Neste plano de aula, os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental 2 terão a oportunidade de explorar a forma tridimensional e a perspectiva com um ponto de fuga, aliando teoria e prática na criação de obras artísticas. O foco será desenvolver a compreensão e a apreciação das esculturas, tanto em suas texturas táteis quanto óticas. A atividade permitirá que os alunos não apenas entendam essas técnicas, mas também pratiquem-as, criando suas próprias esculturas e aprimorando suas habilidades em artes visuais.
A proposta abrange uma jornada de 8 aulas, onde os estudantes aprenderão sobre os elementos constitutivos das artes visuais, contextualizando suas produções artísticas em relação a diferentes estilos, épocas e contextos culturais. Ao final do plano, espera-se que os alunos tenham uma melhor compreensão do espaço tridimensional e das técnicas de perspectiva, além de ter experimentado a produção artística em diversas formas.
Tema: Forma tridimensional; Perspectiva com 1 ponto de fuga; Esculturas Textura: táteis e óticas
Duração: 8 aulas
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 7º ano
Faixa Etária: 11 a 12 anos
Objetivo Geral:
Promover a compreensão e a prática das técnicas artísticas de forma tridimensional, incluindo a perspectiva com um ponto de fuga e a criação de esculturas com texturas táteis e óticas, desenvolvendo habilidades no campo das artes visuais.
Objetivos Específicos:
– Compreender o conceito de perspectiva e sua aplicação na arte tridimensional.
– Criar esculturas utilizando diferentes técnicas que enfatizem as texturas táteis e óticas.
– Analisar obras de artistas contemporâneos e tradicionais que exploram a forma tridimensional e a perspectiva.
– Desenvolver a capacidade crítica e interpretativa em relação às produções artísticas dos colegas e de obras estudadas.
Habilidades BNCC:
–
(EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico visuais e cultivar a percepção o imaginário a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
–
(EF69AR02) Pesquisar e analisar diferentes estilos visuais contextualizando-os no tempo e no espaço.
–
(EF69AR04) Analisar os elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, direção, cor, tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na apreciação de diferentes produções artísticas.
–
(EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia, performance etc.).
–
(EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais com base em temas ou interesses artísticos de modo individual, coletivo e colaborativo fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais.
Materiais Necessários:
– Papel para desenho
– Lápis e borracha
– Argila ou massa de modelar
– Tesoura e cola
– Tintas acrílicas e pincéis
– Texturas diversas (papéis de diferentes tipos e superfícies, tecidos, etc.)
– Materiais para montagem de esculturas (fita adesiva, papelão, arame).
Situações Problema:
– Como representar a tridimensionalidade em uma superfície bidimensional?
– Quais técnicas podem ser utilizadas para criar texturas em esculturas?
– Como a perspectiva com um ponto de fuga pode alterar a percepção de um objeto tridimensional?
Contextualização:
Na história da arte, as formas tridimensionais e a perspectiva foram fundamentais para a representação mais realista do espaço. Artistas como Leonardo da Vinci e Albrecht Dürer dedicaram-se a estudar a perspectiva para criar obras que desafiam a visão do espectador. Hoje, escultores contemporâneos continuam a explorar esses conceitos, utilizando tecnologias modernas e abordagens inovadoras. Este plano de aula permitirá que os alunos se tornem mais conscientes dos processos de criação artística e da importância da técnica na forma como a arte é percebida.
Desenvolvimento:
Durante as 8 aulas, as etapas do desenvolvimento serão divididas da seguinte maneira:
1ª Aula: Introdução aos conceitos de forma tridimensional e perspectiva. Análise de obras de arte que utilizam essas técnicas.
2ª Aula: Exercícios de esboço que introduzem a perspectiva com um ponto de fuga.
3ª Aula: Introdução às técnicas de escultura utilizando argila ou massa de modelar.
4ª Aula: Criação de pequenas esculturas, enfatizando a textura tátil.
5ª Aula: Exploração das texturas óticas na pintura ou colagem.
6ª Aula: Desenvolvimento das esculturas com foco na aplicação da perspectiva.
7ª Aula: Reflexão sobre as obras criadas e aprimoramento das esculturas.
8ª Aula: Exposição das obras feitas e discussão em grupo.
Atividades sugeridas:
1. Aula 1: Discussão sobre a forma tridimensional em obras de arte. Apresentar slides ou vídeos sobre artistas que utilizam perspectiva.
2. Aula 2: Guiar os alunos em exercícios de desenho que pratiquem a perspectiva com um ponto de fuga. Usar linhas guias para facilitar o entendimento.
3. Aula 3: Introduzir a argila como material de escultura, ensinando a criar formas básicas e texturas.
4. Aula 4: Cada aluno criará uma pequena escultura que incorpora texturas táteis, explorando diferentes formas de modelar.
5. Aula 5: Usar papel e outros materiais para criar texturas óticas. Os alunos experimentarão colagem e pintura para adicionar elementos de profundidade às suas obras.
6. Aula 6: Trabalhar na execução final das esculturas, aplicando o conceito de perspectiva nas criações.
7. Aula 7: Promover uma sessão de feedback onde os alunos podem apresentar suas esculturas e receber sugestões de melhorias.
8. Aula 8: Organizar uma exposição das obras na sala de aula. Discuta as diferentes técnicas e estilos utilizados.
Discussão em Grupo:
Após a realização das atividades, promova uma discussão em grupo onde os alunos serão incentivados a compartilhar suas experiências ao longo do processo criativo. Questões como “Qual foi a parte mais desafiadora da criação de suas esculturas?” e “Como as técnicas aprendidas influenciaram sua percepção da arte?” podem ser utilizadas para guiar a conversa. Essa troca de experiências permitirá que os alunos vejam diferentes perspectivas e soluções criativas.
Perguntas:
1. O que você aprendeu sobre a perspectiva e como ela pode influenciar a percepção de uma escultura?
2. Como as texturas táteis e óticas mudaram a forma como você vê a arte?
3. Em sua opinião, qual a importância de explorar diferentes formas de expressão artística?
Avaliação:
A avaliação será realizada através da observação da participação dos alunos nas discussões, na execução das atividades práticas e na apresentação final das esculturas. Os alunos serão avaliados quanto à sua capacidade de aplicar as técnicas aprendidas, de discutir criticamente suas obras e a possibilidade de avaliar as obras dos colegas.
Encerramento:
Ao final das aulas, será importante refletir sobre o que foi aprendido. Os alunos poderão compartilhar suas obras com outras turmas ou no espaço escolar, promovendo um verdadeiro diálogo entre as criações artísticas. Além disso, discuta a importância da arte em suas vidas e como as técnicas vistas podem ser aplicadas em futuras produções.
Dicas:
1. Motive os alunos a pesquisar diferentes artistas que utilizam a perspectiva e a escultura em suas obras.
2. Dê liberdade para os alunos experimentarem com texturas e materiais fora do convencional.
3. Mantenha um ambiente de apoio e incentivo, onde cada aluno se sinta confiante para expressar seu estilo artístico.
Texto sobre o tema:
A criação de formas tridimensionais na arte permite que o espectador experimente a profundidade e o espaço de maneira mais envolvente. A perspectiva com um ponto de fuga é uma técnica que ajuda a criar a ilusão de profundidade, onde todas as linhas paralelas de um objeto convergem em um único ponto no horizonte. Essa técnica foi amplamente explorada durante o Renascimento e permanece relevante na arte contemporânea.
As esculturas são uma forma poderosa de arte que combina várias técnicas e materiais, permitindo a exploração de texturas táteis e óticas. As texturas táteis são aquelas que podem ser sentidas pelos dedos, enquanto as texturas óticas são visualmente percebidas, trazendo diferentes dimensões e sentimentos à obra. A escultura, ao brincar com essas duas dimensões, desafia o expectador a envolver-se fisicamente e emocionalmente.
Ao aprofundar-se neste tema, os alunos desenvolvem uma varanda de habilidades, desde a apreciação e análise de obras até a aplicação prática de técnicas artísticas. Essa jornada não só os torna mais habilidosos, mas também amplia sua visão de mundo e sua experiência com as artes visuais.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula proposto pode ser desdobrado em várias outras atividades, permitindo que os alunos explorem ainda mais o tema. Um possível desdobramento é a organização de uma exposição artística na escola, onde cada turma pode apresentar suas obras e discutir as técnicas utilizadas com outros alunos. Isso estimula um intercâmbio de ideias e inspirações artísticas.
Outro desdobramento interessante seria a inclusão de uma componente digital, onde os alunos poderiam usar software de modelagem 3D para criar suas esculturas. Essa abordagem moderna integra tecnologia ao aprendizado, desenvolvendo habilidades relevantes para o futuro.
Além disso, uma série de workshops com artistas plásticos convidados poderia ser uma extensão muito rica deste plano, onde os alunos teriam a oportunidade de aprender de forma prática com profissionais do campo das artes visuais, consolidando assim os conhecimentos adquiridos em sala.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o professor mantenha um ambiente de acolhimento e incentivo, permitindo que os alunos se sintam à vontade para experimentar e expressar suas ideias. A criatividade deve ser valorizada, e as críticas construtivas devem ser sempre feitas de modo a fomentar o crescimento e a evolução artística dos alunos.
Além disso, a interdisciplinaridade pode ser uma aliada importante neste plano. Articular com disciplinas como História e Geografia pode enriquecer a compreensão do contexto das obras estudadas, criando uma conexão mais forte com a realidade dos alunos.
Por fim, após a realização das aulas, é essencial refletir sobre o que funcionou bem e o que pode ser aprimorado, para garantir que as futuras propostas de atividades sejam cada vez mais enriquecedoras e colaborativas, sempre respeitando o ritmo e os interesses dos alunos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Caça ao Tesouro Artístico: Organize uma caça ao tesouro em que os alunos devem encontrar obras de arte com diferentes texturas e perspectivas pelo espaço escolar, documentando-as com fotografias e criando um mural.
2. Teatro de Sombras: Incentive os alunos a criar formas tridimensionais que possam ser usadas em um teatro de sombras. Eles devem explorar a luz e sombra para contar uma história por meio da arte, unindo a escultura à performance.
3. Dia do Artista: Dedique um dia para os alunos apresentarem os artistas que mais admiram, criando uma mini-exposição sobre suas técnicas, estilos e impacto no mundo da arte.
4. Construindo em Grupo: Proponha que os alunos, em grupos, criem uma escultura coletiva, onde cada um deve adicionar uma parte que represente suas ideias. Essa atividade estimulará a colaboração e a troca de experiências.
5. Desafio do Transferência: Desafie os alunos a transformar um objeto cotidiano em uma obra de arte tridimensional, utilizando técnicas de perspectiva e texturas. Eles devem apresentar suas obras e explicar o processo criativo.
Este plano de aula proporciona um espaço abrangente para a exploração e apreciação da forma tridimensional, da perspectiva e das esculturas. A abordagem prática e reflexiva estimulará o desenvolvimento artístico dos alunos, contribuindo para uma formação integral e rica em experiências diversas.