Plano de Aula: a casa solonenta (Educação Infantil) – Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)

A proposta de plano de aula apresentada foi estruturada para fomentar o desenvolvimento de crianças de 3 anos por meio da contação de histórias sobre a temática “A Casa Solonenta”. A intenção é promover atividades lúdicas que envolvam os pequenos, relacionando a narrativa com gestos e movimentos. A contação de histórias é uma ferramenta poderosa no âmbito da Educação Infantil, pois não apenas estimula a imaginação e a criatividade, mas também proporciona momentos ricos de interação social. Assim, com diferentes abordagens, este plano de aula visa instigar a curiosidade das crianças e incentivá-las a explorar o espaço ao seu redor.

A experiência de ouvir uma história e depois reproduzi-la por meio de movimentos e gestos também permite que as crianças se familiarizem com a cultura e o comportamento de sua comunidade. A interação entre o ato de contar a história e a realização de atividades físicas contribui para um aprendizado integral, onde o corpo da criança se torna um instrumento de expressão e descoberta. Esse plano foi elaborado dentro dos princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), trazendo uma série de atividades práticas e reflexivas que favorecem o desenvolvimento integral dos pequenos.

Tema: A Casa Solonenta
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Faixa Etária: 3 anos
Disciplina/Campo: Corpo, gestos e movimentos

Objetivo Geral:

Promover o desenvolvimento motor e a criatividade das crianças por meio da contação de histórias e da exploração de gestos e movimentos relacionados à narrativa “A Casa Solonenta”.

Objetivos Específicos:

– Estimular a imitação de gestos e movimentos relativos à história.
– Promover a percepção espacial dos pequenos, explorando noções como dentro, fora, em frente e atrás.
– Incentivar a independência no cuidado do corpo durante as atividades propostas.
– Desenvolver habilidades manuais que incentivem a motricidade fina, tais como rasgar e colar papéis.
– Auxiliar na compreensão da narrativa através de movimentos interpretativos.

Habilidades BNCC:


(EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.

(EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora ao se envolver em brincadeiras e atividades.

(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço como pular, saltar, dançar, combinando movimentos e seguindo orientações.

(EI02CG04) Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo.

(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.

Materiais Necessários:

– Livro ilustrado “A Casa Solonenta”.
– Materiais variados para colagem (papéis coloridos, tesoura com ponta arredondada, cola).
– Espaço amplo para as atividades de movimento.
– Música suave para estimular a dança e os movimentos.

Situações Problema:

– Como podemos representar os personagens da história com nossos corpos?
– Quais movimentos podemos fazer para nos sentirmos dentro da casa solonenta?
– O que acontece quando pulamos “dentro” e “fora” da casa?

Contextualização:

A história de “A Casa Solonenta” apresenta um ambiente acolhedor e cheio de detalhes encantadores, que pode ser explorado pelos pequenos. Ao redor desta narrativa, podemos encontrar elementos que vão além da leitura, permitindo atividades que relacionem a literatura com os movimentos corporais. Ao se integrar o conteúdo da história com experiências práticas, os alunos conseguem uma compreensão mais significativa sobre o texto, além de desenvolverem habilidades motoras e sociais.

Desenvolvimento:

1. Iniciar a aula com a *leitura* do livro “A Casa Solonenta”, criando um ambiente tranquilo e acolhedor.
2. Após a leitura, fazer perguntas simples sobre a história, incentivando os alunos a compartilharem o que mais gostaram.
3. Pedir que as crianças imitem os gestos dos personagens da história, como por exemplo, como seria “entrar na casa” ou “brincar no quintal”.
4. Dividir a turma em pequenos grupos e oferecer materiais de colagem para que construam sua representação da casa solonenta.
5. Propor que cada grupo apresente suas criações enquanto realizam os movimentos que representariam a história.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Contação da história e discussão sobre os personagens. Nessa atividade as crianças devem se expressar sobre as cenas que mais lhes chamaram a atenção.
Dia 2: Jogos de imitação onde cada criança deve reproduzir um movimento específico da história. Utilize músicas para acompanhar.
Dia 3: Atividade de colagem das partes da casa solonenta utilizando papéis variados. As crianças podem rasgar os papéis e aprender a aplicar a cola.
Dia 4: Montagem de uma mini casa solonenta com caixas de papelão. Incentivar as crianças a pular dentro e fora da casa que construíram, reforçando a noção espacial.
Dia 5: Apresentação final das atividades em que as crianças podem dramatizar a história utilizando os movimentos ensaiados.

Discussão em Grupo:

Reunir as crianças em um círculo e promover uma discussão sobre o que aprenderam. Perguntar sobre as partes que mais gostaram de fazer e por quê. Incentivar o uso de gestos para descrever os sentimentos e as ações dos personagens.

Perguntas:

– O que você faria se estivesse na casa solonenta?
– Qual movimento você mais gostou de fazer?
– Como seria abriremos a porta da casa? Que movimento faríamos?

Avaliação:

A avaliação será observacional e contínua, levando em conta a participação dos alunos nas atividades, a promoção de interações sociais e o desenvolvimento de habilidades motoras ao longo das atividades realizadas e a expressividade com que se envolvem nas brincadeiras.

Encerramento:

Finalizar a atividade relembrando os principais momentos da aula, reforçando as interações e movimentos que foram feitos. Incentivar as crianças a repetirem algum dos gestos em grupo enquanto escutam um trecho da música que foi utilizada nas atividades.

Dicas:

– Utilize gestos amplos e claros ao se comunicar com as crianças, facilitando a imitação.
– Fique atento ao ritmo da atividade, adaptando a velocidade conforme a resposta dos pequenos.
– Mantenha sempre um ambiente acolhedor, onde as crianças se sintam livres para explorar e se expressar.

Texto sobre o tema:

“A Casa Solonenta” é uma história que evidencia a importância das relações e da vivência em comunidade. A narrativa convida os pequenos a entrarem em um espaço repleto de cores e sensações, propiciando um mergulho no mundo dos sonhos e da imaginação. Ao longo da leitura, as crianças poderão visualizar a casa não apenas como um espaço físico, mas também como um ambiente seguro, onde podem brincar, explorar e se relacionar.

Nesse contexto, os movimentos corporais e os gestos associam-se ao ato de contar histórias, transformando a presença física das crianças em parte ativa do enredo. Além disso, as atividades propostas ao longo da aula proporcionam a oportunidade das crianças experimentarem o aprendizado de forma prática, caminhando entre a literatura e a expressão corporal. Isso não só desenvolve a criatividade, mas fortalece também o entendimento das relações sociais e culturais.

Por meio deste trabalho, as crianças são incentivadas a criar memórias e significados para a narrativa, construindo assim um caminho de desenvolvimento que é tanto lúdico quanto educativo. Essa conexão entre movimento, gesto e histórias ajuda a solidificar o entendimento dos pequenos sobre o mundo que os cerca.

Desdobramentos do plano:

Esse plano de aula pode ser transformado em um projeto a longo prazo, onde outras histórias relacionadas à cultura local sejam exploradas. Ao integrar diferentes histórias, é possível criar um acervo de contações que leve as crianças a conhecer mais sobre a sua realidade e suas raízes. Promover rodízios de contadores de histórias entre os educadores da escola ou mesmo entre os pais pode fortalecer ainda mais essa prática.

Além disso, as atividades de movimento podem ser aprimoradas ao longo do semestre, incorporando novas formas de expressão corporal, como a dança e o teatro de fantoches, que podem se relacionar com cada história abordada. Isso permite que as crianças desenvolvam uma maior autonomia e protagonismo em sua aprendizagem, sendo as narrativas contadas uma ponte para outros saberes e vivências.

Outro aspecto a ser considerado é a pesquisa e o envolvimento com a cultura local, incentivando que as famílias participem das atividades, trazem suas respectivas histórias. É uma forma de empoderar as crianças e suas famílias, fazendo com que elas se sintam parte de um processo educacional rico e diversificado.

Orientações finais sobre o plano:

É fundamental que o educador esteja aberto a adaptações durante a execução do plano de aula. Cada grupo pode apresentar dinâmicas e ritmos diferentes e é essencial que o professor esteja atendo a essas particularidades. A flexibilidade nas abordagens e nas atividades garantirá que todos os alunos sejam incluídos e alcancem os objetivos propostos.

Além disso, estimular a criatividade e a expressão individual deve ser prioridade. As crianças devem se sentir à vontade para criar e interpretar, permitindo que seus gestos e movimentos reflitam suas personalidades e suas compreensões do mundo. O papel do educador é, portanto, ser o mediador que acolhe essa individualidade, contribuindo para um ambiente de aprendizado seguro e inclusivo.

Por fim, é necessário que todos os envolvidos apreciem o processo como um todo. Cada interação, gesto e aprendizado são marcas importantes na trajetória do desenvolvimento infantil. Assim, a conclusão das atividades não é o fim, mas sim um passo a mais na construção do conhecimento e da vivência coletiva.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

Atividade de pintura livre: Após a contação da história, as crianças podem utilizar tintas para pintar suas interpretações da casa solonenta, desenvolvendo sua expressão artística e sensorial. Avaliar as cores e as formas criadas.
Teatro de fantoches: Criar fantoches com as crianças e realizar uma apresentação simples da história, incentivando a dramatização e a expressividade.
Exploração sensorial: Criar um espaço que represente a casa solonenta, utilizando diferentes texturas (papelão, tecidos, etc.), permitindo que as crianças explorem através do toque.
Dança dos personagens: Criar uma dança representativa dos personagens da história, onde cada movimento deve ser associado a um personagem ou ação da casa solonenta.
Caça aos tesouros: Organizar uma caça ao tesouro no espaço da sala, onde as crianças devem encontrar objetos que representem elementos da casa solonenta, assim, estimulando a exploração e o conhecimento do ambiente.

Esse plano de aula foi elaborado para tornar a experiência das crianças enriquecedora, à medida que movimentam seus corpos, exploram suas emoções e se conectam com histórias que fazem parte do universo delas.