A criação deste plano de aula tem como finalidade promover um espaço de aprendizagem interativa e lúdica, onde as crianças possam descobrir o movimento através da arte. Com a proposta de trabalhar com papel crepom e palitos de picolé, o objetivo é estimular a criatividade, a coordenação motora* e a expressão ao mesmo tempo que imitam um pompom em movimento. Este tipo de atividade promove não apenas o desenvolvimento das habilidades motoras, mas também a interação social e o respeito à diversidade entre os colegas.
A ideia é que, ao final da aula, cada criança seja capaz de entender e sentir o próprio corpo em movimento, criando um objeto que não apenas mostra cores e texturas, mas que também é capaz de dançar ao som de músicas escolhidas. Essa vivência permite que as crianças explorem o que é o movimento de forma prática, ao mesmo tempo em que desenvolvem um senso de pertencimento e solidariedade com os colegas.
Tema: Descobrindo o Movimento
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Faixa Etária: 2 a 3 anos
Objetivo Geral:
Fomentar o entendimento do movimento através da criação de um objeto lúdico com a utilização de materiais simples, proporcionando uma experiência estética e sensorial que favoreça o desenvolvimento motor e social das crianças.
Objetivos Específicos:
– Promover a criatividade e a autonomia ao criar o pompom.
– Estimular a percepção do movimento e das cores através da dança.
– Incentivar a interação e o compartilhamento entre os colegas.
– Desenvolver habilidades manuais e sensoriais utilizando materiais diversos.
Habilidades BNCC:
–
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
–
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
–
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.
–
(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço como pular, saltar, dançar, combinando movimentos e seguindo orientações.
–
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos expressando desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
Materiais Necessários:
– Papel crepom em várias cores.
– Palitos de picolé.
– Fita adesiva.
– Tesouras sem ponta (para uso do adulto).
– Música calmante (preferencialmente de piano ou sons da natureza).
Situações Problema:
– Como podemos fazer nosso pompom balançar?
– O que acontece quando dançamos com nosso pompom?
– Como é a sensação de ver o movimento de nossos coloridos pompons?
Contextualização:
Iniciamos a aula apresentando a obra do artista Alexander Calder, que explorou a arte do movimento em suas esculturas. As crianças podem observar algumas imagens de suas obras em um telão ou em cartazes. Em seguida, vamos explicar que elas também poderão criar seus próprios objetos que se movem, imitando não apenas as cores, mas também a alegria de ver algo balançar e dançar.
Desenvolvimento:
1. Iniciar a aula conversando sobre a obra de Alexander Calder e como ele usa o movimento. As crianças devem ser convidadas a compartilhar o que sentem ao olhar para as imagens.
2. Explicar o passo a passo da atividade. Primeiro, pegar o papel crepom e fazer várias camadas, depois amassá-lo para formar uma bolinha e, em seguida, colar essa bolinha na ponta do palito de picolé com fita adesiva.
3. Durante a atividade, os educadores auxiliarão naেরা, promovendo a interação, como perguntar: “Qual cor você escolheu?” ou “O que você acha que vai acontecer quando balançarmos?”
4. Após a confecção dos pompons, colocar uma música calma e permitir que as crianças brinquem com seus pompons, explorando o que acontece quando se movem rapidamente ou lentamente.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Introdução ao artista Alexander Calder e à atividade.
– Dia 2: Confecção dos pompons com papel crepom e palitos de picolé.
– Dia 3: Dança e movimento com os pompons ao som de músicas calmantes.
– Dia 4: Roda de conversa onde as crianças compartilham suas experiências com os pompons.
– Dia 5: Reapresentação de alguns pompons e um pequeno desfile, onde cada criança poderá mostrar o seu.
Discussão em Grupo:
Após a atividade prática, promover uma roda de conversa onde as crianças possam expressar o que mais gostaram na atividade, como se sentem ao balançar o pompom e se têm alguma ideia de como melhorar na próxima vez.
Perguntas:
– O que você mais gostou de fazer com seu pompom?
– Como você acha que seu pompom se sente quando balança?
– Alguém aqui já viu algo que se move como o nosso pompom?
Avaliação:
A avaliação deve ser contínua, observando o envolvimento das crianças na atividade, seu interesse em criar, bem como a interação com outras crianças e adultos. Anotar observações sobre a maneira como cada criança se expressa durante a atividade e as conversas após a dança é fundamental.
Encerramento:
Finalizar a aula com uma música tranquila, convidando as crianças a sentarem em círculo e compartilharem como se sentiram fazendo os pompons e dançando com eles. Criar um clima acolhedor e de valorização das criações individuais.
Dicas:
– Sempre que possível, esteja atento às diferenças de desenvolvimento de cada criança, adaptando a atividade conforme necessário.
– Valorizar a expressão individual de cada criança, evitando comparações.
– Incentivar e celebrar a união através da atividade, promovendo o respeito mútuo às diferenças.
Texto sobre o tema:
A descoberta do movimento é uma experiência essencial para o desenvolvimento infantil. Desde os primeiros passos, quando as crianças começam a explorar seu ambiente, até momentos mais elaborados de dança ou jogos, o movimento é um componente fundamental na formação da identidade e na interação com o mundo. As atividades que envolvem a criação e o uso de objetos em movimento, como os pompons, oferecem uma oportunidade não apenas de prática motora, mas também de brincadeiras que envolvem socialização e cooperação.
Na arte de Alexander Calder, vemos uma intersecção fascinante entre movimento e forma. Ele trouxe uma nova perspectiva ao conceito da escultura, ao não criar apenas estátuas fixas, mas obras que se moviam e reagiam ao ambiente. Essa interação entre o espaço e o movimento pode ser incorporada às atividades infantis, estimulando a imaginação e a compreensão da dinâmica dos objetos que nos cercam.
Através da confecção de pompons e a exploração do movimento que eles proporcionam, as crianças não só desenvolvem suas habilidades manuais, mas também aprimoram sua percepção espacial e o entendimento sobre causas e consequências. Participar de atividades que envolvem movimento e expressão artística é crucial para o crescimento integral dos pequenos, oferecendo caminhos para eles se divertirem e aprenderem ao mesmo tempo.
Desdobramentos do plano:
A atividade do descobrimento do movimento pode ser estendida para uma projeção em um teatro de sombras. Ao final da semana, as crianças poderiam apresentar para as famílias uma pequena performance utilizando os pompons, reinterpretando a dança e mostrando o que aprenderam sobre as cores e formas. Essa prática pode trazer um sentimento de pertencimento e orgulho para cada criança.
Outra possibilidade é criar um mural coletivo na sala de aula onde todos os pompons feitos pelos alunos possam ser expostos, permitindo que eles visualizem o trabalho em equipe e o resultado das diferentes escolhas de cores e formas. Este mural pode ser um espaço permanente para incentivar o respeito às diferenças individuais e a valorização do trabalho em conjunto.
Por fim, integrar a proposta a outras disciplinas como música e matemática, que podem desenvolver a noção de ritmo e contagem enquanto as crianças dançam com seus pompons, trazendo novas dimensões a cada aula, promove uma aprendizagem ainda mais rica e diversificada.
Orientações finais sobre o plano:
É essencial que o educador esteja sempre atento às reações e interações das crianças, criando um espaço seguro e acolhedor para a expressão. A adaptação da aula a partir da observação das necessidades e interesses dos alunos é um fator-chave para o sucesso da atividade.
Além disso, encorajar as crianças a explorarem suas ideias e personalidades durante a atividade é uma forma de fortalecer sua autoestima. Quando se sentem valorizadas e ouvidas, elas estão mais propensas a se engajar e a contribuir com a atividade de forma única.
Por último, ao finalizar o projeto, é importante eventuais reflexões sobre como a arte e o movimento se entrelaçam nas vivências diárias. Essa conexão pode servir como um poderoso motor de aprendizagem e criatividade, não só na infância, mas em toda a vida. Criar listas de sentimentos e impressões no final de cada dia pode ser uma ótima maneira de documentar essas experiências e provocar novas conversas e reflexões sobre o que foi aprendido.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Dança dos Pompons: Criar diferentes coreografias para cada música, ajudando as crianças a explorarem ritmos enquanto movimentam seus pompons.
2. Teatro de Sombras: Usar uma lanterna para projetar sombras dos pompons em uma parede, criando histórias e diálogos.
3. Caça ao Movimento: Esconder pompons em diferentes partes da sala, incentivando as crianças a procurá-los e depois dançar com os encontrados.
4. Palco de Artes: Criar um palco improvisado onde as crianças podem se apresentar ao som de músicas diferentes com seus pompons, desenvolvendo habilidades de performance.
5. Pintura com Movimento: Utilizar os pompons para criar pinturas em papel, imergindo-os em tintas e permitindo que as crianças explorem as cores e formas de maneira criativa.
Por meio dessas atividades lúdicas, o aprendizado se torna uma experiência dinâmica e envolvente, possibilitando que as crianças descobram e se conectem com o movimento de uma maneira que promove aprendizado integral e socialização.