Prova de História 8º Ano: Independência do Brasil e Cultura Afro

SKOOLY – PROVA GERADA A PARTIR DE TEXTO
Gerado em: 09/08/2026 às 12:45

Avaliação de História – 8º ano


Escola: ______________________________________________

Aluno(a): ___________________________________________

Turma: __________ Data: ____/____/________ Nota: __________

Professor(a): _______________________________________

Conteúdo avaliado: CAPITULO 7


Texto de Apoio

Leia com atenção o texto abaixo antes de responder às questões.

COLÉGIO MILITAR MUNICIPAL TIRADENTES XLIV – João Lisboa

HISTÓRIA E CULTURA AFRO

8º ano _______ ______/______/______

Prof.ª Geovania S. Lima

CAPÍTULO 7

O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Você já pensou no significado da palavra comemorar? O prefixo latino co- sugere um gesto conjunto. O restante do termo, como você pode imaginar, está associado à lembrança, à memória. Comemorar significa, portanto, “lembrar com”, “recordar”. O termo pode ser empregado para designar ocasiões de festa, como um aniversário, e de lembrança de um fato ou data oficial.

Se alguém lhe perguntar quando se comemora a independência do Brasil, é provável que você responda “no dia 7 de setembro”. Mas o que contribuiu para que essa data ficasse marcada como uma comemoração na memória do país? Essa e outras questões sobre o processo de independência do Brasil serão estudadas neste capítulo.

A TRANSFERÊNCIA DA CORTE PORTUGUESA PARA O BRASIL

Como você estudou no capítulo 4, em 1806, Napoleão Bonaparte impôs aos países europeus o Bloqueio Continental a fim de limitar o comércio britânico no continente. Na prática, o comércio com o Reino Unido estava proibido. Se um país desrespeitasse o bloqueio, poderia ter seu território invadido pelas tropas francesas.

Desde 1703, com a assinatura do Tratado de Methuen (conhecido como Tratado de Panos e Vinhos), a monarquia lusitana dependia das relações econômicas, militares e políticas que mantinha com os britânicos. Assim, por seus vínculos com o Reino Unido, a monarquia portuguesa ficou diante de uma situação delicada. Aderir ao bloqueio significava opor-se a seu principal parceiro econômico. Em contrapartida, ignorar o ultimato francês implicava enfrentar o exército de Napoleão.

Com a iminência de um ataque, dom João, príncipe regente de Portugal, procurou a saída que lhe pareceu menos desastrosa: aceitou a proteção britânica para transferir a sede do governo para o Brasil. Perdia-se temporariamente o domínio sobre Portugal, porém se mantinha, a partir da colônia, o controle sobre o restante do império.

Uma Corte europeia na América

No dia 22 de janeiro de 1808, a cidade de São Salvador da Bahia amanheceu em festa. Quase dois meses depois de partir de Lisboa, a esquadra que transportava a família real portuguesa foi avistada nas águas do litoral. Dois dias depois, produziu-se um fato inédito: pela primeira vez, desde a chegada dos europeus à América, uma família real europeia pisava em solo americano.

A passagem por Salvador foi breve e durou pouco mais de um mês. O destino final era a cidade do Rio de Janeiro.

A abertura dos portos às nações amigas

Além da família real, viajaram para o Brasil muitas famílias e funcionários da Coroa: conselheiros, ministros, nobres da Corte e servi dores da Casa Real. A sede do Estado português mudou temporariamente de endereço, com seu aparelho administrativo e burocrático, seu tesouro e suas repartições, suas secretarias e tribunais, seus arquivos e funcionários.

Em 28 de janeiro de 1808, alguns dias após chegar à cidade de Salvador, dom João assinou uma carta régia que abriu os portos da América portuguesa às nações amigas. A medida era resultado das negociações feitas com o Reino Unido e representava oficialmente o fim da exclusividade do comércio da colônia com Portugal. O efeito mais imediato dessa decisão foi a entrada de produtos britânicos nos portos brasileiros.

Em 7 de março do mesmo ano, a Corte portuguesa desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, que seria a capital do Império Português.

O RIO DE JANEIRO NO INÍCIO DO SÉCULO XIX

O impacto simbólico da chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro foi grande. Para os súditos que viviam na América, estava ocorrendo o impensável: o rei, seus agregados e os funcionários do Estado, antes tão distantes, estavam em terras coloniais.

Apesar de ser a capital da colônia e o local onde paravam praticamente todos os navios que partiam da Europa e dos Estados Unidos antes de seguir viagem para a Ásia, a África e o Pacífico Sul, a cidade do Rio de Janeiro não apresentava a estrutura de uma metrópole colonial.

Assim, nos meses que se seguiram à chegada dos Bragança, a cidade teve de se adaptar. Além da dificuldade de encontrar acomodações adequadas e suficientes para todos os que haviam deixado Lisboa, as ruas do Rio de Janeiro não eram vistas pelos europeus como suficientemente limpas e organizadas para receber a Corte. Com exceção de algumas igrejas e conventos, não havia edifícios públicos notáveis.

Uma das preocupações urbanísticas de dom João era com a pavimentação das ruas e a construção de calçadas para que a capital fosse adaptada aos padrões mínimos esperados por uma Corte europeia.

Mecanismos de controle e exclusão social

Nessa época, o maior mercado de escravizados da América era o do Rio de Janeiro. No século XVIII, aproximadamente 850 mil escravizados passaram pelo porto da cidade. Essa quantidade representava metade dos africanos trazidos forçadamente para o Brasil no período.

No início do século XIX, dos 50 mil habitantes estimados no Rio de Janeiro, aproximadamente um terço era de origem africana. Portanto, essa cidade era negra e mestiça. Suas ruas eram o espaço de convivência dessa população. Nelas, nas praças e próximo aos chafarizes, as pessoas trabalhavam como:

  • carregadoras
  • remadoras
  • vendedoras ambulantes
  • barbeiras
  • cirurgiãs

Além de transportar água, realizar compras para os senhores e edificar obras públicas.

Esses trabalhadores estavam mais próximos da Corte do que a nobreza gostaria, pois se concentravam nas áreas de intensa atividade comercial.

Por isso, as autoridades controlavam a circulação da população de origem africana no espaço público por meio da violência.

Havia uma suspeição generalizada contra os negros, que podiam ser presos com as justificativas mais vagas possíveis.

Uma pessoa negra era presa, por exemplo, por caminhar na cidade em determinados horários.

[Trecho inicial do material. O conteúdo completo continua no material original.]


Questões

Questão 1 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil ocorreu em 1808.

( ) Dom João VI foi considerado um estadista simplista e covarde.

( ) A abertura dos portos foi uma medida que beneficiou o comércio exclusivo com Portugal.

( ) A primeira edição da Gazeta do Rio de Janeiro foi publicada em 1808.


Questão 2 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) A Revolução Pernambucana de 1817 foi motivada por insatisfações com altos impostos.

( ) Dona Bárbara de Alencar foi a primeira presa política do Brasil.

( ) A população brasileira estava unicamente a favor da recolonização do Brasil por Portugal.

( ) A Revolução Liberal do Porto ocorreu em 1820.


Questão 3 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) O Brasil foi elevado à condição de reino em 1815.

( ) A presença da família real no Brasil foi vista como uma afronta pelos portugueses.

( ) Os comerciantes de origem portuguesa desejavam a independência do Brasil.

( ) A permanência da Corte no Brasil estava ligada ao contexto da Revolução Francesa.


Questão 4 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) O governo de Dom João VI promoveu a fundação de várias instituições no Brasil.

( ) A população de origem africana no Rio de Janeiro era controlada por meio de leis rigorosas.

( ) A Missão Artística Francesa trouxe apenas cientistas para o Brasil.

( ) A Imprensa Régia foi instalada em 1808, promovendo a circulação de ideias.


Questão 5 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) O movimento de independência no Brasil envolveu diferentes grupos da elite.

( ) Dom Pedro I desobedeceu às Cortes portuguesas após pressão popular.

( ) A independência do Brasil ocorreu sem a participação de comerciantes.

( ) As Cortes portuguesas buscavam recolonizar o Brasil em 1822.


Questão 6 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) A Revolução Pernambucana se espalhou para outros estados como Paraíba e Ceará.

( ) A situação precária no Rio de Janeiro foi uma consequência da chegada da Corte.

( ) Dom João VI retornou imediatamente a Portugal após a elevação do Brasil a reino.

( ) O controle sobre a população de origem africana era feito somente por meio de violência.


Questão 7 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) A Revolução Liberal do Porto teve como causa principal a insatisfação com a permanência da família real no Brasil.

( ) A população do Brasil, na época da Revolução Pernambucana, era majoritariamente composta por brancos.

( ) Dona Bárbara de Alencar foi a primeira presa política do Brasil, detida por sua participação em um movimento republicano.

( ) A elevação do Brasil a Reino foi uma medida que facilitou o retorno de Dom João VI a Portugal.


Questão 8 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) A independência do Brasil foi um movimento unânime entre as diversas classes sociais e grupos étnicos.

( ) O controle da população de origem africana no Rio de Janeiro era feito por meio de medidas violentas.

( ) A presença da Corte no Brasil não alterou a situação econômica do país em relação ao comércio.

( ) O processo de independência do Brasil envolveu a pressão de grupos que desejavam a separação de Portugal.


Questão 9 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) Dom Pedro I se opôs às Cortes portuguesas ao decidir permanecer no Brasil.

( ) A Revolução Pernambucana foi um movimento que se limitou apenas ao estado de Pernambuco.

( ) A transferência da Corte para o Brasil foi um evento que trouxe diversas transformações sociais e políticas ao país.

( ) A independência do Brasil foi marcada por uma ampla participação popular em sua definição.


Questão 10 (Verdadeiro ou Falso)

[Comando: analise as afirmativas e escreva V ou F]

( ) A estrutura social do Brasil no início do século XIX era caracterizada pela predominância de uma classe média forte.

( ) As ideias da Revolução Francesa influenciaram a Revolução Pernambucana.

( ) O governo de Dom João VI foi marcado apenas por críticas e insatisfações.

( ) O Brasil foi elevado à condição de Reino unido a Portugal em 1815, o que adiou o retorno de Dom João a sua terra natal.



Gabarito

Questão 1: V, F, F, V. A transferência da Corte ocorreu em 1808, e a Gazeta foi publicada em 1808, enquanto Dom João foi visto como um estadista complexo.

Questão 2: V, V, F, F. A Revolução foi motivada por altos impostos e Dona Bárbara foi a primeira presa política, enquanto a população não apoiava a recolonização.

Questão 3: V, V, F, V. O Brasil foi elevado a reino em 1815 e a presença da família real causou desconforto em Portugal, mas os comerciantes desejavam a recolonização.

Questão 4: V, V, F, V. Dom João fundou instituições e a população africana era controlada, e a Imprensa Régia foi instalada em 1808.

Questão 5: V, V, F, V. A independência envolveu diferentes grupos, Dom Pedro desobedeceu às Cortes e estas buscavam a recolonização.

Questão 6: V, V, F, V. A Revolução se espalhou e a situação no Rio foi consequência da chegada da Corte, e o controle sobre a população era feito por violência.

Questão 7: V, F, V, F

Justificativa: A afirmação 1 é verdadeira, pois a Revolução Liberal do Porto surgiu da insatisfação pela permanência da família real no Brasil. A 2 é falsa, pois a população era majoritariamente composta por negros e mestiços. A 3 é verdadeira, conforme mencionado sobre Dona Bárbara de Alencar. A 4 é falsa, pois a elevação do Brasil a Reino adiou o retorno de Dom João.

Questão 8: F, V, F, V

Justificativa: A 1 é falsa, pois a independência não foi unânime. A 2 é verdadeira, conforme indicado no controle da população africana. A 3 é falsa, já que a presença da Corte alterou a economia. A 4 é verdadeira, pois houve pressão por independência.

Questão 9: V, F, V, F

Justificativa: A 1 é verdadeira, pois Dom Pedro desafiou as Cortes. A 2 é falsa, pois a Revolução Pernambucana se espalhou. A 3 é verdadeira, conforme as transformações sociais trazidas pela Corte. A 4 é falsa, pois a participação popular foi limitada.

Questão 10: F, V, F, V

Justificativa: A 1 é falsa, pois a classe média não era predominante. A 2 é verdadeira, já que a Revolução Francesa influenciou a Revolução Pernambucana. A 3 é falsa, pois Dom João teve ações significativas. A 4 é verdadeira, conforme a elevação do Brasil a Reino em 1815.


Habilidades BNCC Trabalhadas

Relação entre cada questão desta avaliação e as habilidades da BNCC correspondentes.

Habilidade por questão

  • Questão 1: EF08HI05, EF08HI06
  • Questão 2: EF08HI12
  • Questão 3: EF08HI07
  • Questão 4: EF08HI14
  • Questão 5: EF08HI13
  • Questão 6: EF08HI06
  • Questão 7: EF08HI12
  • Questão 8: EF08HI05, EF08HI14
  • Questão 9: EF08HI07
  • Questão 10: EF08HI13

Detalhamento das habilidades

EF08HI05 — Explicar os movimentos e as rebeliões da América portuguesa articulando as temáticas locais e suas interfaces com processos ocorridos na Europa e nas Américas

Cobrada nas questões 1, 8.

EF08HI06 — Aplicar os conceitos de Estado nação território governo e país para o entendimento de conflitos e tensões

Cobrada nas questões 1, 6.

EF08HI07 — Identificar e contextualizar as especificidades dos diversos processos de independência nas Américas seus aspectos populacionais e suas conformações territoriais

Cobrada nas questões 3, 9.

EF08HI12 — Caracterizar a organização política e social no Brasil desde a chegada da Corte portuguesa em 1808 até 1822 e seus desdobramentos para a história política brasileira

Cobrada nas questões 2, 7.

EF08HI13 — Analisar o processo de independência em diferentes países latino-americanos e comparar as formas de governo neles adotadas

Cobrada nas questões 5, 10.

EF08HI14 — Discutir a noção da tutela dos grupos indígenas e a participação dos negros na sociedade brasileira do final do período colonial identificando permanências na forma de preconceitos estereótipos e violências sobre as populações indígenas e negras no Brasil e nas Américas

Cobrada nas questões 4, 8.

Todas as habilidades selecionadas pelo professor foram contempladas nesta avaliação.


Critérios de Correção

  • Questões objetivas: 1 ponto por questão. As respostas corretas devem ser marcadas, e a pontuação será dada da seguinte forma: 1 ponto para cada resposta correta e 0 pontos para respostas incorretas.
  • Questões discursivas:
  • Compreensão do texto: 3 pontos (entendimento claro do tema abordado)
  • Uso de vocabulário adequado: 2 pontos (emprego correto de termos históricos e coerentes com o contexto)
  • Justificativa coerente: 5 pontos (argumentação lógica e embasada sobre os assuntos, como a Revolução Pernambucana e a atuação de Dona Bárbara de Alencar)
  • Pontuação total sugerida: 10 pontos para questões objetivas (10 questões) + 10 pontos para questões discursivas (2 questões) = 20 pontos.

Análise e Intervenção Pedagógica

Sinais de dificuldade a observar

  • Dificuldade em relacionar a transferência da Corte Portuguesa para o Brasil com as consequências sociais e políticas, como a estrutura social e a independência do Brasil.
  • Erros na identificação das instituições fundadas por Dom João VI e sua importância para o contexto histórico do Brasil.
  • Confusão sobre os papéis dos grupos da elite e a pressão por independência, indicando uma falta de compreensão sobre as tensões sociais e políticas da época.

Estratégias de reforço

  • Realizar debates em sala de aula sobre a Revolução Pernambucana, promovendo discussões que envolvam os alunos na análise do papel de figuras como Dona Bárbara de Alencar.
  • Criar mapas conceituais que relacionem a elevação do Brasil a Reino e as reações em Portugal, ajudando os alunos a visualizar as interconexões históricas.
  • Desenvolver atividades de leitura e interpretação de textos sobre a Revolução Liberal do Porto, com perguntas que estimulem a reflexão crítica sobre suas causas e implicações.

Sugestões de retomada do conteúdo

  • Propor uma atividade em que os alunos elaborem um jornal da época, abordando a transferência da Corte Portuguesa e suas consequências no Brasil, incluindo a organização política e social.
  • Criar uma linha do tempo interativa que destaque os principais eventos entre 1808 e 1822, focando na independência do Brasil e nas revoluções que ocorreram em paralelo nas Américas.

Aprofundamento para alunos avançados

  • Pesquisar e apresentar sobre as comparações entre a independência do Brasil e outros países latino-americanos, analisando como as especificidades sociais e políticas influenciaram os processos de independência.
  • Elaborar um ensaio crítico sobre a participação dos negros e indígenas na sociedade brasileira durante o final do período colonial, discutindo as permanências de preconceitos e estereótipos até os dias atuais.

💚 Feito com amor por SKOOLY

Prova gerada com IA a partir do material do professor — revisar antes de aplicar

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