A proposta para o plano de aula aborda o fascinante universo dos instrumentos de percussão, com ênfase nos membranofones e idiofônicos, perfeitamente alinhados ao estudo do ritmo, batida e tempo musical, especialmente no contexto das fanfarras. Este plano tem como objetivo proporcionar aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II uma experiência prática e teórica que unifica a pesquisa musical, a apreciação artística e o desenvolvimento de habilidades práticas, estimulando não apenas o aprendizado, mas também a consolidação do conhecimento técnico e estético na área das artes.
O enfoque na integração dos instrumentos de percussão permite que os estudantes explorem a sonoridade e as técnicas de execução, construindo uma compreensão mais profunda sobre como a música pode influenciar e ser influenciada pelas culturas que a cercam. O plano contempla atividades dinâmicas que promovem a interação entre os alunos, incentivando a construção de conhecimento colaborativo a partir da prática musical e da análise crítica das diversas expressões artísticas, integrando-se assim ao desenvolvimento das habilidades propostas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Tema: Instrumentos de percussão, membranofones e idiofônicos
Duração: 100 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 9º ano
Faixa Etária: 8 a 14 anos
Disciplina/Campo: Arte
Objetivo Geral:
Proporcionar uma experiência enriquecedora que possibilite aos alunos conhecer e experimentar diferentes tipos de instrumentos de percussão, com foco na execução e apreciação musical, promovendo um entendimento mais profundo sobre a função desses instrumentos nas fanfarras e em outras configurações musicais.
Objetivos Específicos:
– Identificar e classificar os instrumentos de percussão em membranofones e idiofônicos.
– Analisar a importância do ritmo e da batida em composições musicais.
– Experimentar a execução de diferentes instrumentos, desenvolvendo habilidades práticas.
– Promover a apreciação musical por meio da análise crítica das fanfarras e suas composições.
– Fomentar a criatividade através da improvisação com instrumentos percussivos.
Habilidades BNCC:
–
(EF69AR16) Analisar criticamente por meio da apreciação musical usos e funções da música em seus contextos de produção e circulação.
–
(EF69AR20) Explorar e analisar elementos constitutivos da música altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.
–
(EF69AR21) Explorar e analisar fontes e materiais sonoros em práticas de composição criação, execução e apreciação musical.
–
(EF69AR23) Explorar e criar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas sonoras entre outros.
–
(EF69AR34) Analisar e valorizar o patrimônio cultural material e imaterial de culturas diversas.
Materiais Necessários:
– Instrumentos de percussão (ex: bongôs, tambores, pandeiros, caixas, triângulos)
– Materiais para confecção de idiofônicos (ex: garrafas de plástico, latas, tampas)
– Aparelho de som para reprodução de músicas de fanfarras
– Quadro branco e marcadores
– Notas adesivas e lápis
Situações Problema:
1. Como a escolha de um instrumento de percussão impacta a sonoridade de uma fanfarra?
2. Quais as possibilidades de improvisação com instrumentos idiofônicos feitos a partir de materiais recicláveis?
3. Como o ritmo pode ser variado e o que isso influencia na execução de um arranjo musical?
Contextualização:
Os instrumentos de percussão, como membranofones e idiofônicos, são essenciais na construção da música popular e clássica. A pesquisa e o estudo dessas categorias instrumentais oferecem aos alunos a oportunidade de entender a diversidade cultural e as diferentes tradições musicais. As fanfarras, frequentemente associadas a festividades e paradas, apresentam uma rica variedade de ritmos e composições que possibilitam a análise de como os elementos técnicos se cruzam com a expressão artística e cultural, criando um espaço onde os alunos podem exercitar criatividade e técnica.
Desenvolvimento:
1. Apresentação dos instrumentos de percussão, explicando as diferenças entre membranofones e idiofônicos.
2. Demonstração dos instrumentos e suas sonoridades, utilizando diferentes exemplos de fanfarras.
3. Discussão em grupo sobre a importância da percussão no contexto musical, promovendo a troca de ideias e experiências.
4. Formação de duplas para experimentar diferentes ritmos e batidas utilizando os instrumentos disponíveis.
5. Registros em grupos sobre as experiências práticas vivenciadas, incentivando a reflexão sobre a execução e o impacto sonoro.
Atividades sugeridas:
1. Dia 1: Introdução aos instrumentos – Apresentação dos instrumentos de percussão com exercícios de escuta e identificação de sonoridades.
2. Dia 2: Criação de idiofônicos – Utilização de materiais recicláveis para criar novos instrumentos, seguido de apresentação para a turma.
3. Dia 3: Estudo de fanfarras clássicas – Ouvir e analisar diferentes fanfarras, discutindo suas características.
4. Dia 4: Prática de composição – Os alunos formarão grupos para criar uma breve composição utilizando os instrumentos estudados, incentivando a improvisação.
5. Dia 5: Apresentação final – Cada grupo apresentará sua composição, seguida de uma discussão sobre o que aprenderam com a execução e as criações sonoras.
Discussão em Grupo:
Após as apresentações, invista um tempo para discutir as experiências de execução. Questione sobre como cada grupo escolheu seus ritmos e que efeitos sonoros queriam alcançar. Isso também pode gerar uma troca de ideias sobre o que funcionou bem e o que poderia ser melhorado nas composições criadas.
Perguntas:
– Como a sonoridade dos instrumentos afeta a música que estamos criando?
– De que maneira a cultura influencia as batidas e os ritmos que escolhemos?
– Quais foram os desafios que vocês enfrentaram ao criar seus próprios instrumentos?
Avaliação:
A avaliação será contínua e envolvente, levando em conta a participação em atividades práticas, o empenho nas discussões em grupo e a qualidade das apresentações. Um rubrica pode ser utilizada, considerando a criatividade, a execução técnica e a colaboração durante a atividade em grupo.
Encerramento:
Finalize o plano de aula com uma reflexão sobre a importância dos instrumentos de percussão na música coletiva e nas tradições culturais, reforçando como cada aluno pode trazer sua própria experiência e interpretações pessoais para a prática musical.
Dicas:
– Incentive os alunos a trazerem experiências pessoais relacionadas à música e percussão.
– Explore diferentes gêneros musicais que utilizam percussão e amplie o repertório dos alunos.
– Estimule a experimentação e a troca de instrumentos entre os grupos para diversidade e aprendizado colaborativo.
Texto sobre o tema:
Os instrumentos de percussão desempenham um papel vital na musicalidade de diversas culturas ao redor do mundo. Entre eles, destacam-se os membranofones, que incluem tambores e bongôs, e os idiofônicos, que consistem em instrumentos como o triângulo e a castanhola. A intensa relação entre o ritmo e a cultura pode ser observada em como diferentes sociedades utilizam a percussão não apenas como um meio de entretenimento, mas também para expressar tradições, rituais e histórias coletivas.
No contexto das fanfarras, a percussão se torna o coração pulsante da expressão musical. O uso de instrumentos de percussão na formação de grupos musicais de fanfarras é uma tradição que tem raízes profundas e que continua a influenciar o modo como a música é vivida e apreciada em eventos cívicos e celebrações. A interação entre músicos durante uma apresentação de fanfarra também proporciona uma experiência comunitária única, onde a música não é somente um produto, mas uma plataforma de diálogo social.
Além de seu valor cultural, a prática com instrumentos de percussão e a participação em fanfarras fornecem aos jovens músicos uma base sólida para o desenvolvimento de habilidades musicais técnicas e criativas. Encorajar os alunos a explorar a percussão não apenas enriquece seu conhecimento sobre música, mas também promove o trabalho em equipe, a disciplina e a apreciação pela diversidade musical.
Desdobramentos do plano:
As experiências adquiridas por meio deste plano de aula sobre instrumentos de percussão podem ser ampliadas em diversas direções. Inicialmente, pode-se pensar na realização de um projeto que envolva outras disciplinas, como a História, onde se exploraria como diferentes culturas utilizaram a percussão em suas tradições e festividades. Isso poderia culminar em uma apresentação cultural, misturando danças e músicas, proporcionando uma vivência completa da arte como elemento integrador.
Outro desdobramento interessante é a possibilidade de incluir a tecnologia, levando os alunos a realizar gravações de suas composições e experimentos. O uso de apps que simulam percussão ou softwares de gravação pode ser um passo incrível para que os alunos desenvolvam habilidades modernas de produção musical. Assim, eles podem explorar as possibilidades contemporâneas de integrar a percussão com a música digital.
Finalmente, a interação com músicos da comunidade ou visitas a grupos de fanfarras locais pode enriquecer ainda mais o aprendizado. A vivência direta com músicos que utilizam esses instrumentos em suas práticas cotidianas pode proporcionar não apenas uma oportunidade de aprendizado prático, mas também uma inserção valiosa no panorama cultural da comunidade local, incentivando o networking e o desenvolvimento de talentos futuros.
Orientações finais sobre o plano:
Ao implementar este plano de aula, é crucial que os educadores busquem um ambiente de inclusão, onde todas as vozes e ritmos sejam ouvidos e valorizados. Cada aluno deve se sentir à vontade para se expressar, seja por meio da performance ou da criação de instrumentos. Leve em consideração as diferentes experiências e backgrounds que os alunos trazem, pois isso enriquecerá ainda mais as discussões e a prática musical.
Além disso, os educadores devem estar preparados para adaptarem o conteúdo e as atividades conforme necessário, considerando o nível de habilidade e interesse dos alunos. Promover um espaço seguro para a experimentação pode resultar em surpresas criativas que podem levar o aprendizado a patamares inesperados.
Por fim, não se esqueça de reforçar a importância de hábitos saudáveis de prática musical e o respeito pelo instrumento e pela música. O aprendizado musical é um caminho que envolve paciência e dedicação, e incentivar a autoeducação e a curiosidade em relação aos instrumentos de percussão é fundamental para o crescimento e amadurecimento dos jovens músicos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Oficina de Instrumentos Caseiros: Organizar um dia para que os alunos criem seus próprios instrumentos de percussão com materiais recicláveis, seguidos de uma batalha de bandas. Eles poderão tocar juntos e experimentar ritmos variados.
2. Roda de Rimos: Criar uma roda de percussão onde os alunos experimentem diferentes ritmos, utilizando batidas com as mãos, pés e quaisquer elementos ao redor que possam produzir sons, estimulando o senso coletivo e criativo.
3. Desfile Musical: Organizar um desfile com os alunos tocando os instrumentos que confeccionaram, permitindo que experimentem o ambiente de uma fanfarra e a interação com o público, trazendo a prática artística para o espaço público.
4. Imersão Virtual: Utilizar vídeos de fanfarras renomadas no Brasil e no exterior, permitindo que os alunos analisem as performances e discutam as variações rítmicas e as interações entre os diferentes instrumentos.
5. Competição de Composição: Promover uma competição onde os alunos, em grupos, devem criar uma composição musical de fanfarra em um tempo estipulado, apresentando sua obra no final da semana, aumentando a interação e o engajamento com a música.
Com este plano de aula, espera-se que os alunos não apenas aprendam sobre os instrumentos de percussão, mas também desenvolvam uma paixão duradoura pela música e uma apreciação pelas artes como um todo, levando essa experiência para além da sala de aula.