A Influência da Burguesia na Concentração do Poder Monárquico

SKOOLY – PROVA GERADA A PARTIR DE TEXTO
Gerado em: 20/08/2026 às 19:45

Avaliação de História – 7º ano


Escola: ______________________________________________

Aluno(a): ___________________________________________

Turma: __________ Data: ____/____/________ Nota: __________

Professor(a): _______________________________________


Texto de Apoio

Leia com atenção o texto abaixo antes de responder às questões.

A concentração do poder nos reis foi apoiada por alguns setores da sociedade europeia.

Com isso, membros na nobreza – muitos deles empobrecidos após as Cruzadas – viram nesse suporte uma forma de manter certos privilégios, como a isenção de impostos e o recebimento de pensões.

Porém, o alto clero e alguns senhores feudais, temendo a perda de prestígio, foram resistentes a essa mudança. Para evitar revoltas, os monarcas decidiram preservar muitos dos privilégios desses grupos da sociedade. Ao mesmo tempo, promoveram mudanças que favoreciam seus novos aliados: os burgueses.

Desde o surgimento da burguesia, o comércio foi a principal atividade econômica realizada por esse segmento social. Portanto, seus interesses geralmente estavam relacionados a medidas que favorecessem tal prática.

A descentralização administrativa, isto é, a ausência de uma instituição unificada responsável pela administração de todas as regiões que compunham um reino – característica do sistema feudal –, dificultava as transações comerciais praticadas pela burguesia, de forma que muitos de seus representantes passaram a apoiar os reis, visando conseguir vantagens econômicas e comerciais, como a unificação de pesos, medidas, moedas e tributos no país.

Em contrapartida, para garantir meios de se fortalecer e de se manter no poder, os monarcas contavam com as doações e os empréstimos concedidos pelos burgueses.

Embora não tivessem as vantagens asseguradas à nobreza por laços de sangue, os burgueses pouco a pouco conquistaram influência política em razão de seu crescente poder econômico. Para obter prestígio, muitos compravam terras de nobres falidos e, em alguns lugares, até mesmo títulos menores de nobreza.

Por muito tempo, usou-se o termo Reconquista para denominar a tomada dos territórios ibéricos sob domínio muçulmano desde o século VIII. Atualmente, muitos historiadores contestam esse nome. Uma das alegações desses estudiosos é que os reinos cristãos que reivindicavam a península Ibérica formaram-se depois da chegada dos árabes à região; logo, não podiam reconquistar algo que nunca lhes pertencera. Somente a partir do século XI, após as primeiras Cruzadas, esses reinos se aliaram com o intuito de expulsar os mouros.

OS REINOS IBÉRICOS

Os reinos de Portugal e da Espanha se originaram a partir de relações, ora de conquista, ora de aliança, entre os reinos católicos da península Ibérica, durante o contexto de tomada dos territórios islâmicos na região.

Em 1096, após importantes vitórias militares contra os muçulmanos, Henrique de Borgonha ganhou de seu sogro, Afonso VI, rei de Leão e Castela, um território chamado Condado Portucalense.

. Seu herdeiro Afonso Henriques, no entanto, rompeu com o Reino de Castela e, em 1139, declarou-se rei desse território, originando o Reino de Portugal.

Mais de três séculos depois, em 1468, o casamento dos reis Fernando de Aragão e Isabel de Castela deu início à formação do Reino da Espanha, que passou a competir com o de Portugal pela liderança da expansão marítima. Em 1492, o poderoso exército de Castela e Aragão tomou o último reduto islâmico na península Ibérica, o emirado de Granada. A conquista do reino cristão de Navarra, em 1512, definiu a atual configuração do território da Espanha na península.

INTOLERÂNCIA E RECONQUISTA

Fernando de Aragão e Isabel de Castela ficaram conhecidos como “reis católicos” e tiveram grande apoio da Igreja. Em contrapartida, no mesmo ano da tomada de Granada, em 1492, decretaram a conversão forçada dos judeus ao catolicismo e a expulsão daqueles que se negassem a tanto.

Dez anos depois, os muçulmanos que não se converteram ao cristianismo foram obrigados a deixar a Espanha.

O território da atual Inglaterra esteve dividido em diversos reinos anglo-saxões até 927, quando foi unificado por Athelstan, rei de Wessex. Nesse período, no entanto, o poder político estava mais concentrado nos senhores feudais do que no rei. Essa dinâmica começou a se alterar no século XI, quando Guilherme, o Conquistador, duque da Normandia (região no norte da atual França), assumiu o trono inglês.

O novo rei recompensou seus apoiadores, redistribuindo terras e títulos ingleses a seus vassalos normandos, e obrigou toda a nobreza inglesa a lhe jurar fidelidade. Além disso, construiu fortificações e ordenou uma análise minuciosa da posse de terras, a fim de controlar a arrecadação de impostos.

A centralização política e o fortalecimento do poder do rei, porém, não perdurou. Em seu reinado, RICARDO I (1157-1199), conhecido como Ricardo Coração de Leão, dedicou-se mais às campanhas militares pelas Cruzadas – nas quais investiu grande parte do tesouro da Inglaterra – do que a permanecer em seu reino.

Os custos do esforço militar, repassados ao povo em forma de tributos, e a constante ausência do rei geraram insatisfação popular. Essa situação piorou sob o reinado de seu irmão e sucessor, JOÃO SEM-TERRA, que perdeu diversas batalhas e territórios para a França. Sua tentativa de aumentar impostos e confiscar terras para financiar a guerra levaram a uma revolta da nobreza.

Assim, em 1215, João Sem-Terra foi obrigado a assinar a MAGNA CARTA, que restringia seus poderes e estabelecia que várias de suas decisões fossem submetidas à aprovação da nobreza e do clero. O documento também favorecia a burguesia, pois instituía a teoria do livre-comércio.

A Magna Carta é considerada documento precursor das constituições nacionais.

Em 1265, pela primeira vez, representantes burgueses foram convidados a participar das reuniões do Parlamento, nas quais, até então, somente nobres e clérigos aconselhavam o rei.

Embora a França seja considerada um reino desde a coroação de Hugo Capeto, em 987, por muitos séculos o poder do rei limitou-se a uma pequena parte desse território.

Pouco a pouco, as terras de nobres rebeldes derrotados foram incorporadas ao controle régio e outras foram compradas, o que aumentou o poder e a riqueza do monarca.

Com a tomada da Inglaterra por Guilherme, o Conquistador, a dinastia Pla

itálico

[Trecho inicial do material. O conteúdo completo continua no material original.]


Questões

Questão 1 (Múltipla escolha)

[Qual foi a principal atividade econômica da burguesia no contexto europeu mencionado no texto?]

A) Agricultura

B) Comércio

C) Indústria

D) Pecuária


Questão 2 (Múltipla escolha)

[O que motivou a burguesia a apoiar os reis durante a centralização do poder?]

A) O desejo de expandir o sistema feudal

B) A busca por isenção de impostos

C) O interesse em unificar pesos, medidas e moedas

D) A intenção de manter os privilégios da nobreza


Questão 3 (Múltipla escolha)

[Qual foi a consequência da assinatura da Magna Carta por João Sem-Terra?]

A) Aumento do poder do rei

B) Restrição dos poderes do rei

C) Eliminação da nobreza

D) Proclamação da República


Questão 4 (Múltipla escolha)

[Como a Igreja influenciou os “reis católicos” Fernando de Aragão e Isabel de Castela?]

A) Proporcionando apoio militar nas Cruzadas

B) Impedindo a conversão de muçulmanos

C) Apoiando a conversão forçada dos judeus

D) Promovendo a divisão dos reinos ibéricos


Questão 5 (Múltipla escolha)

[Qual foi uma das características do sistema feudal que dificultava as transações comerciais, segundo o texto?]

A) Centralização administrativa

B) Diversidade de moedas

C) Unificação de tributos

D) Preservação dos privilégios nobres


Questão 6 (Múltipla escolha)

[Qual evento marcou o início da formação do Reino da Espanha?]

A) A conquista do emirado de Granada

B) O casamento de Fernando de Aragão e Isabel de Castela

C) A invasão dos muçulmanos na península Ibérica

D) A assinatura da Magna Carta


Questão 7 (Múltipla escolha)

[Qual foi a razão principal para a resistência do alto clero e dos senhores feudais à concentração do poder nas mãos dos reis?]

A) Eles queriam garantir seus privilégios e prestígio.

B) Desejavam aumentar o comércio na região.

C) Pretendiam favorecer a burguesia.

D) Buscavam a unificação de moedas e pesos.


Questão 8 (Múltipla escolha)

[Como os burgueses conseguiram aumentar sua influência política durante o processo de centralização do poder?]

A) Por meio da compra de terras nobres e títulos.

B) Através de alianças militares com o clero.

C) Com a resistência ao poder real.

D) Por meio da criação de feudos.


Questão 9 (Múltipla escolha)

[Qual foi um dos principais efeitos da assinatura da Magna Carta em 1215?]

A) Aumentou o poder absoluto do rei.

B) Restringiu os poderes do rei e favoreceu a nobreza.

C) Aumentou a influência da Igreja sobre os reis.

D) Estabeleceu a unificação dos reinos ibéricos.


Questão 10 (Múltipla escolha)

[Qual característica da formação das monarquias da península Ibérica é destacada no texto?]

A) A união de reinos por meio de guerras constantes.

B) A relação de aliança e conquista entre reinos católicos.

C) A predominância do poder dos senhores feudais.

D) A isenção de impostos para a nobreza.


Questão 11 (Múltipla escolha)

[De que maneira a Guerra dos Cem Anos influenciou a centralização do poder na França?]

A) Aumentou o poder da nobreza.

B) Fortaleceu a posição do rei e enfraqueceu a nobreza.

C) Gerou mais feudos independentes.

D) Estabeleceu a supremacia da Igreja sobre o rei.


Questão 12 (Múltipla escolha)

[O que a lei sálica estabelecia em relação à sucessão do trono na França?]

A) Somente homens poderiam suceder ao trono.

B) A sucessão era baseada em alianças matrimoniais.

C) As mulheres tinham prioridade na sucessão.

D) O trono poderia ser herdado por qualquer parente.


Questão 13 (Múltipla escolha)

[Qual foi o impacto da ascensão da burguesia na estrutura de poder da sociedade europeia?]

A) A burguesia se tornou totalmente independente da nobreza.

B) A burguesia conquistou influência política devido ao seu poder econômico.

C) A nobreza eliminou todos os privilégios da burguesia.

D) A burguesia não teve nenhum papel nas mudanças sociais.


Questão 14 (Múltipla escolha)

[Como a centralização política foi favorecida na França após a Guerra dos Cem Anos?]

A) A guerra fortaleceu a posição da nobreza.

B) A burguesia apoiou a centralização do poder em troca de benefícios.

C) A guerra resultou na divisão do território francês.

D) A centralização do poder foi uma consequência da lei sálica.


Questão 15 (Múltipla escolha)

[Qual foi a principal razão para a resistência do alto clero e senhores feudais à concentração de poder?]

A) Eles desejavam aumentar os impostos sobre a burguesia.

B) Eles temiam a perda de prestígio e privilégios.

C) Eles queriam mais controle sobre o comércio.

D) Eles apoiavam a expansão territorial dos burgueses.


Gabarito

Questão 1: B) Comércio – O texto afirma que "o comércio foi a principal atividade econômica" da burguesia.

Questão 2: C) O interesse em unificar pesos, medidas e moedas – Os burgueses apoiaram os reis para conseguir "vantagens econômicas e comerciais", como a unificação.

Questão 3: B) Restrição dos poderes do rei – A Magna Carta "restringia seus poderes e estabelecia que várias de suas decisões fossem submetidas à aprovação".

Questão 4: C) Apoiando a conversão forçada dos judeus – O texto menciona que "decretaram a conversão forçada dos judeus ao catolicismo".

Questão 5: A) Centralização administrativa – A descentralização administrativa dificultava as transações comerciais da burguesia.

Questão 6: B) O casamento de Fernando de Aragão e Isabel de Castela – Esse casamento "deu início à formação do Reino da Espanha".

Questão 7: A) Eles queriam garantir seus privilégios e prestígio. (O texto menciona que o alto clero e alguns senhores feudais foram resistentes à concentração de poder, temendo a perda de prestígio.)

Questão 8: A) Por meio da compra de terras nobres e títulos. (O material destaca que os burgueses conquistaram influência política ao comprar terras de nobres falidos e títulos menores de nobreza.)

Questão 9: B) Restringiu os poderes do rei e favoreceu a nobreza. (A Magna Carta estabeleceu que várias decisões do rei deveriam ser submetidas à aprovação da nobreza e do clero, restringindo seu poder.)

Questão 10: B) A relação de aliança e conquista entre reinos católicos. (O texto explica que os reinos de Portugal e da Espanha se originaram de relações de conquista e aliança entre reinos católicos durante a Reconquista.)

Questão 11: B) Fortaleceu a posição do rei e enfraqueceu a nobreza. (A Guerra dos Cem Anos, ao final, resultou em um controle maior do rei sobre os territórios e um enfraquecimento da nobreza.)

Questão 12: A) Somente homens poderiam suceder ao trono. (O texto explica que a lei sálica determinava que apenas herdeiros homens podiam ocupar o trono, excluindo mulheres e herdeiros por linha feminina.)

Questão 13: B) A burguesia conquistou influência política devido ao seu poder econômico. — O texto menciona que a burguesia conquistou influência política em razão de seu crescente poder econômico.

Questão 14: B) A burguesia apoiou a centralização do poder em troca de benefícios. — O texto destaca que a burguesia apoiou a centralização do poder visando benefícios políticos e econômicos.

Questão 15: B) Eles temiam a perda de prestígio e privilégios. — O texto afirma que o alto clero e alguns senhores feudais foram resistentes à mudança por temerem a perda de prestígio.


Habilidades BNCC Trabalhadas

Relação entre cada questão desta avaliação e as habilidades da BNCC correspondentes.

Habilidade por questão

  • Questão 1: EF07HI01
  • Questão 2: EF07HI07
  • Questão 4: EF07HI07
  • Questão 7: EF07HI07
  • Questão 8: EF07HI07
  • Questão 9: EF07HI07
  • Questão 10: EF07HI07
  • Questão 11: EF07HI07
  • Questão 13: EF07HI01, EF07HI07
  • Questão 14: EF07HI07
  • Questão 15: EF07HI07

Detalhamento das habilidades

EF07HI01 — Explicar o significado de “modernidade” e suas lógicas de inclusão e exclusão com base em uma concepção europeia

Cobrada nas questões 1, 13.

EF07HI07 — Descrever os processos de formação e consolidação das monarquias e suas principais características com vistas à compreensão das razões da centralização política

Cobrada nas questões 2, 4, 7, 8, 9, 10, 11, 13, 14, 15.

Todas as habilidades selecionadas pelo professor foram contempladas nesta avaliação.


Critérios de Correção

  • Questões objetivas: 1 ponto por questão, totalizando 15 pontos. Cada resposta correta vale 1 ponto.
  • Questões discursivas:
  • Compreensão do texto: 3 pontos (análise correta dos temas abordados)
  • Uso de vocabulário adequado: 2 pontos (uso correto de termos históricos)
  • Justificativa coerente: 2 pontos (construção lógica e fundamentada da resposta)
  • Pontuação total sugerida: 15 pontos (questões objetivas) + 7 pontos (questões discursivas) = 22 pontos.

Análise e Intervenção Pedagógica

Sinais de dificuldade a observar

  • Dificuldade em identificar a atividade econômica da burguesia, o que pode indicar falta de compreensão sobre a importância desse grupo na Idade Média.
  • Erros na explicação do apoio da burguesia aos reis, sugerindo uma confusão sobre as dinâmicas de poder e interesses econômicos.
  • Falta de clareza nas consequências da Magna Carta, que pode demonstrar dificuldades em entender a relação entre eventos históricos e suas repercussões políticas.

Estratégias de reforço

  • Realizar debates em sala sobre o impacto da Magna Carta e como ela influenciou o poder dos reis e a burguesia, promovendo o pensamento crítico.
  • Criar um jogo de perguntas e respostas sobre as características do sistema feudal e a formação das monarquias ibéricas, tornando o aprendizado mais dinâmico e interativo.
  • Implementar atividades em grupo onde os alunos possam pesquisar sobre a resistência ao poder centralizado, apresentando suas conclusões para a turma, incentivando o trabalho colaborativo.

Sugestões de retomada do conteúdo

  • Propor uma atividade de elaboração de um cartaz que resuma as características do sistema feudal e a ascensão da burguesia, estimulando a criatividade e a organização do conhecimento.
  • Realizar uma linha do tempo em sala que conecte eventos como a Guerra dos Cem Anos, a Magna Carta e a formação das monarquias ibéricas, ajudando os alunos a visualizar as relações históricas.

Aprofundamento para alunos avançados

  • Desafiar os alunos a elaborar um ensaio sobre como a centralização política na França influenciou a formação das monarquias europeias, promovendo uma análise crítica.
  • Propor um projeto de pesquisa sobre a influência da Igreja sobre os reis católicos, incentivando a investigação de fontes históricas e a construção de argumentações sólidas.

💚 Feito com amor por SKOOLY

Prova gerada com IA a partir do material do professor — revisar antes de aplicar

www.skooly.com.br