Aprenda a Estruturar Textos com Orações Sem Sujeito

A proposta deste plano de aula é que os alunos aprendam sobre a estrutura sintática das orações, com ênfase nas orações sem sujeito. Essa temática é crucial para a construção de textos mais coesos e bem estruturados, fundamentais no Ensino Fundamental 2. Neste plano, os alunos poderão não só identificar esse tipo de oração, mas também entender sua aplicação em diferentes contextos textuais, enriquecendo seu conhecimento na disciplina de Língua Portuguesa.

As aulas estão organizadas para aproveitar ao máximo o tempo disponível, incentivando a prática em habilidades que envolvem o entendimento da norma-padrão da língua. Ao longo do desenvolvimento das atividades, os alunos deverão se sentir cada vez mais confortáveis em identificar, analisar e produzir orações sem sujeito, contribuindo para o desenvolvimento de sua crítica textual e produção escrita.

Tema: Oração sem sujeito
Duração: 240 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 9º ano
Faixa Etária: 14 a 15 anos
Disciplina/Campo: Língua Portuguesa

Objetivo Geral:

Promover o entendimento e a prática de orações sem sujeito, possibilitando aos alunos a habilidade de identificar, analisar e produzir textos que utilizem essa estrutura de forma adequada.

Objetivos Específicos:

– Reconhecer e classificar orações sem sujeito em diferentes contextos.
– Produzir frases e textos utilizando corretamente orações sem sujeito.
– Comparar exemplos de orações sem sujeito com orações que possuem sujeito, identificando diferenças de sentido e estilo.
– Discutir a importância da estrutura sintática na clareza e coerência textual.

Habilidades BNCC:


(EF09LP01) Analisar o fenômeno da disseminação de notícias falsas nas redes sociais e desenvolver estratégias para reconhecê-las a partir da verificação/avaliação do veículo fonte data e local da publicação autoria URL da análise da formatação da comparação de diferentes fontes da consulta a sites de curadoria que atestam a fidedignidade do relato dos fatos e denunciam boatos etc.

(EF09LP04) Escrever textos corretamente de acordo com a norma-padrão com estruturas sintáticas complexas no nível da oração e do período.

(EF09LP05) Identificar em textos lidos e em produções próprias orações com a estrutura sujeito-verbo de ligação-predicativo.

(EF09LP10) Comparar as regras de colocação pronominal na norma-padrão com o seu uso no português brasileiro coloquial.

(EF09LP11) Inferir efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial, conjunções e articuladores textuais.

Materiais Necessários:

– Quadro branco e marcadores
– Projetor multimídia
– Textos de leitura sobre orações sem sujeito
– Apostilas com exercícios práticos
– Acesso à internet para pesquisa
– Recursos audiovisuais (vídeos explicativos)

Situações Problema:

– O que acontece quando uma frase não possui um sujeito explícito?
– Como usamos orações sem sujeito em situações cotidianas e em textos formais?
– De que forma as orações sem sujeito podem contribuir para a fluência de um texto?

Contextualização:

As orações sem sujeito são uma característica comum na língua portuguesa, frequentemente utilizadas para transmitir ideias de forma objetiva e direta. Esta estrutura gramatical é utilizada em contextos diversos, como em frases impessoais e na voz passiva. Ao longo do plano, os alunos descobrirão a importância desse tipo de oração e como ela pode enriquecer a comunicação escrita e oral.

Desenvolvimento:

– Introdução ao tema com uma explicação sobre orações sem sujeito, destacando exemplos do cotidiano.
– Discussão coletiva sobre as situações onde essas orações são empregadas.
– Análise de textos literários e informativos com orações sem sujeito, com destaque para a função deles no contexto.
– Atividades práticas onde os alunos irão identificar e criar orações sem sujeito em diferentes contextos.

Atividades sugeridas:

1. Leitura e Análise: Ler um artigo ou conto curto e destacar as orações sem sujeito.
2. Criação de Frases: Cada aluno deverá criar cinco frases utilizando orações sem sujeito e apresentá-las para a turma.
3. Jogo de Identificação: Em grupos, os alunos receberão uma lista de frases e terão que identificar quais são orações sem sujeito.
4. Produção Textual: Redação de um pequeno texto, onde pelo menos 30% das orações devem ser sem sujeito.
5. Debate: Discussão sobre o impacto das orações sem sujeito na clareza dos textos.

Discussão em Grupo:

Promova uma discussão em grupo onde os alunos compartilhem suas experiências ao utilizar orações sem sujeito em suas produções e a percepção sobre a fluidez e a clareza nos textos.

Perguntas:

– O que você percebe ao ler um texto rico em orações sem sujeito?
– Como as orações sem sujeito influenciam a sua compreensão de um texto?
– Quais situações você considera mais adequadas para o uso de orações sem sujeito?

Avaliação:

A avaliação será feita por meio da observação da participação nas atividades em grupo e individuais, a produção textual final e a qualidade e coerência na criação das frases com orações sem sujeito.

Encerramento:

Ao final da aula, reflita com os alunos sobre a importância da estrutura gramatical e como isso impacta a escrita e leitura. Incentive-os a observar o uso de orações sem sujeito em textos que consumam diariamente.

Dicas:

– Utilize textos que os alunos já conhecem para facilitar a compreensão.
– Esteja disponível para esclarecer dúvidas durante as atividades práticas.
– Incentive a criatividade ao criar frases e textos.

Texto sobre o tema:

As orações sem sujeito são uma construção que frequentemente aparece na língua portuguesa, representando uma forma de expressão mais impessoal. Essa construção se faz presente, por exemplo, nas frases que têm um caráter geral ou nas chamadas impessoais, que são aquelas que não têm um sujeito explícito. Essas orações são úteis para transmitir uma informação de forma neutra e objetiva, sem o viés que um sujeito poderia trazer.

Um exemplo clássico dessa estrutura é a frase “Faz frio”. Aqui, não temos um sujeito explícito, mas a ideia de frio é apresentada de maneira clara. As orações sem sujeito também se manifestam em construções passivas, como “Vendeu-se a casa”. Nessa construção, o foco da frase é a ação, não quem a pratica. Essa forma pode tornar o discurso mais fluido e evitar redundâncias, especialmente em textos acadêmicos e jornalísticos.

Por fim, compreender a dinâmica das orações sem sujeito enriquece a capacidade dos alunos de construir textos mais coesos e objetivos, sendo uma ferramenta importante para a comunicação eficaz. Trabalhar esse conceito na aula é, portanto, essencial para a formação de um aluno mais crítico e apto a se expressar em diferentes contextos.

Desdobramentos do plano:

Esse plano de aula pode ser desdobrado em diferentes áreas do conhecimento, como a História e a Geografia, através da promoção de debates e discussões que envolvam textos desse tipo em diferentes contextos. Além disso, pode-se desenvolver um projeto interdisciplinar onde os alunos criam um jornal da escola, aplicando o conhecimento sobre orações sem sujeito em editoriais e reportagens.

Outro caminho é a utilização de mídias digitais para produção de conteúdo, onde os alunos possam criar um blog ou um canal de vídeo, utilizando textos que incorporam orações sem sujeito, explorando essa estrutura de forma criativa e inovadora. O potencial de uso de plataformas digitais para disseminar esse conhecimento pode trazer um novo elemento às práticas pedagógicas, tornando-as mais atrativas para os alunos.

Na sequência das aulas, é possível explorar a relação entre as orações sem sujeito e a oralidade, promovendo atividades que envolvam debates ou apresentações, onde a ênfase na utilização desse tipo de oração pode se mostrar um diferencial na clareza e na eficácia da comunicação.

Orientações finais sobre o plano:

Este plano de aula deve ser flexível e adaptável às realidades da sala de aula, possibilitando que o professor faça ajustes conforme o andamento das atividades e a dinâmica do grupo. É importante sempre ouvir o feedback dos alunos e estar aberto a sugestões que possam enriquecer o processo de ensino-aprendizagem.

Além disso, a interação e a troca entre os alunos podem trazer benefícios ao entendimento do tema, facilitando a construção conjunta do conhecimento. O professor pode atuar como mediador, guiando as discussões e promovendo um ambiente que favoreça a participação de todos.

Por último, a avaliação deve ser um processo contínuo, que leve em conta não apenas o resultado final do aprendizado, mas também o entusiasmo com que os alunos participam das atividades. Valer-se de múltiplos instrumentos de avaliação, como portfólios e autoavaliações, poderá oferecer uma visão mais abrangente do desenvolvimento dos alunos.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça-palavras: Criar um caça-palavras com palavras e expressões que indiquem orações sem sujeito, como “faz”, “havia”, “é preciso”, entre outras.
2. Teatro de Fantoches: Os alunos podem usar fantoches para representar diálogos que incluam orações sem sujeito, trazendo uma dimensão lúdica à aprendizagem.
3. Jogo de Cartas: Produzir cartas com frases, algumas com sujeito e outras sem. Os alunos devem formar pares de frases com o mesmo sentido ou contexto.
4. Roda de Histórias: Os alunos se sentam em círculo e cada um, por sua vez, adiciona uma frase à história, sendo desafiados a incluir orações sem sujeito.
5. Desafio da Charadas: Criar charadas usando orações sem sujeito, onde os alunos devem adivinhar a frase ou expressão a partir da dica dada, promovendo a interação e o pensamento crítico sobre a estrutura das frases.