Neste plano de aula, o foco será a criação de autorretratos dos moradores da comunidade do Barro Duro em Itaberaba. A proposta busca que os alunos do 5º ano do ensino fundamental explorem as suas habilidades artísticas, conhecendo e valorizando as identidades da sua própria comunidade. Através de atividades práticas e criativas, os alunos terão a oportunidade de expressar quem são e a cultura local, promovendo um espaço de diálogo e reflexão sobre a sua identidade e a do outro.
A atividade vai além do mero retrato, trazendo à tona discussões importantes sobre cultura, pertencimento e valorizar as raízes locais. Ao utilizar diferentes técnicas artísticas, as crianças poderão explorar a criatividade de forma autêntica e original, reconhecendo a expressão de sentimentos e memórias através da arte. O plano contempla o desenvolvimento de habilidades e competências dispostas na BNCC, formulando um ensino que se faz relevante e contextualizado.
Tema: Autorretrato dos moradores da comunidade do Barro Duro em Itaberaba
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 5º ano
Faixa Etária: 10 anos
Objetivo Geral:
Promover a expressão individual e coletiva dos alunos através da criação de autorretratos, reconhecendo a importância da identidade cultural e da comunidade do Barro Duro em Itaberaba.
Objetivos Específicos:
– Estimular a percepção e apreciação de formas distintas de expressão artística através do autorretrato.
– Incentivar a exploração de diferentes elementos constitutivos das artes visuais.
– Proporcionar um espaço de diálogo sobre a influência cultural local nas manifestações artísticas dos alunos.
– Desenvolver a habilidade de trabalhar tanto de forma individual quanto em grupo, promovendo a colaboração e o compartilhamento de ideias.
– Fomentar a capacidade de análise e reflexão sobre as criações artísticas, tanto pessoais quanto das outras crianças.
Habilidades BNCC:
–
(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
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(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais, ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento, etc.
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(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais.
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(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística, como desenho, pintura, colagem, escultura, etc., fazendo uso sustentável de materiais, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
–
(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.
–
(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e a dos colegas para alcançar sentidos plurais.
Materiais Necessários:
– Papéis de diferentes texturas e gramaturas (ofício, cartolina, papéis reciclados)
– Lápis, canetas, lápis de cor, tinta guache, pincéis
– Tesoura e cola
– Materiais recicláveis (embalagens, botões, tecidos) para colagem
– Espelhos (pequenos) para observação
Situações Problema:
– Como posso me retratar de uma forma que represente verdadeiramente quem eu sou?
– Quais elementos da minha comunidade eu posso usar para expressar a minha identidade?
– De que maneiras posso usar diferentes materiais para contar a minha história através do autorretrato?
Contextualização:
Os alunos deverão trazer para a aula elementos que representem a sua realidade como moradores da comunidade do Barro Duro. O professor pode iniciar a atividade com uma conversa sobre a importância da arte na representação do eu e dos outros, questionando-os sobre o que é ser parte dessa comunidade. É essencial que os alunos entendam que suas experiências e referências pessoais são ricas em significados e podem se transformar em arte.
Desenvolvimento:
1. A aula se iniciará com uma roda de conversa sobre o que é um autorretrato e a importância da identidade cultural.
2. Os alunos devem trazer imagens, objetos ou elementos que representem suas histórias e a cultura da comunidade.
3. Os estudantes irão explorar diferentes técnicas de desenho e pintura e a partir disso, o professor apresentará as técnicas utilizadas para criar um autorretrato.
4. Cada aluno irá, inicialmente, desenhar sua silhueta em um papel, depois irá personalizá-la utilizando os materiais disponíveis.
5. Os alunos devem incorporar elementos que simbolizem suas experiências e vivências na comunidade, como cores, formas e objetos.
6. Ao final, cada aluno terá a oportunidade de apresentar seu autorretrato para a turma, explicando os elementos que escolheu e o que eles representam.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Roda de conversa sobre o que é um autorretrato.
– Dia 2: Exploração de desenhos com lápis: os alunos farão esboços de si mesmos.
– Dia 3: Utilização de materiais recicláveis para elementos de colagem; pesquisa sobre a cultura local.
– Dia 4: Pintura dos autorretratos utilizando tinta guache com as silhuetas já desenhadas.
– Dia 5: Apresentação dos autorretratos em forma de exposições, com a explicação de cada figura.
Discussão em Grupo:
Ao final de cada atividade, os alunos devem se reunir em grupos para discutir o que aprenderam sobre a arte e sobre si mesmos ao longo do processo. O professor deve incentivar o diálogo, fazendo perguntas para direcionar a conversação, como: “O que você sentiu ao trabalhar em seu autorretrato?” e “Como você acredita que a comunidade influenciou sua arte?”. Essa discussão ajudará a consolidar o aprendizado.
Perguntas:
– O que você aprendeu sobre a cultura do Barro Duro através da criação dos autorretratos?
– Como você se sentiu se retratando artisticamente?
– Quais foram os desafios que você encontrou ao trabalhar com diferentes materiais?
Avaliação:
A avaliação será contínua e levará em conta a participação nas atividades, o envolvimento nas discussões e a criatividade expressa nos autorretratos. O professor observará se os alunos refletem sobre o seu próprio processo criativo, bem como se são capazes de relacionar suas criações às suas culturas locais e às experiências compartilhadas em sala de aula.
Encerramento:
O encerramento será feito com uma exposição dos autorretratos criados pelos alunos, que poderá ser aberta para toda a escola e seus familiares, proporcionando um espaço de reconhecimento para todos os estudantes. O professor poderá incentivar os alunos a falarem sobre a experiência, permitindo um espaço para reflexões e feedbacks.
Dicas:
– Propor que os alunos pesquisem sobre artistas que trabalham com identidade e representatividade em suas obras.
– Reforçar o uso sustentável de materiais, incentivando práticas de reciclagem e reutilização.
– Criar um ambiente acolhedor para que os alunos se sintam à vontade para expressar suas histórias e identidades.
Texto sobre o tema:
A arte é uma forma poderosa de expressão que vai além da técnica; ela fala de nossas vivências, memórias e da comunidade em que estamos inseridos. O autorretrato, por sua natureza, nos convida a refletir sobre nossa identidade e como nos vemos em meio ao mundo ao nosso redor. Mais especificamente, no contexto da comunidade do Barro Duro em Itaberaba, os autorretratos servem como um instrumento de valorização da cultura local, proporcionando insight sobre as histórias e as experiências que moldam suas vidas.
Ao criar um autorretrato, temos a oportunidade de revelar não apenas nossa aparência, mas também as nuances de nossas emoções, nossas experiências e nossas raízes culturais. Como moradores do Barro Duro, cada criança traz em si um conjunto único de histórias que precisa ser contado. As expressões artísticas que emergirão desse processo não apenas documentarão a singularidade de cada aluno, mas também criarão um legado coletivo que celebra a diversidade e as ricas tradições da comunidade.
Através de técnicas artísticas variadas, os alunos têm a chance de experimentar e explorar o que significa “ser do Barro Duro”. Essa interação com a arte também serve para fortalecer laços comunitários, já que essas criações poderão ser reconhecidas por todos ao redor, proporcionando um sentimento de pertencimento e valorização. A arte, neste sentido, torna-se um meio de conexão e um veículo de consciência cultural essencial para a formação de uma identidade sólida e respeitosa.
Desdobramentos do plano:
Após a realização do autorretrato, uma proposta de desdobramento pode ser a montagem de uma galeria de arte da escola, onde todos os alunos possam expor suas obras e discutir o significado de cada autorretrato. Essa interação pode abrir oportunidades para visitas escolares, onde os alunos de outras turmas podem conhecer mais sobre a comunidade do Barro Duro. Isso não apenas valoriza a produção artística dos alunos, mas também promove conscientização e respeito cultural entre diferentes grupos escolares.
Outra possibilidade é incentivar os alunos a criar uma linha do tempo ou um mural coletivo que retrate a evolução da comunidade e suas tradições. Dessa forma, os alunos podem perceber as transformações em sua vivência cultural e entender como suas histórias se interligam com a história do Barro Duro. Através de trabalhos em grupo, essa atividade promove a colaboração e a pesquisa, além de estimular a capacidade de trabalho em equipe e a habilidade de construir narrativas coletivas.
Por fim, os professores podem programar um encontro com artistas locais ou artesãos da comunidade, que podem compartilhar seus conhecimentos e suas próprias experiências criativas. Oferecer esse tipo de interação pode fazer com que os alunos vejam a arte não apenas como um projeto escolar, mas como uma linguagem viva e vibrante que também faz parte do cotidiano da sua vida. Essas ações podem ajudar a consolidar os laços de pertencimento e incentivar o orgulho de suas raízes.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o professor esteja atento à diversidade cultural dos alunos e às suas realidades, promovendo um ambiente inclusivo onde cada um possa se expressar livremente. As atividades devem ser adaptadas de acordo com as necessidades e contextos dos alunos, assegurando que todos tenham espaço para explorar suas habilidades artísticas e narrativas individuais.
O desenvolvimento das atividades deve estar sempre contextualizado, de modo que os alunos compreendam a relevância do que estão criando em relação à sua identidade e à cultura da comunidade do Barro Duro. Encorajar os alunos a fazerem perguntas e a refletirem sobre suas obras é essencial para que se sintam empoderados em seu processo de criação.
Além disso, o professor deve estimular a prática do respeito às opiniões dos colegas, promovendo um clima de apoio mútuo durante as discussões em grupo. Essa prática pode gerar um ambiente colaborativo e seguro, onde as crianças se sintam confiantes para compartilhar suas percepções e receber críticas construtivas. O reconhecimento das obras, não só em sala, mas em eventos que incluam a comunidade escolar, pode reforçar ainda mais a ideia de que cada história é valiosa e deve ser celebrada.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Criação de um Painel Colaborativo: Após os autorretratos individuais, os alunos podem trabalhar juntos em um painel mural que represente a comunidade, combinando elementos dos autorretratos em uma única obra de arte que represente o Barro Duro.
2. Teatro de Fantoches: Os alunos podem criar fantoches que representem diversas personalidades da comunidade e história do Barro Duro, encenando pequenas peças que contam essas histórias.
3. Dia do Artista: Organizar um dia onde os alunos possam trazer obras de arte de seus artistas favoritos ou suas próprias criações para compartilhar com os colegas, promovendo debates sobre a influência dos artistas na cultura.
4. Roda de Histórias em Arte: Realizar um encontro onde cada aluno conta a história ligada ao seu autorretrato enquanto os outros alunos desenham em suas telas o que visualizam a partir da narrativa, criando uma nova obra coletiva.
5. Caça ao Tesouro Artístico: Criar uma atividade onde os alunos devem encontrar objetos ou elementos visuais na comunidade que podem inspirar uma nova obra de arte que reflita as vivências e identidades do Barro Duro.
Este plano de aula proporciona uma rica experiência educacional que explora a arte como um meio de expressão, autoafirmação e reconhecimento cultural, fundamental para o desenvolvimento integral dos alunos.