Nesta aula, o foco será o desenvolvimento de capacidades sensoriais e motoras das crianças, utilizando o tapete sensorial como recurso pedagógico. A proposta busca proporcionar às crianças uma experiência rica em texturas, cores e formas, estimulando a exploração do ambiente e a criatividade. Os pequenos terão a oportunidade de interagir com uma variedade de materiais, promovendo a descoberta sensorial através do toque, da visão e, em alguns casos, do som. Esses aspectos são fundamentais para o aprendizado, especialmente em uma fase em que as crianças estão se desenvolvendo física e cognitivamente.
A utilização do tapete sensorial se alinha com o campo de experiências de Traços, Sons, Cores e Formas, conforme apontado nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Ao trabalhar com diferentes superfícies e texturas, espera-se que as crianças não apenas reconheçam as propriedades dos materiais, mas também comecem a associá-las com conceitos de estética e embalagem sonora, promovendo um ambiente de aprendizado interativo e prazeroso.
Tema: Tapete sensorial
Duração: 40 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Faixa Etária: 3 anos
Disciplina/Campo: Traços, Sons, Cores e Formas
Objetivo Geral:
Promover a exploração sensorial por meio de um tapete que oferece diferentes texturas, cores e formas, estimulando a criatividade e a motricidade das crianças.
Objetivos Específicos:
– Proporcionar experiências táteis ao manipular diferentes texturas.
– Incentivar o reconhecimento de cores e formas através da interação com os materiais.
– Estimular a expressão artística e musical associada aos sons criados pelos materiais utilizados.
Habilidades BNCC:
–
(EI02TS01) Criar sons com materiais objetos e instrumentos musicais para acompanhar diversos ritmos de música.
–
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação explorando cores, texturas, superfícies planas, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.
–
(EI02TS03) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras, cantadas, canções, músicas e melodias.
Materiais Necessários:
– Um tapete grande (que pode ser feito de tecido ou material acolchoado).
– Diversos objetos e materiais com texturas diferentes (ex: pedaços de feltro, papel alumínio, lixa, espuma, borracha, lã).
– Materiais coloridos como papel crepom, tintas, canetinhas.
– Instrumentos musicais simples (ex: chocalhos, pandeiros, caixas de som).
– Fita adesiva para fixar os materiais no tapete.
– Caixas ou recipientes para organização dos materiais.
Situações Problema:
Como as diferentes texturas e cores dos materiais do tapete podem ser interligadas às lembranças e sensações das crianças? Como podemos transformar sons e movimentos em arte?
Contextualização:
A proposta é adequada para a faixa etária de 3 anos em que as crianças estão descobrindo o mundo por meio da exploração. O tapete sensorial oferecerá um espaço seguro e interativo onde elas poderão tocar, sentir e brincar com os diferentes elementos presentes. Essa prática deve ser realizada em um ambiente tranquilo, onde as crianças possam se concentrar na experiência sensorial sem distrações.
Desenvolvimento:
1. Preparação do ambiente: Arrumar as mesas e cadeiras para que as crianças possam se mover livremente em torno do tapete sensorial.
2. Apresentação do tapete: Mostrar às crianças o tapete sensorial e explicar que elas vão explorar diferentes texturas e cores.
3. Exploração livre: Deixar as crianças à vontade para tocar e brincar com os materiais do tapete, incentivando-as a falar sobre o que sentem e tocam.
4. Interação musical: Introduzir os instrumentos musicais e criar uma atividade que estimule a criação de sons e ritmos baseados nas texturas que elas estão explorando.
5. Registro da experiência: Propor que as crianças façam um desenho ou pintura inspirado nas sensações que tiveram.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Exploração do tapete sensorial. As crianças podem tocar cada material e descrever como é a textura (áspero, liso, macio).
– Dia 2: Pintura com diferentes cores, utilizando objetos do tapete como moldes.
– Dia 3: Jogos de som: brincar com os instrumentos musicais, associando-os às texturas exploradas.
– Dia 4: Contação de história sensorial, utilizando o tapete como cenário e materiais da atividade para ilustrar os personagens e cenários.
– Dia 5: Sessão de dança com movimentos baseados nas sensações do tapete, criando uma “dança das texturas”.
Discussão em Grupo:
Após cada atividade, reunir as crianças para discutir suas experiências. Perguntar como se sentiram ao tocar diferentes texturas e quais cores mais gostaram. Essa interação ajuda a consolidar o aprendizado e promove a verbalização dos sentimentos.
Perguntas:
– Que textura você mais gostou de tocar?
– Qual cor chamou mais a sua atenção?
– Que som você conseguiu criar com os instrumentos?
Avaliação:
A avaliação se dará por observação. O educador deve analisar como as crianças interagem com os materiais, sua capacidade de verbalizar suas experiências e suas respostas às atividades propostas.
Encerramento:
Ao final da aula, é importante promover um momento de reflexão e partilhar as experiências. Pode-se fazer uma pequena roda de conversa e incentivar as crianças a falarem sobre o que mais gostaram.
Dicas:
– Sempre supervisionar as atividades para garantir a segurança das crianças.
– Varie os materiais usados nos tapetes em cada aula para promover novas experiências sensoriais.
– Incentivar a criatividade das crianças, permitindo que elas escolham como desejar explorar e interagir com os materiais.
Texto sobre o tema:
O tapete sensorial é uma excelente ferramenta para o desenvolvimento infantil, especialmente para crianças de 3 anos, que estão em uma fase de intensa exploração e aprendizado. Esses tapetes, cheios de texturas variadas, cores vibrantes e formas interessantes, oferecem um espaço seguro onde as crianças podem tocar, rastejar e passar tempo brincando. É uma oportunidade perfeita para desenvolver não somente as habilidades motoras finas, mas também a coordenação e criatividade dos pequenos.
Os benefícios do tapete sensorial vão além do simples ato de tocar. A experiência sensorial ajuda a melhorar a percepção das crianças sobre o ambiente que as cerca, contribuindo para um aprendizado mais significativo e elaborado. Ao manipular objetos com diferentes propriedades, as crianças começam a entender o conceito de comparação e contraste, desenvolvendo um pensamento crítico desde cedo. Além disso, as interações sonoras que podem ser criadas a partir dos materiais utilizados também enriquecem essa experiência, levando as crianças a associar sons e movimentos de forma lúdica e educativa.
Em síntese, a utilização do tapete sensorial na educação infantil se configura como uma estratégia poderosa e inovadora, capaz de engajar os pequenos em um aprendizado ativo e prazeroso. Proporcionar essas experiências sensoriais nas primeiras fases da infância é fundamental para estimular a curiosidade natural das crianças e permitir que elas desenvolvam uma compreensão mais ampla e significativa do mundo ao seu redor.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula pode se desdobrar para outras áreas de aprendizado, como matemática, ao explorar formas e quantidades presentes nos materiais. Além disso, o tapete sensorial pode ser utilizado para introduzir conceitos de ciências, como o estudo das texturas e das propriedades dos materiais.
Outro desdobramento valioso é a criação de projetos interdisciplinares com outras turmas, promovendo um intercâmbio de experiências sensoriais e artísticas. Por exemplo, aulas de música podem ser integradas, possibilitando o desenvolvimento de sons utilizando instrumentos relacionados ao tapete sensorial, criando uma sinfonia de texturas e melodias.
Finalmente, é possível criar um projeto contínuo onde cada semana novas texturas e materiais possam ser introduzidos, garantindo que as crianças nunca percam o interesse, continuem explorando e aprendendo com o tapete sensorial ao longo do ano.
Orientações finais sobre o plano:
É essencial que o educador esteja flexível e aberto às descobertas que surgem durante as atividades. A curiosidade dos pequenos deve ser sempre incentivada, permitindo que façam perguntas e compartilhem suas ideias. O papel do educador aqui é o de mediador, ajudando a guiar as experiências, mas permitindo que as crianças sejam protagonistas do seu próprio aprendizado.
Além disso, é importante ter em mente a segurança durante as atividades. Todos os materiais devem ser apropriados para a faixa etária, evitando riscos de ingestão ou ferimentos. Preparar um ambiente acolhedor e seguro facilitará a exploração e proporcionará momentos de prazer e descoberta.
Por fim, essa abordagem sensorial deve ser vista como uma prática contínua e não isolada. Ao integrar essas experiências do dia a dia com o aprendizado formal, conseguimos formar uma base sólida de conhecimento desenvolvida de maneira significativa e memorável, alinhando a educação às necessidades e curiosidades naturais das crianças.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Exploração Nocturna: Criar um tapete sensorial para ser utilizado em um ambiente com luzes baixas ou com lanternas, permitindo que as crianças explorem as texturas de forma diferenciada e interessante, integrando a experiência visual com a tátil.
2. Caminhada Sensorial: Criar um caminho com diferentes tapetes e objetos espalhados pelo chão, onde as crianças devem andar descalças ou tocar com as mãos, incentivando a descoberta de novas texturas e formas.
3. Caça ao Tesouro Sensory: Esconder objetos com diferentes texturas e cores dentro do tapete e propor uma caça ao tesouro onde as crianças devem encontrar itens específicos, estimulando a exploração e o reconhecimento de sensações.
4. Arte com Texturas: Propor que as crianças criem um mural utilizando as texturas coletadas do tapete. Elas podem colar as diferentes texturas num papel maior, resultando em uma obra de arte colaborativa que pode ser exposta na escola.
5. Sonhos de Som: Criar uma atividade de arte sonora, onde as crianças devem montar instrumentos caseiros a partir de materiais do tapete e utilizá-los para criar uma apresentação musical, estimulando a criatividade e a coordenação motora.
Essas atividades não só potencializam o aprendizado, mas também permitem que as crianças desenvolvam suas habilidades sociais ao interagirem umas com as outras, criando um ambiente colaborativo e divertido.