Neste plano de aula, abordaremos o importante tema dos jogos motores de correr e pegar. Os jogos que envolvem corrida e perseguição são fundamentais para o desenvolvimento das crianças, pois incentivam a prática de atividade física, promovem a socialização e ajudam na aprendizagem de habilidades motoras básicas. Além disso, são momentos divertidos que estimulam não apenas o corpo, mas também o trabalho em equipe, a resolução de problemas e o respeito às regras. Vamos explorar as diversas maneiras de integrar essas práticas à rotina do 1º ano do Ensino Fundamental.
Durante a aula, os alunos terão a oportunidade de experimentar diferentes brincadeiras e jogos populares, respeitando as diferenças individuais e colaborando uns com os outros. Serão utilizadas estratégias de ensino que buscam não apenas o aprendizado motor, mas também o valor cultural que esses jogos representam. Dessa forma, o aprendizado se torna mais rico e significativo, sendo uma excelente oportunidade para trabalhar em sala diversos aspectos da Educação Física de forma lúdica e envolvente.
Tema: Jogos motores de correr e pegar
Duração: 78 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º ano
Faixa Etária: 6 a 7 anos
Objetivo Geral:
Promover o desenvolvimento motor e social dos alunos por meio de jogos que envolvam correr e pegar, desenvolvendo a habilidade de trabalhar em grupo, o respeito às regras e a valorização das brincadeiras populares.
Objetivos Específicos:
– Proporcionar aos alunos a experiência de participar de jogos tradicionais que envolvam correr e pegar.
– Desenvolver a capacidade de coordenação e agilidade motora.
– Incentivar o trabalho em equipe e a construção de regras em conjunto.
– Promover o respeito às diferenças individuais em relação ao desempenho nas atividades.
Habilidades BNCC:
–
(EF12EF01) Experimentar, fruir e recriar brincadeiras e jogos da cultura popular reconhecendo e respeitando diferenças individuais de desempenho.
–
(EF12EF02) Explicar por múltiplas linguagens as brincadeiras e jogos populares valorizando sua importância cultural.
–
(EF12EF03) Planejar e utilizar estratégias para resolver desafios de brincadeiras e jogos populares reconhecendo suas características.
Materiais Necessários:
– Cones ou marcadores para demarcar áreas de jogo.
– Bolas leves para algumas variações dos jogos.
– Fitas adesivas coloridas para demarcar zonas.
– Apitos para sinalizar o início e término das atividades.
– Fichas para os alunos registrarem suas experiências.
Situações Problema:
– Como podemos adaptar as regras dos jogos para que todos possam participar?
– De que maneira podemos fomentar a colaboração entre todos os participantes durante os jogos?
– Quais as estratégias que podemos criar para conquistar o objetivo do jogo?
Contextualização:
Os jogos de correr e pegar fazem parte da cultura popular infantil e têm um papel importante na infância, proporcionando não apenas divertimento, mas também aprendizados valiosos. O espaço escolar é um ambiente ideal para resgatar essas tradições, permitindo que as crianças não só se divirtam, mas também compreendam o valor do trabalho em equipe, a importância de seguir regras e como respeitar uns aos outros durante as atividades.
Desenvolvimento:
Iniciaremos a aula com uma breve conversa sobre os jogos que os alunos conhecem que envolvem correr e pegar. Em seguida, organizaremos os alunos em grupos e explicaremos as regras de alguns jogos tradicionais, como “Pega-pega” e “Esconde-esconde”. Os alunos terão a chance de brincar e experimentar diferentes jogos, respeitando as limitações e habilidades de cada um. Após cada rodada, promovemos um momento de reflexão sobre como se sentiram e quais estratégias usaram durante os jogos.
Atividades sugeridas:
1. Aquecimento (15 minutos): Realizar alongamentos e brincadeiras de aquecimento, como “corrida maluca”, onde as crianças devem correr de um lado a outro, indicando que precisam mudar a direção no som de um apito.
2. Explicação dos Jogos (10 minutos): Apresentar os jogos de correr e pegar que serão praticados, explicando as regras e objetivos de cada um.
3. Primeira Rodada de Jogos (20 minutos): Jogar “Pega-pega”, com variações como “Pega-pega congelante”, onde os alunos que forem pegos devem ficar parados até serem “salvos” por um colega.
4. Intervalo (5 minutos): Proporcionar um breve descanso para hidratação.
5. Segunda Rodada de Jogos (20 minutos): Jogar “Queimada” em uma área demarcada, explicando as regras para que todos compreendam sua importância.
6. Discussão sobre o jogo (8 minutos): Convidar os alunos a compartilhar suas experiências e sentimentos sobre os jogos.
7. Registro de Experiências (5 minutos): Distribuir fichas para que os alunos escrevam ou desenhem sobre o que mais gostaram nas atividades.
Discussão em Grupo:
Após a prática dos jogos, reunir os alunos para uma discussão em grupo. Perguntar o que eles aprenderam sobre colaboração e o que encontraram de diferente em cada jogo. Refletir sobre como as regras podem mudar e como isso impacta a dinâmica dos jogos.
Perguntas:
– Como você se sentiu durante as brincadeiras?
– O que é mais importante: ganhar ou se divertir? Por quê?
– Que estratégias você usou para vencer os desafios dos jogos?
Avaliação:
A avaliação será feita de maneira contínua e formativa, observando o engajamento dos alunos, a capacidade de trabalhar em equipe e o respeito às regras durante os jogos. Também será importante avaliar a participação nas discussões e reflexões após as atividades.
Encerramento:
Ao final da aula, fazer uma breve recapitulação dos jogos praticados e das aprendizagens que surgiram. Reforçar a importância de respeitar os colegas e as regras dos jogos, e sugerir que imitem algumas brincadeiras durante o recreio.
Dicas:
Incentivar os alunos a trazerem ideias de outros jogos populares que conhecem de casa, promovendo a ressignificação e a inclusão de diferentes culturas. Lembrar sempre de considerar as limitações físicas de cada aluno e adaptar os jogos para que todos possam participar de forma segura e divertida.
Texto sobre o tema:
Os jogos motores de correr e pegar são uma expressão da cultura e da infância, que sempre esteve presente nas brincadeiras das crianças. Essas atividades não apenas promovem a saúde física, mas também têm um impacto significativo no desenvolvimento social e emocional. É através da ludicidade que as crianças aprendem a se relacionar com o outro, desenvolver estratégias para resolver problemas e, principalmente, entender o valor de respeitar regras coletivas. A troca de experiências e o convívio entre alunos em um ambiente lúdico e seguro criam laços e estimulam a amizade entre eles. Durante esses momentos de jogo, crianças amadurecem em suas habilidades motoras, consigam lidar com a frustração e a vitória de maneira mais saudável.
Além disso, os jogos tradicionais são um patrimônio cultural que merece ser valorizado. Através deles, se resgatam tradições e se promove uma conexão entre gerações. Os educadores têm um papel fundamental na introdução e adaptação dessas brincadeiras no cotidiano escolar, criando um espaço propício para que as crianças possam experimentar sua cultura e aprender a importância dela. O ato de brincar é considerado a linguagem da infância e é fundamental para o desenvolvimento pleno.
Por fim, é essencial que os educadores estejam atentos às mudanças nas dinâmicas sociais e às novas formas de entretenimento que se apresentam para as crianças contemporâneas. Manter viva a essência dos jogos tradicionais é um desafio, mas também uma oportunidade para educadores e alunos se unirem em torno de valores como respeito, solidariedade e inclusão, reforçando o potencial criativo da infância.
Desdobramentos do plano:
Este plano pode ser desdobrado em projetos maiores que envolvam a pesquisa sobre outras brincadeiras e jogos populares da cultura da região. Os alunos poderiam realizar uma apresentação ou até mesmo criar um livro com ilustrações e descrições das brincadeiras que descobriram na família e na comunidade. Além disso, pode-se fazer uma roda de conversa com os pais ou responsáveis para que compartilhem experiências e histórias sobre as brincadeiras de suas infâncias, o que enriqueceria a experiência dos alunos.
Outro desdobramento interessante é a inclusão de jogos de outras culturas, fazendo com que os alunos se tornem não apenas conhecedores dos jogos populares de sua própria realidade, mas também de outros contextos. Essa troca cultural poderia ser abordada em uma semana temática, onde os alunos apresentariam jogos do mundo todo, soltando a criatividade e a ludicidade na aprendizagem.
Ainda, uma proposta de criação de um mural de “Jogos e Brincadeiras”, que ficaria exposto na escola, permitiria que os alunos registrassem suas experiências e o que aprenderam com cada jogo, estimulando o compartilhamento de informações entre eles e ajudando a preservar a memória coletiva dos jogos da infância.
Orientações finais sobre o plano:
Ao implementar este plano de aula, é fundamental que o professor mantenha um ambiente inclusivo e seguro para todas as crianças. Sempre que possível, promova o diálogo e o respeito mútuo entre os alunos, garantindo que cada um tenha a oportunidade de se expressar e participar ativamente das atividades. A adaptação dos jogos deve ser uma prática constante, respeitando as limitações e o ritmo de cada criança, para que todos se sintam confortáveis e motivados.
Além disso, o professor deve ser um mediador das interações, encorajando a cooperação e o entendimento entre os alunos, especialmente em momentos em que as regras são desafiadas ou os conflitos surgem. Essas são oportunidades valiosas para ensinar sobre empatia e resolução de conflitos, habilidades essenciais para o desenvolvimento social da criança.
Por fim, lembre-se de relatar e compartilhar com a equipe pedagógica as experiências vividas nesta aula, discutindo o que funcionou bem e o que poderia ser melhorado. O feedback constante é uma ferramenta de desenvolvimento profissional e pode contribuir significativamente para a construção de um currículo mais envolvente e enriquecedor em Educação Física.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo da Memória Motor: Criar cartas com diferentes posições do corpo em movimento, como saltos, giros ou correr. As crianças devem pegar as cartas e realizar o movimento correspondente, ajudando na memorização e na exploração do movimento corporal.
2. Caça ao Tesouro em Movimento: Organizar uma caça ao tesouro onde as pistas estejam relacionadas a exercícios motores, como “correr até a árvore e fazer cinco pulos”. Isso conecta a atividade física com o jogo em equipe, estimulando a criatividade.
3. Corrida de Revezamento: Formar equipes e realizar uma corrida de revezamento, onde cada membro da equipe deve executar uma tarefa motora diferente, como pular, correr, ou rastejar. Isso promove a colaboração e o respeito a regras.
4. Brincadeira com Fantasia: Estimular os alunos a se vestirem como personagens de suas histórias favoritas e realizar jogos de correr e pegar em suas fantasias. Isso aumenta o envolvimento e a diversão, além de conectar as narrativas à atividade física.
5. Estátua do Movimento: Enquanto uma criança conta, as outras devem correr. Quando a contadora diz “estátua”, todos devem parar, e a contar deve indicar um movimento que a turma deve repetir. Essa brincadeira desenvolve atenção e criatividade.
Este plano de aula aborda diversas vertentes que trazem alinhamento com os princípios da BNCC e promove uma experiência rica e divertida para as crianças, favorecendo tanto o aprendizado motor quanto a socialização.