O presente plano de aula tem como foco o estudo do sujeito indeterminado e da oração sem sujeito. Esta abordagem tem como principal propósito auxiliar os alunos a compreender a diferença entre os tipos de sujeito na construção da frase e a maneira como essas estruturas influenciam o sentido das orações. A utilização de recursos audiovisuais como o quadro digital irá enriquecer a experiência de aprendizado, tornando-a mais interativa e envolvente.
Os alunos do 8º ano do Ensino Fundamental II, com idades que variam de 13 a 15 anos, são estimulados a explorar a língua portuguesa de maneira crítica e autônoma. Essa aula não só proporciona um embasamento teórico sobre o tema, mas também incentiva a prática oral e escrita dos alunos, bem como aumentará seu vocabulário e a compreensão gramatical.
Tema: Sujeito indeterminado e oração sem sujeito
Duração: 45 minutos
Etapa: Ensino Fundamental II
Sub-etapa: 8º ano
Faixa Etária: 13 – 15 anos
Disciplina/Campo: Língua Portuguesa
Objetivo Geral:
Promover a compreensão do sujeito indeterminado e da oração sem sujeito, capacitando os alunos a identificá-los e utilizá-los corretamente em construções escritas e orais.
Objetivos Específicos:
1. Identificar as características do sujeito indeterminado e da oração sem sujeito em textos.
2. Promover a produção de frases utilizando sujeito indeterminado e orações sem sujeito de maneira autônoma.
3. Estimular a discussão e a reflexão sobre o uso correto dessas estruturas em diferentes contextos.
Habilidades BNCC:
–
(EF08LP06) Identificar em textos lidos ou de produção própria os termos constitutivos da oração (sujeito e seus modificadores, verbo e seus complementos e modificadores).
–
(EF08LP14) Utilizar ao produzir texto recursos de coesão sequencial (articuladores) e referencial (léxica e pronominal) construções passivas e impessoais, discurso direto e indireto e outros recursos expressivos adequados ao gênero textual.
–
(EF08LP11) Identificar em textos lidos agrupamento de orações em períodos, diferenciando coordenação de subordinação.
Materiais Necessários:
– Quadro digital.
– Projetor multimídia.
– Textos exemplificativos.
– Quadro branco e marcadores.
– Materiais para anotações.
– Folhas de atividades com exercícios práticos sobre o tema.
Situações Problema:
1. Ao ler um texto, identificar a presença de sujeitos indeterminados e orações sem sujeito.
2. Criar frases que exemplifiquem o uso adequado de sujeitos indeterminados e orações sem sujeito.
Contextualização:
Os alunos devem compreender que as estruturas gramaticais são fundamentais para a clareza na comunicação. O sujeito indeterminado permite que a ação seja passada sem atribuir uma identidade específica ao agente, enquanto a oração sem sujeito aproxima os alunos da realidade em que as ações ocorrem sem referência ao sujeito. Assim, o estudo desses conceitos é crucial para a formação de práticas linguísticas mais efetivas.
Desenvolvimento:
1. Apresentação Inicial: Iniciar a aula com uma breve explicação sobre o que são o sujeito indeterminado e a oração sem sujeito. Utilizar o quadro digital para apresentar exemplos práticos e visuais.
2. Discussão em Duplas: Pedir para os alunos formarem duplas e discutirem exemplos de frases que utilizem esses conceitos. Os alunos devem registrar as frases e as características que identificaram.
3. Atividade Prática: Distribuir folhas de exercícios que contenham frases diversas. Os alunos devem classificar as orações em relação ao sujeito, destacando as indeterminadas e as sem sujeito.
4. Correção Coletiva: Rever as respostas com a turma, discutindo cada exemplo e enfatizando a importância de cada estrutura.
Atividades Sugeridas:
Dia 1:
– Leitura de um texto narrativo e identificação de sujeitos indeterminados.
– Criação de frases utilizando o sujeito indeterminado.
Dia 2:
– Análise de um texto informativo e identificação de orações sem sujeito.
– Produção de resumo utilizando a oração sem sujeito.
Dia 3:
– Jogo de palavras: em grupos, os alunos devem criar frases com o sujeito indeterminado em até 30 segundos.
– Feedback e compartilhamento das frases.
Dia 4:
– Produção textual em pequenas equipes em que o foco é a utilização de orações sem sujeito.
– Apresentação dos textos para a turma.
Dia 5:
– Revisão geral das aulas anteriores.
– Prova escrita para avaliar a compreensão dos conceitos.
Discussão em Grupo:
Debater a necessidade de se utilizar o sujeito indeterminado e a oração sem sujeito, levando em consideração a fluidez na comunicação e o contexto de uso. Estimular os alunos a apresentarem exemplos de situações cotidianas onde essas estruturas poderiam ser aplicadas.
Perguntas:
1. Qual a principal diferença entre sujeito indeterminado e oração sem sujeito?
2. Em que situações você considera mais útil utilizar o sujeito indeterminado?
3. Como a oração sem sujeito pode modificar a informação que queremos transmitir?
Avaliação:
A avaliação será realizada de forma contínua durante as atividades práticas e nas produções textuais. Também será aplicada uma prova ao final da semana, onde será cobrada a identificação e a utilização adequada dos conceitos abordados.
Encerramento:
Concluir a aula reiterando a importância do sujeito indeterminado e da oração sem sujeito. Incentivar os alunos a continuarem praticando em suas produções escritas e orais, lembrando que a língua é uma ferramenta viva que deve ser adaptada e compreendida em suas diversas formas.
Dicas:
1. Encorajar os alunos a leituras críticas, onde possam identificar diferentes tipos de sujeitos em textos variados.
2. Propor desafios de escrita, como criar um pequeno conto apenas com orações sem sujeito.
3. Realizar competições de identificação de estruturas em atividades informais, como jogos ou debates.
Texto sobre o tema:
O sujeito indeterminado é aquele que não apresenta um agente específico da ação, ou seja, um sujeito que não é identificado no enunciado. Essa configuração ocorre, importante observar, ainda que a ação do verbo seja clara e determinante aos seus sentidos. Um exemplo típico é a construção “Dizem que vai chover”, onde a afirmação se sustenta sem que saibamos quem são os “eles” que falam. Isso ressalta como a forma da frase pode direcionar a ênfase informativa sem a necessidade de um agente específico.
Por outro lado, a oração sem sujeito é composta por verbos que não exigem a presença de um sujeito, como nas frases impessoais. Exemplos incluem “É preciso estudar” ou “Fazia frio”. Nesse caso, o verbo tem um significado que se sustenta pela informação que transporta, mas não requer a especificidade de um sujeito para fazer sentido. Essa fluidez proporciona uma riqueza na linguagem, onde o foco pode ser totalmente voltado à ação e às condições que a cercam.
Tanto o sujeito indeterminado quanto a oração sem sujeito exemplificam a versatilidade da língua. Compreender essas estruturas ajuda a aprimorar a habilidade de comunicação, proporcionando uma base mais sólida para a produção textual. Portanto, identificar e aplicar corretamente essas construções é essencial não só ao se comunicar de maneira eficiente, mas também para enriquecer o discurso.
Desdobramentos do plano:
Esse plano de aula pode ser desdobrado em diversas atividades interdisciplinares, como a utilização de literatura, onde os alunos podem analisar personagens e ações em contos clássicos, identificando como o autor utiliza o sujeito indeterminado e a oração sem sujeito para dar vida aos seus enredos. Além disso, com a história, os alunos podem trabalhar a construção de narrativas que envolvem eventos históricos, levantando questões sobre como as decisões foram tomadas sem a identificação de um agente específico.
Uma nova abordagem seria aplicar essas estruturas linguísticas na criação de jornal escolar. Os alunos podem replicar a prática de jornalistas ao utilizarem o sujeito indeterminado para reportagens e resumos de notícias dentro da escola. Essa prática permite um aprendizado prático e funcional, além de inserir o aluno em uma dinâmica real de produção textual.
Por fim, seria interessante a criação de debates em sala, onde os alunos podem defender a importância de usar essas construções em diferentes contextos e sua relevância na comunicação efetiva. Isso os ajudaria a perceber que a gramática não é apenas uma norma a ser seguida, mas uma ferramenta poderosa para transmitir a mensagem que desejam.
Orientações finais sobre o plano:
As atividades devem ser flexíveis, permitindo que os alunos se expressem de forma criativa enquanto exploram o conteúdo abordado. A utilização do quadro digital deve facilitar o entendimento, proporcionando uma interação que se afaste do tradicional quadro negro. É essencial que os alunos participem ativamente nas discussões, garantindo que as dúvidas sejam esclarecidas ao longo do processo.
Incentivar a colaboração entre os alunos durante as atividades é fundamental para o desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação. Durante os exercícios em grupo, certifique-se de observar a participação de todos, promovendo um ambiente de aprendizagem inclusivo. Além disso, considere coletar feedback dos alunos após as atividades, para ajustar o plano de aula conforme suas necessidades.
Por fim, mantenha-se disponível para tirar dúvidas, mesmo após o término da aula. O aprendizado é um processo contínuo e, ao mostrar-se presente e acessível, você provoca a curiosidade e o interesse dos alunos, elementos cruciais para uma educação de sucesso.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo dos Mímicos: Os alunos devem representar ações sem falar, e a turma deve descobrir qual é a ação, promovendo o uso do sujeito indeterminado na construção de frases sobre o que foi representado.
2. Caça ao Tesouro Gramatical: Criar pistas que levem a diferentes colégios com exemplos de sujeito indeterminado ou orações sem sujeito, onde cada grupo precisa descobrir e apresentar os exemplos que encontraram.
3. Cartões de Sintomas: Os alunos recebem cartões que descrevem sintomas (sem indicar quem os apresenta) e devem tentar criar uma história em que suas frases incluam sujeitos indeterminados.
4. “O que está faltando?”: Utilizar textos narrativos, onde uma parte é retirada, e os alunos devem completar usando o sujeito indeterminado e a oração sem sujeito.
5. Quiz Interativo: Usar plataformas de quiz online onde os alunos respondem a questões sobre o tema, sucedendo se a frase contêm sujeito indeterminado ou oração sem sujeito, tornando o aprendizado mais dinâmico e envolvente.