Resumo Gerado
No dia 15 de novembro de 1889, o Brasil passou de uma Monarquia para uma República, sob a liderança de militares e elites cafeeiras insatisfeitas com Dom Pedro II. Essa transição foi feita sem a participação popular e estabeleceu a República Oligárquica, onde grandes fazendeiros, os coronéis, dominaram o poder por meio da “Política dos Governadores” e do voto de cabresto, alternando entre São Paulo e Minas Gerais na conhecida política do café com leite.
A nova República, surgida após a Abolição da Escravidão, não integrou os ex-escravizados, perpetuando a marginalização por meio de exclusões legais, como a proibição do voto para analfabetos, e criminalizando a cultura negra. Reformas urbanas, como o Bota-Abaixo, forçaram a população pobre a se deslocar para favelas, intensificando a segregação.
A resposta popular a essa exclusão gerou revoltas, como a Guerra de Canudos e a Revolta da Vacina. A Proclamação da República não alterou a estrutura social, contribuindo para o racismo estrutural e a desigualdade que persistem até hoje.