Reconto de Contos de Fadas: Estimule a Criatividade no Ensino Fundamental

A proposta deste plano de aula é trabalhar com o reconto de contos de fadas, uma atividade que vai além da simples narração dos eventos. Por meio dessa prática, os alunos têm a oportunidade de recriar narrativas, promovendo a criatividade e o pensamento crítico. O Ensino Fundamental 1 é a faixa ideal para essa abordagem, pois nesta fase as crianças encontram-se desenvolvendo suas habilidades de escrita e de interpretação literária.

Neste contexto, o reconto de contos de fadas propõe um exercício de fusão entre os clássicos e a imaginação das crianças. Através da reescrita, os alunos não apenas praticarão a escrita, mas também serão estimulados a refletir sobre a moral das histórias, criando versões próprias e mais contemporâneas. Isso deve facilitar não apenas o aprendizado da língua portuguesa, mas também a construção de valores e a análise crítica.

Tema: Reconto de conto de fadas
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Faixa Etária: 10 a 11 anos

Objetivo Geral:

Estimular a criatividade e a compreensão leitora dos alunos, promovendo habilidades de reescrita e análise crítica a partir de contos de fadas conhecidos.

Objetivos Específicos:

– Fazer com que os alunos leiam e compreendam um conto de fadas escolhido.
– Incentivar a recriação de histórias, permitindo que os alunos proponham novos finais ou personagens.
– Promover atividades de escrita coletiva onde os alunos possam expressar suas ideias e criatividade.
– Trabalhar a ética e a moral presente nas histórias tradicionais, discutindo como esses valores podem ser adaptados às novas narrativas.

Habilidades BNCC:


(EF15LP03) Identificar as ideias principais e secundárias em textos narrativos.

(EF15LP05) Produzir textos orais e escritos que expressem ideias e opiniões.

(EF15LP10) Utilizar as normas gramaticais na produção de textos relevantes.

Materiais Necessários:

– Cópias de um conto de fadas clássico.
– Papel e caneta para os alunos.
– Quadro branco e marcadores.
– Recursos audiovisuais, como um projetor ou computador, se disponíveis.

Situações Problema:

– Como podemos transformar uma história que já conhecemos de uma maneira diferente?
– Quais personagens do conto de fadas poderiam ter outros papéis?
– Como as lições do passado podem ser adaptadas para questões do presente?

Contextualização:

Iniciaremos a aula dialogando sobre os contos de fadas já lidos pelos alunos. Em seguida, receberão um conto de fadas específico, que será lido em voz alta. Após a leitura, faremos uma discussão sobre os elementos da história, tais como os personagens, a trama e as morais. Este espaço de diálogo propiciará um entendimento mais profundo sobre como as narrativas influenciam nossas vidas e valores.

Desenvolvimento:

Após a leitura e discussão, os alunos serão divididos em grupos. Cada grupo terá a tarefa de escolher um dos personagens da história para recriá-lo, podendo mudar seu papel ou características. A partir daí, eles deverão elaborar um novo conto, baseando-se no que aprenderam e na discussão feita em sala. Esse trabalho em grupo estimulará a colaboração e a troca de ideias. A escrita final de cada grupo será lida em voz alta, permitindo que todos compartilhem suas criações.

Atividades sugeridas:

1ª Atividade (Dia 1): Apresentar um conto de fadas aos alunos.
– Leitura em voz alta do conto.
– Perguntas de compreensão para discutir a história e seus elementos.

2ª Atividade (Dia 2): Divisão em grupos e escolha de personagens.
– Cada grupo escolhe um personagem para recontar a história.
– Estímulo à discussão sobre o novo papel do personagem escolhido.

3ª Atividade (Dia 3): Redação de contos em grupos.
– Escrever o novo conto baseado nas discussões feitas.
– Cada grupo terá uma folha grande onde poderá ilustrar sua história.

4ª Atividade (Dia 4): Apresentação dos contos.
– Os grupos apresentam suas histórias recriadas para a turma.
– Discussão após as apresentações sobre o que foi aprendido e as inclusive morais dos novos contos.

5ª Atividade (Dia 5): Reflexão final.
– Escrever uma breve redação individual sobre o que aprenderam com a experiência.
– Discussão final sobre como as histórias moldam nossas visões de mundo.

Discussão em Grupo:

Após as apresentações, é importante que os alunos discutam a experiência. Orientá-los a falarem sobre o que acharam mais desafiador e o que mais gostaram da atividade. Também é essencial que considerem como as mudanças na narrativa afetaram a moral da história e se sentem que suas versões ainda transmitem uma lição importante.

Perguntas:

– O que você mudaria na história se pudesse escrevê-la novamente?
– Como você se sente ao eleger um novo papel para o seu personagem?
– Que lição você aprendeu ao recontar este conto?

Avaliação:

A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação nas discussões, a colaboração em grupo e a qualidade dos novos contos apresentados. Além disso, Será levado em conta a capacidade dos alunos de refletirem sobre a moral das histórias e sua habilidade de se expressar na escrita.

Encerramento:

Para encerrar a aula, vamos revisar os principais aprendizados e reflexões surgidas durante as atividades. Cada aluno poderá compartilhar sua opinião sobre como o recontar de uma história pode nos ensinar sobre diversidade, e que a criatividade não tem limites. Assim, todos se sentirão parte do processo e mais confiantes em suas capacidades.

Dicas:

1. Incentive os alunos a usarem elementos de culturas diferentes nos seus recontos, promovendo um intercâmbio cultural em sala.
2. Utilize tecnologia, como aplicativos de escrita ou ilustração, para engajar estudantes que se sintam mais confortáveis nesses meios.
3. Proponha um concurso de melhor recontar de conto de fadas, com premiação simbólica, para estimular ainda mais a criatividade.

Texto sobre o tema:

Os contos de fadas transcendem gerações, trazendo lições que falam diretamente ao coração humano. Histórias como “Cinderela” e “Branca de Neve” não são apenas narrativas divertidas; elas contêm elementos que refletem a sociedade e os desafios que todos enfrentamos. Analisando essas histórias, percebemos como sonhos, aspirações e superações estão presentes, oferecendo um espaço para que jovens leitores compreendam suas próprias vidas e as lições que podem aprender com tradições literárias.

O reconto de contos de fadas habilita os alunos a reinterpretarem não só a narrativa, mas os valores subjacentes àquelas histórias, podendo adaptá-los às suas realidades. Ao recriar personagens e histórias, as crianças exercitam a empatia e a disputa por vozes novas e diversas, refletindo sobre temas contemporâneos e a pluralidade de experiências que marcam nossa sociedade.

Estudar contos de fadas por meio de ações lúdicas e criativas torna o aprendizado mais atraente. As crianças não apenas leem passivamente, mas interagem com os textos, levando-as a estabelecer conexões que fortalecem o aprendizado. Dessa forma, cada aluno quebra as barreiras entre autor e leitor, compreendendo-se como co-criadores de narrativas que podem impactar seu entorno.

Desdobramentos do plano:

O plano pode ser estendido para incluir a realização de um “festival de contos”, onde alunos poderão convidar seus familiares para uma apresentação em um formato de teatro ou declamação. Essa abordagem proporciona que o aprendizado saia das paredes da sala de aula e se expanda para a interação comunitária. Além disso, ao incentivar o envolvimento da família, cria-se um ambiente que valoriza e reforça o aprendizado da criança.

Outra possibilidade é integrar a leitura de contos de fadas de diferentes culturas. Essa prática traz diversidade ao ensino e permite que os alunos compreendam que, embora as histórias variem, os valores e as lições que elas transmitem são universais. A inclusão de narrativas de culturas distintas pode enriquecer o repertório cultural dos alunos, promovendo um respeito mais profundo pelas diferenças.

Por fim, o plano pode ainda estimular a criação de uma antologia com os contos recontados pelos alunos, permitindo a confluência de diversos estilos e vozes. A elaboração desse material reforçará a ideia de que cada um possui uma história única e válida para compartilhar, contribuindo para a formação de uma identidade literária coletiva.

Orientações finais sobre o plano:

É essencial que o professor crie um ambiente acolhedor e aberto à criatividade, onde os alunos sintam-se confortáveis para explorar suas ideias. Estimular a colaboração entre os alunos é importante notadamente quando se trabalha em grupo, e a construção de um espaço de comunicação respeitosa deve ser constantemente reforçada.

Durante o desenvolvimento das atividades, é fundamental que o professor atue como um mediador, guiando e inspirando os alunos sem impor suas próprias visões. Essa intervenção respeitosa permitirá que a autenticidade e a individualidade apareçam nas criações das crianças. Além disso, oferecer feedback positivo e construtivo motivará os alunos a melhorarem suas narrativas, criando um ciclo de aprendizado contínuo.

Por fim, ao tratar de contos de fadas, é importante estar atento às interpretações que os alunos trazem para as histórias. Fomentar debates sobre a moral e a ética das narrativas permitirá que eles desenvolvam um senso crítico e uma compreensão mais profunda não só dos textos literários, mas também de suas vidas e do mundo ao seu redor.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: As crianças poderão criar um teatro de fantoches utilizando personagens de contos de fadas. Cada grupo pode escolher uma cena para encenar, contribuindo com vozes e falas. Isso ajuda a praticar a oralidade e a expressão.

2. Ilustrações Coletivas: Ao final do recontar, os alunos podem trabalhar juntos para criar um mural ilustrado com cenas das histórias que criaram. Esse mural poderá ficar exposto na escola, permitindo que mais alunos conheçam suas criações.

3. Música e Canções: Os alunos podem criar uma canção que resuma a nova versão do conto. Essa atividade musical trará uma nova forma de expressão, criando mais espaços para a criatividade.

4. Roda de Contos: Organizar uma roda de contos onde cada aluno pode relatar sua versão ou um novo conto imaginado. Essa dinâmica pode ser realizada com assentos em círculo para que todos se sintam parte do grupo.

5. Desafio de Storytelling: Realizar uma competição em que os alunos têm que contar novos contos de fadas para seus colegas, mas com tempo limitado. Essa atividade incentiva a agilidade mental e a articulação verbal.

Com este plano de aula, buscamos não somente o entendimento da literatura, mas a valorização das vivências dos alunos, transformando contos de fadas em agentes de aprendizado e desenvolvimento pessoal.