O plano de aula a seguir é cuidadosamente elaborado para ensinar os estudantes sobre a representação da paisagem sob diferentes perspectivas, especificamente a visão vertical e a visão oblíqua. A proposta é engajadora e instigante, proporcionando aos alunos uma enriquecedora experiência de aprendizagem que combina arte, geografia e observação do ambiente. Este plano busca integrar diversas habilidades da BNCC, preparando os alunos para analisarem e compreenderem o mundo ao seu redor de forma crítica e criativa.
Tema: Planta uma forma de representação da paisagem vista de cima: visão vertical e visão oblíqua
Duração: 40 MIN
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 3º ano
Faixa Etária: 7 A 8 ANOS
Objetivo Geral:
Oferecer aos alunos a oportunidade de entender e praticar diferentes formas de representação da paisagem, reconhecendo as características principais da visão vertical e da visão oblíqua, e como são utilizadas na produção de mapas e desenhos.
Objetivos Específicos:
– Identificar as características que diferenciam a visão vertical da visão oblíqua.
– Criar uma representação artística de uma paisagem utilizando as duas perspectivas.
– Relacionar a prática de criação com as dimensões artísticas e tecnológicas, aprendendo a importância dos mapas e das representações visuais.
– Promover a discussão sobre como a visualização das paisagens impacta a nossa compreensão do espaço.
Habilidades BNCC:
–
(EF03GE06) Identificar e interpretar imagens bidimensionais e tridimensionais em diferentes tipos de representação cartográfica.
–
(EF03GE07) Reconhecer e elaborar legendas com símbolos de diversos tipos de representações em diferentes escalas cartográficas.
–
(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas cultivando a percepção, o imaginário e o repertório imagético.
–
(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem.
Materiais Necessários:
– Folhas de papel A4
– Lápis de cor
– Réguas
– Tesouras e colas
– Imagens impressas de paisagens vistas de cima e em oblíquo
– Cadernos ou folhas para anotações
Situações Problema:
Como uma paisagem pode ser representada de diferentes formas e o que essas representações nos dizem sobre o espaço e a sua importância? Os alunos irão discutir isso em grupos antes de iniciar a atividade prática.
Contextualização:
Iniciaremos a aula com uma breve conversa sobre como as paisagens são vistas por diferentes ângulos. O professor trará imagens de mapas, aeronaves e drones, questionando os alunos sobre suas observações e percepções sobre cada imagem apresentada. Este momento é crucial para despertar o interesse e a curiosidade acerca das representações espaciais.
Desenvolvimento:
1. Introdução ao Tema (10 MIN): Apresentar imagens de paisagens com as duas perspectivas (vertical e oblíqua) e discuti-las em grupo, destacando as características de cada uma. Perguntas como “O que vocês percebem diferente entre as duas?” irão direcionar a reflexão.
2. Demonstração Prática (15 MIN): O professor deverá demonstrar no quadro como desenhar uma paisagem sob as duas perspectivas, explicando como a forma da paisagem muda com o ângulo de visão.
3. Produção Artística (15 MIN): Os alunos devem, individualmente ou em duplas, escolher uma paisagem e desenhar as duas representações: uma em visão oblíqua e uma em visão vertical. Usar lápis de cor e reforçar a ideia de que os detalhes são essenciais para a representação correta.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Explorar a relação entre a visão vertical e oblíqua através de imagens.
– Dia 2: Pratica de desenho da primeira paisagem escolhida em visão vertical.
– Dia 3: Criação da mesma paisagem em visão oblíqua.
– Dia 4: Apresentação dos desenhos em sala, promovendo a descrição das representações.
– Dia 5: Reflexão e discussão final sobre o que aprenderam ao longo da semana sobre a visualização do espaço.
Discussão em Grupo:
Ao final da atividade, realizar uma roda de conversa onde os alunos poderão compartilhar o que aprenderam sobre as duas perspectivas de visualização. Incentivar que comentem sobre a experiência de representar as paisagens de diferentes maneiras e o que suas representações dizem sobre a realidade que observam.
Perguntas:
– Quais são as características mais notáveis da visão vertical em comparação com a visão oblíqua?
– Como a forma como olhamos a paisagem altera nossa compreensão dela?
– Por que é importante saber representar visualmente o espaço?
Avaliação:
A avaliação será feita através da observação da produção artística dos alunos e da participação nas discussões. O professor também poderá aplicar uma breve reflexão escrita onde os alunos responderão perguntas sobre o que aprenderam com a atividade.
Encerramento:
Finalizar a aula revisitando as principais descobertas da atividade, salientando como a representação gráfica ajuda a entender melhor o espaço e assimilar os conceitos geográficos. Os alunos poderão compartilhar o que mais gostaram de fazer e aprender no processo.
Dicas:
– Estimular a criatividade, permitindo que os alunos usem cores e detalhes variados.
– Incentivar a colaboração entre os alunos, permitindo que compartilhem ideias e técnicas.
– Fazer uso de tecnologia, como aplicativos de desenho, se disponível na escola.
Texto sobre o tema:
A representação da paisagem é uma parte fundamental da compreensão do espaço em que vivemos. As diferentes perspectivas de visualização, como a visão vertical e a visão oblíqua, oferecem uma visão única das características físicas e culturais de uma área. As imagens verticais, como as que vemos em mapas, nos ajudam a entender a estrutura de terrenos e edifícios. Por outro lado, as imagens oblíquas podem criar uma sensação de profundidade e espaço, tornando-as mais realistas e dinâmicas. Essa variedade de representações é importante, pois permite que as pessoas interpretem seu ambiente de maneiras variadas, promovendo uma compreensão mais rica e diversificada.
Desdobramentos do plano:
Este plano de aula pode ser expresso em várias outras atividades. Uma ideia seria realizar uma visita a um parque local ou ao ambiente escolar, onde os alunos possam observar e registrar imagens de paisagens em ambas as perspectivas. Outra possibilidade seria integrar a tecnologia, utilizando drones para capturar imagens aéreas durante jornadas escolares. Além disso, este conteúdo pode ser expandido através da ligação com a história, analisando como diferentes culturas representarão suas paisagens na arte.
Orientações finais sobre o plano:
É importante observar as dinâmicas da sala de aula e adaptar atividades conforme necessário para promover uma inclusão efetiva. Assegurar que cada aluno tenha oportunidade de se expressar artisticamente e que suas vozes sejam ouvidas nas discussões irá aumentar a eficácia deste plano de aula. Fomentar um ambiente de aprendizagem positivo e encorajador é essencial para o desenvolvimento da percepção espacial nos alunos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
– Criação de um mural coletivo em que cada aluno contribui com sua interpretação de uma paisagem.
– Jogos de adivinhação onde um aluno descreve uma paisagem e os outros tentam desenhar.
– Uso de formas geométricas para representar paisagens, ajudando os alunos a entender proporções e formas.
– Desenvolvimento de uma breve peça teatral onde crianças dramatizam os processos de mudança das paisagens ao longo do tempo.
– Organização de uma exposição de artes onde os alunos exibem suas obras, convidando outras turmas a conhecer as representações de paisagens.
Este plano de aula foi elaborado para ser uma experiência rica e diversificada, promovendo não apenas o entendimento acerca da representação espacial, mas também habilidades artísticas e sociais entre os alunos.