Adicional
Se necessário, considerar a inclusão de um terapeuta ocupacional para ajudar na construção de rotinas e habilidades motoras, além de um fonoaudiólogo para apoiar a comunicação alternativa.
11. Orientações para o Professor
- Referir-se a Guilherme de forma calma e positiva, utilizando seu nome para chamar sua atenção.
- Utilizar reforços visuais e auditivos para direcionar e motivar Guilherme.
- Estabelecer contato visual e manter uma postura aberta e acolhedora.
12. Sinais de Alerta
Se Guilherme apresentar comportamentos autolesivos, crises de raiva intensas ou sinais de angústia significativa, a equipe deve buscar ajuda imediata do psicólogo escolar e considerar uma avaliação mais profunda.