Plano de Aula: atividades de portugues e letramento matematico (Ensino Fundamental 1) –

A elaboração deste plano de aula visa atender às necessidades de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), focando em atividades de Português e letramento matemático. O objetivo é garantir que os alunos participem ativamente do processo de aprendizagem, adaptando as metodologias e estratégias de ensino para que sejam acessíveis e significativas. Ao trabalhar com esses estudantes, é essencial criar um ambiente que promova a interação social e o desenvolvimento de habilidades cognitivas, respeitando o ritmo de cada um.

Neste contexto, o plano de aula contempla atividades que integram as disciplinas de Português e Matemática, proporcionando um aprendizado interligado e contextualizado. As estratégias propostas buscam desenvolver tanto as habilidades de leitura e escrita, quanto a compreensão numérica e resolução de problemas matemáticos de uma forma adaptada e lúdica, visando o engajamento e a motivação dos alunos. Cada atividade será cuidadosamente descrita, considerando o tempo disponível, o perfil dos estudantes e as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Tema: Atividades de Português e Letramento Matemático
Duração: 45 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Faixa Etária: 9 a 10 anos

Objetivo Geral:

Promover o desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático em estudantes de 9 a 10 anos, com necessidades específicas adaptadas para alunos com TEA.

Objetivos Específicos:

– Desenvolver a habilidade de leitura e interpretação de textos simples.
– Estimular a produção textual de forma adaptada e acessível.
– Promover a compreensão de operações matemáticas básicas através de contextos do cotidiano.
– Fomentar a interação social e a colaboração entre os alunos.

Habilidades BNCC:


(EF15LP06) Identificar informações explícitas em textos.

(EF15LP05) Produzir texto em diferentes modalidades, respeitando a norma escrita.

(EF02MA04) Resolver problemas aditivos e multiplicativos.

(EF02MA06) Utilizar a escrita e a leitura em situações de cálculos simples.

Materiais Necessários:

– Textos curtos e adaptados (contos, fábulas).
– Cartões com palavras e números.
– Quadro branco e marcadores.
– Materiais de escrita (lápis, papel).
– Recursos visuais (ilustrações, gráficos).

Situações Problema:

Como as atividades serão adaptadas para alunos com TEA, utilizaremos situações do cotidiano que envolvem a matemática, como por exemplo, quantas frutas temos se juntarmos duas cestas? Isso promove a associação entre a linguagem escrita e a matemática de maneira prática.

Contextualização:

A aprendizagem de leitura e escrita é fundamental na formação do aluno, assim como o letramento matemático que se faz presente em diferentes situações do cotidiano. É importante que os alunos compreendam como essas duas áreas se inter-relacionam. Neste plano, vamos utilizar histórias curtas que contenham elementos matemáticos para que os alunos realizem a leitura interpretativa e, em sequência, atividades que envolvam a resolução de problemas utilizando as informações obtidas nas leituras.

Desenvolvimento:

1. Início (5 minutos): Apresentação do tema. Os alunos serão convidados a falar sobre um livro ou uma história que gostem.
2. Leitura do texto (10 minutos): O professor irá ler em voz alta um texto adaptado, parando para discutir as partes que envolvem números e quantidade.
3. Identificação (10 minutos): Os alunos irão identificar as informações numéricas e discutir o que elas significam no contexto da história lida.
4. Atividade escrita (10 minutos): Os alunos produzirão uma pequena história, utilizando números e operações matemáticas. O professor irá acompanhá-los, oferecendo suporte conforme necessário.
5. Prática de Problemas (10 minutos): Apresentação de problemas matemáticos baseados em situações do texto lido, onde os alunos precisarão aplicar a informação lida em cálculos simples.
6. Encerramento (5 minutos): Revisão dos conceitos aprendidos e feedback dos alunos sobre o que acharam das atividades.

Atividades sugeridas:

1. Dia 1: Leitura de um conto adaptado. Identificação de palavras-chave com números.
2. Dia 2: Criação de um pequeno cartaz com a história lida, destacando os números e operações.
3. Dia 3: Jogo de cartas com números. Os alunos devem formar operações (adição ou subtração) associando cada resultado a um detalhe do texto.
4. Dia 4: Criar um problema de matemática relacionado à história escrita pelos colegas.
5. Dia 5: Apresentação dos problemas criados e resolução em grupo.

Discussão em Grupo:

Após cada atividade, promover o diálogo sobre a importância da leitura e da matemática no dia a dia. Incentivar que falem sobre como resolveram os problemas e o que aprenderam com a história.

Perguntas:

– Qual parte da história você mais gostou e por quê?
– Como você usou os números na sua história?
– O que foi mais fácil ou mais difícil de resolver nas atividades?

Avaliação:

A avaliação será contínua e formativa, observando a participação dos alunos nas atividades, a produção textual e a capacidade de resolução de problemas. O feedback dos alunos será essencial para ajustar as próximas aulas.

Encerramento:

Finalizar perguntando aos alunos o que aprenderam e como se sentiram durante as atividades. Valorizar o esforço de cada um e reforçar a importância de continuar praticando a leitura e a matemática.

Dicas:

– Utilize recursos visuais como figuras e gráficos para facilitar a compreensão.
– Sempre respeite o ritmo de aprendizagem dos alunos.
– Esteja aberto a adaptações nas atividades com base nas reações e necessidades dos alunos.

Texto sobre o tema:

A integração entre leitura, escrita e matemática é essencial no processo de ensino-aprendizagem. Para os alunos que necessitam de adaptações, como aqueles com TEA, é fundamental criar um ambiente acessível e acolhedor. A leitura de histórias permite não apenas o desenvolvimento de habilidades linguísticas, mas também a compreensão de contextos que podem ser traduzidos em problemas matemáticos. A matemática, muitas vezes vista apenas como números, também pode ser sentida e vivida através das narrativas, tornando-se mais interessante e significativa.

Além disso, o uso de atividades lúdicas pode fazer uma grande diferença no aprendizado desses alunos. Jogos e dinâmicas que envolvem a matemática de forma prática ajudam a solidificar os conceitos. A interação durante essas atividades não só melhora o aprendizado acadêmico, mas também promove habilidades sociais que são tão necessárias para a convivência escolar.

Por fim, o professor ocupa um papel fundamental nesse processo. Sua disposição para conhecer e entender as individualidades de cada aluno, ajustando suas práticas pedagógicas conforme necessário, será a chave para o sucesso da inclusão e do aprendizado. Construir uma aula com sensibilidade e inclusão demanda criatividade, mas é extremamente gratificante ao ver os alunos engajados e aprendendo de maneira significativa.

Desdobramentos do plano:

A partir do plano de aula desenvolvido, podem surgir diversas possibilidades de desdobramentos. Em primeiro lugar, os alunos podem ser desafiados a criar suas próprias histórias, o que estimulkişafá a criatividade e o uso da linguagem escrita de forma mais livre. Além disso, esse exercício pode ser ampliado, envolvendo a criação de um livro coletivo da turma, onde cada aluno contribui com uma página, mostrando suas histórias, suas dúvidas e suas soluções matemáticas.

Outro desdobramento interessante é a realização de um projeto interdisciplinar em que se abordem diferentes temas relacionados à matemática e à linguagem, como feiras de matemática onde os alunos possam apresentar suas histórias e soluções para problemas matemáticos, envolvendo a comunidade escolar. Isso não só enriquece o aprendizado, mas também promove a interação entre os alunos de diferentes idades e turmas.

Por último, a implementação contínua de estratégias de ensino adaptativas permite que os professores se aprimorem, refletindo sobre suas práticas e buscando sempre melhores formas de atender às necessidades dos alunos. Ao observar os resultados e as reações dos estudantes, o professor pode reavaliar e modificar seu planejamento, garantindo que todos se sintam parte do processo e aprendam de forma significativa.

Orientações finais sobre o plano:

É fundamental que os educadores estejam sempre abertos a feedbacks e colaborem com os pais e outros profissionais envolvidos no desenvolvimento dos alunos. Uma abordagem colaborativa pode enriquecer a experiência de aprendizagem e proporcionar um suporte mais eficaz aos alunos com dificuldades específicas.

Além disso, a formação contínua dos professores em relação às necessidades do estudante com TEA é essencial. Participar de cursos, workshops e grupos de discussão sobre inclusão e ensino adaptado pode auxiliar na prática pedagógica, oferecendo novas ferramentas e estratégias.

Por fim, celebrar as conquistas, mesmo as pequenas, é importante para construir a autoestima dos alunos. Criar um ambiente positivo e acolhedor irá com certeza refletir na motivação e no desempenho deles, levando à construção de uma relação de aprendizagem repleta de descobertas e alegrias. A educação, nesse sentido, vai muito além da simples transmissão de conteúdos; trata-se de formar cidadãos críticos, criativos e inclusivos.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo de Bingo Matemático: Criar cartelas de bingo que misturem palavras e números, onde o professor lê as definições e os alunos devem marcar os números correspondentes em suas cartelas.
2. Caça ao Tesouro: Planejar uma atividade onde os alunos precisam resolver equações para encontrar pistas escondidas pela sala que levam a um “tesouro” final.
3. Teatro de Marionetes: Alunos podem criar histórias sobre situações matemáticas e usar fantoches ou marionetes para representar suas narrativas, unindo arte e matemática.
4. Contação de Histórias com Sensorial: Usar objetos físicos (como frutas, brinquedos) que representem números e quantidades nas histórias contadas, tornando a experiência mais tátil.
5. Criação de um Mural Colaborativo: Todos os alunos contribuem para um mural onde misturam suas histórias com cálculos, sendo um espaço para troca de ideias e aprendizados.

Este plano de aula foi elaborado com atenção especial às necessidades de adaptação e inclusão, visando proporcionar um aprendizado significativo e respeitoso para todos os alunos.