Plano de Aula: Figuras de Linguagem: Crônica “SR. Google Pacheco” de Juliano Martinz. (Ensino Fundamental 2) – 7º ano

A presente proposta de plano de aula visa proporcionar uma imersão nas diversas figuras de linguagem presentes na crônica “Sr. Google Pacheco”, de Juliano Martinz. A crônica, ao explorar o cotidiano sob uma perspectiva crítica e humorada, permite que os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental desenvolvam habilidades de leitura e interpretação, além de estimularem a criatividade ao criarem suas próprias narrativas. Assim, a análise do texto se torna uma rica oportunidade para entender como as figuras de linguagem influenciam a comunicação e a literatura.

Ademais, o intuito é fomentar discussões sobre a linguagem em um contexto contemporâneo, onde as referências tecnológicas estão cada vez mais presentes no dia a dia dos jovens. Dessa forma, as atividades propostas vão além da simples leitura, envolvendo a produção textual, a criação de poesias e crônicas, explorando os recursos linguísticos que fazem parte do universo da Literatura. A interação entre os alunos também será uma peça-chave nesse processo de aprendizado, promovendo o respeito e a troca de ideias.

Tema: Figuras de Linguagem: Crônica “Sr. Google Pacheco” de Juliano Martinz.
Duração: 110 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 7º ano
Faixa Etária: 12 a 13 anos

Objetivo Geral:

Desenvolver a capacidade de análise crítica, interpretação e produção textual a partir da leitura da crônica “Sr. Google Pacheco”, compreendendo e utilizando figuras de linguagem.

Objetivos Específicos:

1. Identificar e explicar as figuras de linguagem presentes na crônica.
2. Analisar a intertextualidade e as referências culturais presentes no texto.
3. Produzir uma crônica ou poema utilizando figuras de linguagem aprendidas.
4. Discutir o impacto das figuras de linguagem na comunicação.

Habilidades BNCC:


(EF07LP01) Distinguir diferentes propostas editoriais – sensacionalismo, jornalismo investigativo, etc. – de forma a identificar os recursos utilizados para impactar/chocar o leitor.

(EF07LP28) Ler de forma autônoma e compreender, selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros.

(EF67LP38) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como comparação, metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, dentre outras.

Materiais Necessários:

– Cópias da crônica “Sr. Google Pacheco” de Juliano Martinz.
– Quadro branco e marcadores.
– Papel e caneta para as produções textuais.
– Projetor e computador (opcional).

Situações Problema:

Como as figuras de linguagem podem transformar a interpretação de textos? De que maneira podemos utilizar esses recursos em nossas próprias produções textuais, tornando-as mais ricas e criativas?

Contextualização:

Vivemos em um mundo onde a comunicação é mediada por diversas tecnologias. A crônica “Sr. Google Pacheco” nos convida a refletir sobre esse cenário com um toque de humor e crítica social. O conhecimento das figuras de linguagem permitirá que os alunos não só entendam o texto, mas também que se sintam inspirados a produzir suas próprias narrativas com criatividade e reflexão crítica.

Desenvolvimento:

1. Leitura da Crônica: Começar a aula com a leitura coletiva da crônica “Sr. Google Pacheco”, destacando as partes que apresentam figuras de linguagem. Utilizar o quadro branco para anotar as figuras mencionadas pelos alunos.
2. Apresentação das Figuras de Linguagem: Em seguida, discutir as figuras de linguagem citadas, como metáfora, metonímia, ironia, entre outras, explicando suas definições e funções.
3. Análise do Texto: Dividir os alunos em grupos para que analisem diferentes trechos da crônica, buscando identificar as figuras de linguagem, seu efeito no texto e a mensagem que o autor deseja transmitir.
4. Produção Textual: Solicitar que cada aluno escreva uma crônica ou poema de sua própria autoria, utilizando ao menos três figuras de linguagem. Os alunos poderão escolher temas contemporâneos para enriquecer a produção e torná-la mais relevante.
5. Apresentação dos Trabalhos: Proporcionar um espaço para que os alunos leiam suas produções para a turma, promovendo a troca de feedbacks construtivos.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Leitura da Crônica
– Realizar a leitura coletiva da crônica “Sr. Google Pacheco”.
– Identificar e discutir as figuras de linguagem presentes.

Dia 2: Pesquisa e Discussão
– Dividir os alunos em grupos para que realizem uma pesquisa breve sobre figuras de linguagem utilizadas na literatura.
– Apresentação dos grupos e debate.

Dia 3: Análise do Texto
– Analisar o texto em grupos, identificando o impacto das figuras de linguagem nas mensagens transmitidas.

Dia 4: Produção Textual
– Produzir crônicas ou poemas individuais com a presença de figuras de linguagem.

Dia 5: Apresentação e Reflexão
– Apresentação dos textos e feedback entre colegas.
– Discussão sobre a importância das figuras de linguagem na literatura e na comunicação.

Discussão em Grupo:

Promover um debate sobre como as figuras de linguagem influenciam a maneira como nos expressamos e como recebemos as mensagens. Perguntar aos alunos como eles percebem o uso dessas figuras em suas interações cotidianas, como nas redes sociais e em textos escolares.

Perguntas:

1. O que você entendeu sobre figuras de linguagem após a leitura da crônica?
2. Como você descreveria a importância da linguagem figurativa para a literatura?
3. Você já utilizou figuras de linguagem em suas produções anteriores? Pode nos dar um exemplo?

Avaliação:

A avaliação será baseada em:
– Participação nas discussões em grupo.
– Identificação correta e explicação das figuras de linguagem durante a análise do texto.
– Criatividade e uso correto das figuras de linguagem nas produções textuais.
– Clareza e organização nas apresentações dos trabalhos.

Encerramento:

Finalizar a aula revisitando as principais figuras de linguagem discutidas e incentivando os alunos a continuarem explorando esses recursos em suas leituras e produções. Encorajar os alunos a refletir sobre a importância da linguagem e como ela molda nossas percepções do mundo.

Dicas:

1. Utilize exemplos do cotidiano para ilustrar figuras de linguagem, como memes e postagens em redes sociais, pois eles são viáveis para os estudantes.
2. Realize uma roda de leitura onde os alunos possam compartilhar suas crônicas ou poemas e receber feedback dos colegas.
3. Incentive a utilização de recursos visuais como ilustrações para complementar as produções textuais dos alunos, facilitando a compreensão das figuras de linguagem empregadas.

Texto sobre o tema:

As figuras de linguagem são ferramentas essenciais na comunicação e na literatura. Elas têm o poder de alterar o sentido literal das palavras, levando o leitor a explorar significados mais profundos e sutis. Através da metáfora, por exemplo, podemos criar vínculos inesperados entre conceitos diversos, como dizer que “a vida é um palco”, onde cada um desempenha seu papel, abrindo espaço para reflexões sobre a condição humana. Elas também tornam a linguagem mais rica e expressiva, ajudando a capturar a atenção do leitor e a descrever emoções e cenários de forma mais vívida.

Na crônica “Sr. Google Pacheco”, Juliano Martinz utiliza figuras de maneira habilidosa, transformando situações cotidianas em crônicas que fazem os leitores rirem e refletirem ao mesmo tempo. O uso de hipérboles para exagerar algumas características dos personagens e a ironia para criticar aspectos do cotidiano são apenas alguns exemplos do impacto que as figuras de linguagem podem ter nas narrativas. Esse jogo de interpretações amplia a compreensão do texto pela capacidade única das figuras de linguagem de transpor a barreira do óbvio e do comum.

Portanto, a exploração das figuras de linguagem através de textos como a crônica acima não só enriquece a experiência literária dos estudantes, mas também reforça a necessidade de uma habilidade essencial em um mundo bombardeado por mensagens multimidiáticas. A reflexão sobre o uso e o efeito das figuras de linguagem nas produções ajuda os alunos a se tornarem comunicadores mais eficazes e críticos, capazes de valorizar a riqueza da língua portuguesa.

Desdobramentos do plano:

Uma vez que os alunos tenham explorado as figuras de linguagem e produzido seus textos, o plano pode ser desdobrado em diferentes vertentes de aprendizagem. Um passo interessante seria a organização de um sarau na escola, onde os alunos apresentariam suas produções para a comunidade escolar, promovendo uma celebração da língua e da criatividade. Essa atividade ajudaria a reforçar a importância do compartilhamento cultural e artístico, além de estimular a autoconfiança dos alunos.

Outra possibilidade é a criação de um blog da turma onde eles podem publicar suas crônicas e poemas, com recortes sobre as discussões em sala de aula. Esse espaço permitiria que os alunos interagissem com uma audiência maior, desenvolvendo competências digitais e ampliando suas habilidades de escrita e edição. Além disso, este tipo de atividade promove uma troca contínua de ideias e experiências, enriquecendo ainda mais o aprendizado.

Finalmente, iniciar um projeto de leitura de crônicas e poesias contemporâneas para criar um leque de referências na produção textual. Os alunos poderiam realizar pesquisas sobre diferentes autores e estilos, explorando a diversidade da literatura brasileira e expandindo seu entendimento sobre como figuras de linguagem são utilizadas em diversos contextos. Com isso, eles se tornarão leitores mais críticos e sensíveis, aptos a apreciar e produzir textos de qualidade.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implementar o plano, é importante que o educador mantenha um ambiente acolhedor e encorajador, onde os alunos se sintam seguros para expressar suas ideias e opiniões. As discussões em grupo devem ser mediadas de tal forma que todos os alunos tenham a oportunidade de participar, respeitando a diversidade de opiniões existentes. O professor deve estar atento também aos alunos que possam ter dificuldades, oferecendo suporte adicional conforme necessário.

Além disso, o uso de tecnologias digitais pode ser uma aliada valiosa na elaboração das atividades, como apresentar vídeos ou materiais interativos que ilustrem as figuras de linguagem de maneira dinâmica. Com a integração da tecnologia, é possível engajar ainda mais os alunos, estimulando o interesse pela aprendizagem de maneira inovadora.

Por último, é fundamental que o professor reforce a importância da leitura constante na formação de um bom escritor e comunicador. Incentivar os alunos a lerem diferentes gêneros literários, como contos, novelas e poesias, além de ajudá-los a desenvolver uma ampla cultura literária e um vocabulário rico, essenciais para a produção textual criativa e crítica.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo das Figuras de Linguagem: Criar um jogo de cartas onde cada figura de linguagem é representada em uma carta, e os alunos devem encontrar exemplos e produções que utilizem cada uma delas.

2. Criação de Mímicas Literárias: Os alunos devem, em duplas, encenar uma figura de linguagem (como metonímia ou hipérbole) sem usar palavras, tendo o restante da turma que adivinhar qual é a figura.

3. Caça ao Tesouro Linguístico: Organizar uma caça ao tesouro na escola onde os alunos têm que encontrar exemplos de figuras de linguagem em cartazes, banners e murais.

4. Criação de Vídeos Curiosos: Alunos podem produzir pequenos vídeos onde ilustram figuras de linguagem de maneira criativa, utilizando recursos visuais e sonoros.

5. Poesia Coletiva: Realizar uma atividade em que todos os alunos contribuam com uma linha de poesia que contenha uma figura de linguagem, resultando em uma composição única que será recitada em voz alta.

Essas sugestões visam engajar os alunos de forma criativa e lúdica, estimulando tanto a aprendizagem quanto o prazer pela linguagem.