Plano de Aula: Conhecer como empreendedores podem ser agentes transformadores da realidade. (Ensino Fundamental 2) – 6º ano

Este plano de aula é uma valiosa oportunidade para que os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental 2 conheçam a intersecção entre arte e empreendedorismo, explorando como artistas e empreendedores podem agir como agentes transformadores da sociedade. Ao longo das atividades, os estudantes serão convidados a refletir sobre sua capacidade de atuação no mundo, utilizando as artes como ferramenta para promover mudanças significativas em suas comunidades.

Neste contexto, a aula se propõe a contextualizar o papel do empreendedorismo nas artes, evidenciando a importância de se enxergar o artista não apenas como criador, mas também como um agente que pode influenciar e transformar realidades por meio de sua prática e atuação. O aluno compreende que, além da estética, a arte carrega potencial político e social, podendo ser um meio poderoso de expressão e de geração de impacto.

Tema: Conhecer como empreendedores podem ser agentes transformadores da realidade.
Duração: 60 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º ano
Faixa Etária: 10 a 13 anos

Objetivo Geral:

Desenvolver a compreensão de como a arte e o empreendedorismo podem ser aliados na transformação social, promovendo a reflexão crítica e criativa dos alunos sobre o seu papel na sociedade.

Objetivos Específicos:

– Analisar a relação entre arte e empreendedorismo.
– Identificar exemplos de artistas que atuam como empreendedores e seus impactos sociais.
– Fomentar a criatividade dos alunos em projetos artísticos que reflitam suas propostas de mudança.
– Criar um espaço de diálogo e reflexão sobre como cada aluno pode ser um agente de transformação.

Habilidades BNCC:


(EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais e cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais com base em temas ou interesses artísticos de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais.

(EF69AR31) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.

Materiais Necessários:

– Papéis e canetas coloridas.
– Materiais para colagem (revistas, jornais, tesoura, cola).
– Computadores ou tablets com acesso à internet.
– Projetor ou TV para exibição de vídeos.

Situações Problema:

Como artistas podem promover mudanças em suas comunidades? Que ações empreendedoras eles podem realizar usando a arte como ferramenta? Essas questões vão guiar a reflexão dos alunos.

Contextualização:

Na contemporaneidade, o empreendedorismo se mostra fundamental não apenas no âmbito econômico, mas também como um catalisador de mudanças sociais. Muitos artistas têm se empenhado em utilizar suas obras e suas vozes para tratar de questões sociais, ambientais e políticas. É importante que os alunos entendam que a arte pode ser um meio eficaz de mobilização e transformação.

Desenvolvimento:

Inicie a aula apresentando vídeos sobre artistas brasileiros e estrangeiros que atuam como empreendedores sociais, destacando exemplos de como eles utilizam suas artes para impactar a sociedade. Após isso, organize uma dinâmica onde os alunos poderão discutir em grupos pequenos:

1. O que é empreendedorismo?
2. Como a arte pode ser usada como uma forma de protesto ou mudança?
3. Identifique um artista que mais inspira vocês e por quê.

Após a discussão, cada grupo compartilhará suas reflexões com a turma. A partir desta discussão coletiva, os alunos serão convidados a criar um projeto artístico que represente uma solução para um problema social que eles percebam em suas comunidades.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Apresentação do tema e discussão em grupos.
Dia 2: Exibição de vídeos de artistas-empreendedores e identificação de suas ações transformadoras.
Dia 3: Dinâmica de criação em grupos, onde os alunos conceberão soluções para os problemas identificados.
Dia 4: Desenvolvimento do projeto artístico, utilizando materiais variados.
Dia 5: Apresentação dos projetos ao restante da turma, reflexões sobre o que aprenderam sobre arte e empreendedorismo.

Discussão em Grupo:

Promova um espaço de diálogo onde os alunos possam compartilhar suas experiências, opiniões e aprendizados sobre como cada um pode se tornar um agente transformador em sua própria comunidade.

Perguntas:

– Como posso usar a arte para impactar positivamente o meu entorno?
– Quais são as obras de arte que mais marcaram minha vida e por quê?
– Que tipo de mudança gostaria de promover em minha comunidade?

Avaliação:

Os alunos serão avaliados pela participação nas discussões em grupo, no desenvolvimento dos projetos e na apresentação final. O Professores também poderão aplicar uma autoavaliação para que os alunos reflitam sobre suas aprendizagens.

Encerramento:

Finalize a aula destacando a importância do papel do artista como empreendedor e agente de mudanças. Encoraje os alunos a continuarem explorando a intersecção entre arte e empreendedorismo nas suas vidas.

Dicas:

– Incentive os alunos a trazerem clippings de artes que consideram impactantes para discussão.
– Utilize redes sociais e blogs para que os alunos possam compartilhar suas experiências e projetos fora da sala de aula.
– Crie um mural na escola onde serão expostos os projetos artísticos dos alunos.

Texto sobre o tema:

A arte e o empreendedorismo têm, em muitas culturas, um papel vital no desenvolvimento social. Ao longo da história, artistas se destacaram não apenas por suas obras, mas também pelo valor social que suas criações podem gerar. Em diversas partes do mundo, verifiquei como a arte se tornou uma ferramenta poderosa para a mudança social, agindo em temas desde a conscientização ambiental até a equidade social.

Artistas como Banksy, por exemplo, utilizam o grafite como um veículo que comunica mensagens profundas sobre questões sociais e políticas, frequentemente no espaço urbano, onde sua arte interage diretamente com a população. No Brasil, artistas como Vik Muniz têm explorado a arte como um meio de transformar a realidade de comunidades marginalizadas, trazendo à tona a discussão sobre a importância da inclusão e do reconhecimento cultural.

Portanto, o artista se mostra não apenas como um criador, mas um empreendedor social que utiliza sua criatividade e inovações para provocar mudanças significativas na sociedade. Os alunos devem entender que todos têm o poder de, através de sua arte, transformar realidades e promover diálogos importantes.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula pode ser expandido para uma unidade maior, onde os alunos poderiam se aprofundar em temas específicos de sua comunidade e como as artes podem endereçá-los. Um projeto paralelo poderia envolver a criação de uma exposição de arte na escola, onde os alunos apresentam suas obras relacionadas a temas de transformação social.

Outra possibilidade é incluir palestras de artistas locais e empreendedores sociais, que podem compartilhar suas experiências e fornecer inspiração aos alunos. Desta maneira, torna-se possível estabelecer um diálogo rico entre teoria e prática, levando os estudantes a compreenderem a importância do engajamento em suas comunidades, por meio da arte e do empreendedorismo.

Finalmente, os professores poderiam linkar os conteúdos de arte com outras disciplinas, como história e ciências sociais, promovendo uma visão interdisciplinar sobre a arte como questão social, econômica e cultural. Isso permitirá que os alunos compreendam a conexão entre as linguagens artísticas e o cotidiano, desenvolvendo um olhar crítico mais amplo sobre sua realidade.

Orientações finais sobre o plano:

Ao final deste ciclo de atividades, é fundamental que os alunos se sintam motivados a explorar suas vozes criativas e a entender o potencial da arte como uma ferramenta de mudança. O papel do educador deve ser de mediador e facilitador, proporcionando um ambiente seguro onde os alunos possam expressar suas opiniões e desenvolver suas próprias ideias criativas.

Incentive a formação de grupos de apoio, onde os alunos possam continuar discutindo suas propostas e desafiados a implementar projetos em suas comunidades. O impacto da arte pode ser significativo quando os alunos reconhecem suas capacidades e começam a agir em prol de suas ideias.

Por último, lembre-se de que o sucesso de um plano de aula reside na flexibilidade do professor em adaptar o conteúdo de acordo com a dinâmica da turma. O importante é construir um ambiente de aprendizado que valorize a curiosidade, a reflexão crítica e o desejo de transformar, através da arte, a realidade que os alunos vivenciam.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Atividade de Crowdfunding Artístico: Propor aos alunos que desenvolvam uma ideia de projeto artístico que tenha um propósito social. Eles deverão apresentar o projeto como se fossem empreendedores buscando financiamento, utilizando uma apresentação criativa que mostre a importância de seu projeto para a comunidade.

2. Roda de Diálogo com Artistas: Organizar uma roda de conversa onde artistas locais sejam convidados para falar sobre suas experiências e a influência do empreendedorismo em suas carreiras. Isso trará uma perspectiva real aos alunos sobre como a arte pode ser um meio de gerar mudança.

3. Criação de uma Mídia Social Artística: Incentivar os alunos a criar uma página nas redes sociais onde possam compartilhar suas produções artísticas e as histórias que elas contam. Essa atividade estimula a visibilidade e o alcance das suas criações.

4. Jogo de Improvisação Artística: Realizar um jogo onde os alunos devem criar performances rápidas sobre a temática do empreendedorismo e transformação social. Essa atividade ajudará a desenvolver a confiança e a criatividade.

5. Mural de Ideias: Criar um mural colaborativo onde os alunos poderão expor suas ideias de projetos artísticos e sociais ao longo do percurso do aprendizado, promovendo a colaboração e a troca de ideias entre eles, além de disponibilizar um espaço físico onde suas ideias possam ganhar vida e ser revisadas.

Esse plano de aula visa proporcionar uma experiência rica e significativa para os alunos, permitindo que percebam o poder da arte e do empreendedorismo em suas vidas e nas comunidades em que estão inseridos.